Praça Londrina (Estélio Feldman)
Cidade limpa, povo civilizado
Arquivo/FolhaSem utilidadeBem no centro, uma porta-lixeira, sem o elemento principal, a lixeira.Já usei a frase cidade limpa, povo civilizado. Diante de comentários de leitores sobre a questão das lixeiras (ou da falta delas) em Londrina, o tema volta. A leitora Celma Reis escreve para concordar com a reclamação feita pela dona Katia e publicada na véspera sobre a dificuldade de encontrar lixeiras nas ruas da cidade. E foi além, comentando as consequências disto.
Dona Celma, na mensagem, envia xerox de notas publicadas pelo jornal, a respeito, em maio de 97 e em julho deste ano. A primeira citava uma passeata da conscientização, feita por alunos de uma escola local que promoveram a manifestação em defesa da limpeza e higiene do bairro. No caso, dona Celma pergunta sobre a questão relativa à falta de lixeiras para colocar o lixo e manter o bairro, como a cidade, limpo. A outra, comentava iniciativa de uma escola de línguas que distribuiu sacolinhas de lixo para veículos, a fim de evitar que jogassem sujeira nas ruas.
A leitora diz que faz dela as sugestões de dona Katia, pedindo uma distribuição bem programada das lixeiras, principalmente nos pontos de ônibus, nos bairros, nas escolas. Lembra também que existem lixeiras em alguns pontos, mas insiste na necessidade de reposição porque, com a ação do tempo (ferrugem, principalmente) e dos vândalos, elas vão desaparecendo.
Animal na rua
A propósito da nota publicada ontem, com foto, em que um animal era guinchado pela Polícia Militar, estiveram aqui o tenente Walter, que responde pelo Comando da Companhia de Trânsito, e o 2º tenente Eguedes, relações-públicas da PM, para prestar alguns esclarecimentos que consideram oportunos sobre o assunto.
Primeiro, esclareceram que, ao contrário do que se dizia na nota, o animal era uma égua e não um cavalo. E indicaram que a égua estava naquela região central, atacando as pessoas: tentava morder e escoiceava, o que punha em risco a integridade de quem passasse lá. Mesmo não sendo atribuição da PM, eles resolveram recolher e levar o bicho embora até para garantir a segurança das pessoas e do próprio animal. Como não possuem viatura adequada para o transporte, acabaram tendo de levá-lo amarrado ao guincho. Mas, asseguraram, tudo foi feito com o maior cuidado.
Finalizando, o animal já foi devolvido ao dono, sem qualquer multa. Apenas o alertaram para evitar deixá-lo em condições de sair de novo pelas ruas, em situação de perigo para ele e para a população.
Promoções
Hoje, a partir das 14h30m, o Albergue Noturno e o Lar das Vovozinhas promovem um chá-bingo para obter recursos a fim de pagar o 13º salário dos funcionários. Será na Loja Maçônica da rua Alagoas. A propósito do Albergue, a entidade continua na campanha para conseguir cimento e areia a fim de concluir a reforma que se realizou ali. O atendimento já foi retomado, mas ainda falta concluir muita coisa. Quem quiser fazer doações, pode levar cimento ou areia ao Albergue, na rua Araguaia, 589. Ou ligar para 329-0137 que alguém irá buscar a doação.
Por outro lado, neste sábado, será realizado o último bazar beneficente do ano da Santa Casa. É uma oportunidade para aproveitar os preços e a qualidade das roupas alemãs, sendo que para esta promoção foi recebida uma outra remessa de roupas novas e seminovas da Alemanha. Além de roupas para o inverno, há também vestes para o verão, calçados e acessórios, num total de 5 mil peças com preços que variam a partir de 1 real. O Bazar funciona, das 8 às 17 horas, na esquina da Celso Garcia Cid com Duque de Caxias.
Pesquisas para aumentar tempo de vida
Uma equipe de pesquisadores italianos descobriu que a supressão de um gene específico nos ratos ocasiona um aumento de 35% da duração de sua vida, sem que aparentemente os animais desenvolvam algum tipo de deformação.
Os resultados desta pesquisa, publicados pela revista científica Nature, mostram, pela primeira vez, que nos mamíferos a duração da vida é controlada geneticamente.
Há pelo menos dez anos sabemos que, em certas espécies animais, por exemplo as moscas, a duração da vida é controlada por alguns genes, cuja eliminação provoca o prolongamento da vida, explicou à imprensa, em Milão, o diretor do Departamento de Oncologia Experimental do Instituto Europeu de Oncologia, Pier Giuseppe Pelicci.
Mas, até o momento, ninguém demonstrou que isto é válido também para os mamíferos, acrescentou Pelicci, que dirigiu os trabalhos publicados pela Nature.
Mas esta descoberta levanta mais questões do que resolve, enfatizou o biólogo. Os ratos com o código genético modificado pela equipe de Pelicci parecem ser perfeitamente sãos em condições de laboratório e com uma duração de vida prolongada.
A operação consistiu na supressão do gene que controla a proteína p66shc, que governa a resposta celular ao estresse oxidante.





