Praça Londrina (Estelio Feldman)
As férias de julho nem bem começaram e a gente já pode começar a triste estatística. É só olhar o jornal de ontem: sete mortos em acidentes no final de semana. Por causa disto é que a gente tem de se repetir, tanto nas vésperas dos chamados feriadões como em épocas como esta, quando muita gente resolve aproveitar o período para passeios, descanso, diversão.
Férias são, sempre, bem vindas. Podemos discutir um pouco o tanto de férias que as escolas oferecem, um mês em julho, três meses no fim do ano, mais uma semana - a famosa do saco cheio - em outubro e um montão de feriadões e feriadinhos de tal modo que o famoso ano letivo tem 6 meses. Mas se a gente olhar os deputados, que trabalham até menos, se perceber que tem muita gente folgando a vida toda, então nota que é uma questão que deveria ser debatida de modo mais abrangente.
De qualquer modo, não está em questão o total das férias mas a realidade atual. Os estudantes estão de férias. Apesar do frio, que não estimula muito os passeios, muita gente vai para a estrada. E é aí que mora o perigo, naturalmente. O presidente da República anunciou que, brevemente, todas as rodovias nacionais estarão recuperadas. Isto quer dizer que, agora, a situação continua ruim. Péssimas estradas, gente apressada, descuidada. Resultado inevitável: acidentes. Vamos então mudar as estatísticas e tomar mais cuidado quando em viagem. As férias começam bem e devem terminar melhor, trazendo boas recordações e não sofrimento.Baixaria
Se as ridículas (ou patéticas) cenas vistas no ringue de Las Vegas tivessem ocorrido por aqui, seria aquela gritaria. Iam nos chamar de bárbaros, atrasados, tudo o que se pode imaginar. Mas como aconteceu lá, as pessoas não aprofundam os comentários e aceitam.
Então, naturalmente, alguém vai perguntar o que é que nós temos com isto? E eu explico: durante a disputa do Brasileiro de Basquete, houve algumas cenas menos recomendáveis aqui, no Moringão. E desceram o porrete em Londrina, nos londrinenses. A emissora de cabo que transmitiu um dos jogos para todo o País não poupou elogios à nossa torcida. Com alguma razão.
Mas depois nosso time foi jogar, principalmente no play off, no Interior de São Paulo. E o que a gente viu, pela TV, também foi um horror. Só que os narradores (e também os coleguinhas da imprensa paulista) fizeram assim como os norte-americanos, agora: minimizaram. Quando acontece aqui, somos bárbaros. Quando ocorre por lá, é apenas a ação de alguns maus elementos.
Penso que não custa nada a gente ficar muito atenta e reclamar, mesmo. Não concordo com os abusos da torcida por aqui, penso que o torcedor deve estimular seu time sem jogar coisas na quadra. Mas entendo que a recíproca é verdadeira. São bárbaros todos quantos provocam cenas como as que vimos em Las Vegas ou no Interior de São Paulo. Se o Tyson ou o Hélio Rubens fazem bobagens, é problema deles.Vicente Rijo
Está se desenvolvendo, desde sábado, a Semana Cultural e Esportiva do Colégio Estadual Vicente Rijo. A primeira parte, em desenvolvimento, prevê a realização da VII Olímpiada Cultural e Esportiva. Há atividades todos os dias, até a próxima sexta-feira. E no final, no sábado, a partir das 19 horas, será ofrecido, no Ginásio de Esportes do Colégio, um sukiaki, a 6 reais o convite. Os interessados devem comprar os convites até amanhã, na tesouraria do Colégio.
Não vou esquecer, também, de dizer que no sábado, pela manhã, haverá disputas de tênis de mesa e xadrez. Vou dizer: não fosse o trabalho, precisamente no sábado pela manhã, iria até o Colégio ver os jogos de xadrez. Não pensem que estou desconsiderando outros esportes. Quando estudei, lá mesmo no Vicentão, joguei futebol de salão, cheguei até a ser o técnico da seleção do Colégio que disputou um certame londrinense. Mas fico feliz de ver a difusão do xadrez, mais que um jogo, um verdadeiro aprendizado para a vida, que está atraindo cada vez mais jovens estudantes.
Ademais, tudo o que se faz no Vicente Rijo me agrada, como ex-aluno daquele colégio, com enormes e adoráveis recordações do tempo que passei por lá. Foi a época em que cheguei a Londrina e sei que foi graças à acolhida, ao carinho, ao modo fantástico de ser de professores e alunos, àquela época, que mais rapidamente me apaixonei por esta nossa terra.Festa junina prejudicada





