Filas nos bancos
Arquivo/FolhaSuplícioHoras antes da abertura dos bancos, as pessoas formam longas filasA propósito de nota publicada esta semana sobre o assunto, o Sindicato dos Bancários de Londrina enviou mensagem, assinada pelo seu presidente, José Francisco da Silva com algumas sugestões e explicações.
Uma das idéias seria reclamar diretamente com os gerentes das agências que, segundo a nota, acabariam não fazendo outra coisa a não ser ouvir as queixas. A mensagem explica, ainda, a questão do horário dos bancários, também colocada naquela nota, explicando que a jornada de trabalho de 6 horas diárias para os bancários é conquista antiga da categoria e é aconselhada pela Organização Mundial de Saúde.
Ademais, como destaca o Sindicato, não é o horário dos bancários o responsável pelas filas, mas a ganância dos banqueiros, ‘‘aí incluídos os governos que possuem bancos e também não se preocupam com a qualidade no atendimento, impondo cada vez mais a redução do número de bancários num processo de reestruturação que não acaba nunca’’.
‘‘Acredito – completa a mensagem – que se os 89,3% dos londrinenses descontentes com o horário dos bancos pressionassem não só os gerentes mas o prefeito e a Câmara Municipal, poderíamos fazer o que determina a lei e, com certeza, nenhum cidadão seria obrigado a esperar uma hora pelo atendimento nas agências de nossa cidade. É este tipo de atitude que está faltando para a gente exigir mais respeito dos bancos e das autoridades’’.



No escuro
Já estamos em dezembro e é possível dizer que este ano não teremos mesmo a iluminação que marcou outras temporadas pré-natalinas na cidade. Já se sabia disto desde que o próprio comércio anunciou que pretendia investir em outras coisas e não nas luzes. Claro, havia a esperança em relação aos particulares que, no passado, embelezaram a cidade. Mas, até agora, isto também não se concretizou. O que se tem visto são tímidas e isoladas tentativas que estão longe do que o londrinense se acostumou em outros tempos.
Sei que não foi só esta Praça que insistiu na iluminação. Muita gente entrou em contato com a Acil pedindo que houvesse uma revisão na decisão a respeito, mas não houve ressonância. Então, a cidade fica assim, no clima de Natal, claro, mas bem diferente do que se viu e sentiu em outras épocas. E assim como muita gente veio a Londrina no passado para ver a iluminação (e comprar alguma coisa) os londrinenses poderão ir a outras cidades, este ano, a fim de ver o que ainda não se fez. No fim, quem vai perder com isto é a cidade e o comércio. Economia boba.

Semáforos
Um leitor fez questão de me mostrar uma ‘‘estatística’’ pessoal. Disse que passa pelo menos 2 vezes por dia no semáforo da Paranaguá com JK, lembrando que aquele sinal fica fechado um minuto e aberto 30 segundos. Por causa disto, em mais de 80% das vezes que passa lá, fica um minuto parado. Resultado: em um mês, revela, perde uma hora parado à espera do sinal.
A revelação é devido ao fato de o leitor considerar que esta Praça tem feito campanhas para a instalação de semáforos pela cidade, o que obriga, conforme ele disse, a perder um tempo enorme à espera.
Em verdade, se a gente somar o tempo que espera em outros semáforos, vai ver que fica bem mais de uma hora por mês parado. Todavia, o que não se pode esquecer é a segurança, que o semáforo produz. Se todos obedecessem à sinalização, se os motoristas ficassem parados esperando a luz verde, o total de acidentes cairia.
Semáforos, assim como as lombadas e tantos outros meios usados para reduzir velocidade e diminuir riscos no trânsito representam o que a gente chamaria de ‘‘mal necessário’’.

Morte em lugar da cura
Informe publicado esta semana em Washington pelo Instituto de Medicina (IOM) das Academias Nacionais revela que os erros médicos matam entre 44 mil e 98 mil pessoas por ano nos Estados Unidos.
O estudo destaca que estas mortes são maiores que as provocadas por acidentes automobilísticos, câncer de mama ou aids. Os erros fatais não ocorrem apenas em clínicas e hospitais, mas também em farmácias, asilos para velhos e até mesmo em casa.
Segundo o informe, as mortes provocadas por erros na medicação chegam a 7 mil por ano – número maior que o de acidentes de trabalho.
‘‘Esta assustadora taxa de erros médicos que causam morte, invalidez permanente e sofrimentos desnecessários são simplesmente inaceitáveis em um sistema médico que promete antes de mais nada não causar nenhum mal’’, indignou-se o presidente da comissão encarregada de redigir o estudo, William Richardson.
A comissão aprovou várias recomendações para tentar reduzir estes erros em 50% nos próximos cinco anos. Entre outras medidas, a Comissão sugeriu a criação de um Centro Nacional para a Segurança do Doente, que estaria encarregado de implantar um dispositivo de vigilância em nível nacional. (AFP)

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