Praça Londrina (Estélio Feldman)
Preparando o Réveillon
Arquivo/FolhaFim de anoPresentes para Iemanjá, um modo bastante difundido para passar o começo do anoEstamos iniciando o último mês do ano e, naturalmente, as pessoas já pensam no Natal e no modo como vão passar o último dia de 99. As agências de viagem esperavam uma explosão na procura de viagens e estão decepcionadas. Aqui, como no exterior, muita gente está pensando em passar o fim de ano sem viajar. Nos Estados Unidos, uma pesquisa revelou que três em cada quatro norte-americanos celebrarão o ano-novo do ano 2000 em sua própria casa. Só dois em cada 10 pretendem viajar no último dia de 1999, e 72% não têm programado nada de especial para celebrar o fim de ano.
Entre nós, não deve ser diferente. Quanto aos que viajam, boa parte vai procurar as praias, considerado por muitos um lugar único para uma data tão expressiva. Os que não podem (ou não querem) vão ficar vendo a praia pela TV, assistindo à queima de fogos em Copacabana.
A pesquisa norte-americana sobre como as pessoas pretendem passar o Ano Novo revela que, quando o relógio marcar meia-noite, 62% estarão beijando alguém, 56% assistirão à televisão, 35% beberão champanhe, 34% estarão em uma festa, 28% têm intenção de se embebedar, 20% gostariam de estar fazendo amor e 15% estarão em uma missa ou qualquer outra celebração religiosa. Um levantamento entre nós seguramente não mostrará muitas diferenças.
Contra a Aids
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Londrina preparou para a manhã de hoje uma série de palestras objetivando conscientizar os funcionários sobre os riscos da contaminação pelo HIV e da necessidade da prevenção. A promoção faz parte dos trabalhos alusivos ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, que transcorre hoje.
As palestras começam às 10 horas, no auditório da Santa Casa e a entrada é franca. O médico infectologista Arilson Akira Morimoto falará sobre a Epidemiologia da Aids, enquanto o coordenador geral da ALIA, entidade que participa da campanha contra a Aids, Roni Lima, falará a respeito da luta da humanidade para superar a síndrome.
Incrível como possa parecer, apesar de todas as campanhas de esclarecimento que vem sendo feitas nos últimos anos, ainda é grande o desconhecimento sobre o mal e a respeito das medidas para sua prevenção. O trabalho de hoje, tanto na Santa Casa como em outros locais e em todo o mundo, é parte de um processo de vital importância para difundir o conhecimento básico para a luta contra a síndrome.
Fila no banco
Revoltado, o senhor Ronaldo veio à Praça para contar que ficou mais de uma hora na fila da agência do Bradesco da Rua Minas Gerais (centro) a fim de pagar a conta da Embratel. A conta era de R$ 9,00 e segundo o leitor havia apenas dois caixas para atender os clientes. Ronaldo contou que uma outra cliente, igualmente insatisfeita, foi reclamar diretamente com um funcionário do banco pela situação, não recebendo qualquer satisfação.
O problema ainda é mais sério porque segundo se sabe, apenas alguns bancos estão autorizados a receber as contas da Embratel. Aliás, esta é uma coisa que vem provocando também confusão entre os usuários de telefone. Antes, pagavam tudo na conta da Sercomtel. Agora, tem conta da Sercomtel, conta da Embratel, logo deve vir também a conta da Telepar. Haja paciência para as filas em banco e cuidado para verificar se não se está pagando a mesma conta mais de uma vez.
A propósito da questão dos bancos, o dirigente mundial de um estabelecimento pediu o fim do limite de seis horas de trabalho para os bancários. Penso que os clientes que sofrem nas filas aprovam a idéia.
Vizinhos no Universo
Astrônomos norte-americanos afirmaram ter, pela primeira vez na história, uma prova visual da existência de planetas fora do sistema solar. Até agora, jamais havíamos visto estes planetas, nem mesmo uma sombra fora do sistema solar, declarou Geoffrey Marcy, professor de astronomia da Universidade da Califórnia. Marcy e outros astrônomos já haviam conseguido provas indiretas da existência de 29 planetas além dos nove que se encontram na órbita do sistema solar. Mas, no começo de novembro, puderam ver um deles, que tem um tamanho quase 18 vezes maior do que o da Terra, e uma temperatura de 3.500 graus Fahrenheit (1.926 graus Celcius), que indica a forma de um planeta que gira em torno de outro sol.
A observação desse planeta simplesmente a olho nu confirma a existência dos outros planetas que os astrônomos localizaram por dedução ao longo dos anos, indicou Marcy, que dirige a equipe que fez esta descoberta, junto com Paul Butler, do Instituto Carnegie de Washington.
Isso reforça a crença na existência dos outros planetas que encontramos e onde formas de vida como as do nosso são possíveis, enfatizou.
Ainda não foi dado nenhum nome oficial ao planeta, que Marcy queria batizar de Silhueta ou Shadow (sombra), em homenagem às imagens captadas em 7 de novembro passado por um telescópio.





