Preocupação com os jovens
Arquivo/FolhaJovens na UELJovens andando pela Universidade. O sonho de estar na UEL deve ser preservadoDe uma senhora, mãe preocupada de uma estudante que ingressou este ano na UEL, recebi extensa carta em que ela manifesta o temor sobre a situação dos jovens que, como assinala, ‘‘estão entrando cada vez mais cedo para a Universidade.’’ Dona Maria (ela assim se identifica) destaca principalmente as ‘‘festas’’ que tem se realizado por lá, mostrando-se preocupada com a bebida e também com as drogas que, pelo que percebe, circulam livremente. ‘‘Será que os especialistas estão sabendo receber estes jovens?’, pergunta a leitora, com preocupação.
Dona Maria conta que foi, certa noite, buscar a filha em uma festa que estava acontecendo na UEL. ‘‘Era uma e meia da manhã e esperei por mais ou menos 5 minutos no estacionamento, tempo suficiente para ver vários jovens fumando maconha e bebendo. Alguns entrando em seus carros e dirigindo, não sei como. Disse a minha filha que não entendo como pode uma universidade permitir abusos como esse. Como pode fazer vista grossa ao comércio de bebidas alcoólicas?’’
A leitora sugere o debate de pelo menos um tópico: o horário das festas. ‘‘Por que começar uma festa à meia-noite? Por que, neste País de tantas leis, não se cria uma que fixe horários para festas, bares, etc.? Isto existe em vários países. Se copiamos o que vem de fora e o que é de fora, por que não isso?’’ Fica a sugestão.



Promoções
Uma leitora liga para fazer um alerta sobre certas promoções em supermercados. Ela explicou: na gôndola, está o preço da promoção. Mas quando o produto passa pelo caixa, é registrado o preço normal. Pelo menos foi o que aconteceu com ela no final de semana. Ela só percebeu isto quando, ao chegar em casa, fez a costumeira conferência na nota de compra.
Já recebi queixas similares. Todavia, se o consumidor percebe a discrepância, quando passa o produto pelo caixa, é feita a correção. Não quero considerar que isto ocorra por má-fé. É interesse do supermercado fazer promoção e vender. Pode acontecer é algum tipo de equívoco neste complicado negócio do código de barra ou coisa semelhante.
De qualquer modo, existe uma solução apenas: o consumidor precisa ficar atento na passagem da mercadoria pelo caixa. Só que, como destacou a leitora que fez a queixa, quando a pessoa vai sozinha para o mercado e precisa pôr as compras na esteira, fica difícil acompanhar a passagem da mercadoria no caixa. E, aí, leva prejuízo. Solução: levar alguém junto nas compras...

Semáforos
A propósito da nota que saiu semana passada sobre uma ‘‘pesquisa’’ relativamente ao tempo que se perde nos semáforos, um leitor ligou para falar sobre os semáforos de três tempos, afirmando que eles contribuem para aumentar a ‘‘perda de tempo’’ no trânsito. Sobre isto, o leitor ponderou que, no seu modo de entender, há muito tempo tais semáforos deveriam ser desativados.
Os semáforos de três tempos, vocês sabem, existem em vários pontos (muitos na JK) e servem para possibilitar a conversão à esquerda em determinadas esquinas. No entendimento do leitor, a eliminação de tais semáforos (o que já foi feito na Fernando de Noronha com JK) reduziria em muito o tempo de parada nos sinais luminosos e tornaria o trânsito mais simples. Mas isto forçaria o motorista a fazer voltas a fim de atravessar a JK.
É uma questão de educação no trânsito. Pode provocar reações fortes, mas é algo a pensar. O desconforto que o fim de tais semáforos pode produzir para alguns talvez seja compensado pela melhoria no ritmo do trânsito.

A febre do ano 2000
A febre milenarista provocada pela chegada do ano 2000 não afeta todo mundo, já que o calendário gregoriano herdado pelo cristianismo não é a única referência para se calcular a passagem do tempo. Os habitantes de Israel, onde prevalece o calendário judeu, vivem desde 11 de setembro passado no ano 5760. O calendário muçulmano, em vigor em inúmeros países, começa com a Hégira (a partida do profeta Maomé para Medina) há 1.420 anos.
Na China, onde a vida oficial é regida pelo calendário gregoriano, por outro lado vai se celebrar com grande pompa seus 5.000 anos de civilização no próximo Ano Novo, em 5 de fevereiro próximo.
Sejam budistas, taoístas, hinduístas ou muçulmanos, os calendários religiosos pautam ainda a vida de inúmeras sociedade, inclusive quando os países se adaptaram, por razões políticas ou econômicas, ao calendário das potências ocidentais.
Este, por sua parte, perdeu seu significado religioso para muitos cidadãos, para o pesar da Igreja Católica, que considera que o ano 2000 deve ser um momento para meditação espiritual dos fiéis.
A Igreja Católica, que celebra 2.000 anos de cristianismo, enfatiza a dimensão simbólica deste aniversário, enquanto que muitos historiadores cristãos consideram hoje que Jesus não nasceu no ano um e sim vários anos antes.

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