Zerão assustador
Arquivo FolhaVISÃO ENGANOSAO Zerão, um local belo, que está se tornando um ponto perigosoÉ, inegavelmente, um dos lugares mais bonitos de Londrina. Mas, segundo uma leitora me contou ontem, está se convertendo em um ponto assustador. Ela esteve lá no domingo. E ficou assustada.
‘Transformou-se em um bar a céu aberto’, contou. ‘Gente tomando cerveja, jogando garrafas por todo canto. Pessoas bêbadas. Vi um rapaz sendo carregado’. Mas não pensem que isso é pior: a leitora também viu gente usando árvores como sanitários... Só não havia, ainda, pelo menos naquele horário, casais transformando o gramado em motel. Mas, do jeito que a coisa vai, isso logo pode acontecer.
Tem também os usuários de maconha, aproveitando o local para dar seus ‘tapas’. Vender maconha é proibido, mas certamente consumi-la não deve ser, porque a leitora viu gente usando a droga na maior calma.
A única coisa que ela não viu ali foi a polícia. Possivelmente porque era domingo e, a gente sabe, domingo é dia de folga. Dia em que as pessoas procuram locais aprazíveis, como o Zerão. E em que fogem de lá, depressa, com medo do que está acontecendo. Não há polícia, não há educação e ali também os abusados vão tomando o lugar das crianças e dos adultos que procuram, apenas, um pouco de paz, no domingo. Melhor é ficar em casa, vendo o Faustão, o Gugu e o Sílvio Santos...



Denúncia e medo
Uma leitora esteve aqui, ontem. Queria fazer uma denúncia séria contra uma entidade pública. Estava bem documentada na queixa. Mas tinha medo.
Conversamos muito. A reclamação era bem fundamentada. Além de documentos, havia nomes. Mas a leitora, na medida mesmo em que ia contando a história, revelando como havia sido humilhada e destratada, além de ter, aparentemente, sido explorada em sua credulidade, refletia sobre o que poderia acontecer com a publicação de suas queixas.
Esta é uma situação não muito incomum. Normalmente, quando alguém me traz uma denúncia não revelo o nome, até como proteção. Nem isso tranquilizou a leitora, que resolveu a questão salomonicamente: se em receber outra queixa contra a mesma entidade, então ela me autoriza a publicar sua reclamação, no meio. Caso contrário, ela prefere seguir o conselho de algumas pessoas que lhe sugeriram que não mexesse no vespeiro. Podia acabar levando ferroadas. E a situação segue a mesma. O problema é que, também muitas vezes, mesmo com denúncias, as situações não mudam.

Denúncia
De um leitor que revela muita paciência, recebi carta em que aponta a placa de vários veículos que, segundo ele, cometeram infrações durante o período em que fazia observações, na avenida JK. Tem de tudo, desde carro que passa pelo sinal vermelho até os que param em fila dupla, os que fazem conversões proibidas e os que abusam da velocidade na área urbana.
Não posso divulgar as placas dos carros. Estaria fazendo o que a gente critica, multando (moralmente) sem dar direito de defesa. O que porém fica claro diante da denúncia é que os motoristas continuam a desrespeitar os sinais de trânsito. As multas mais pesadas, as ameaças do Código de Trânsito Brasileiro, o próprio perigo diante da possibilidade de acidentes, nada parece motivar o motorista a obedecer às regras para transitar pelas vias públicas.
O fim da constatação é a costumeira: continua a faltar educação e respeito por parte dos que dirigem. Pior é que este quadro de abusos torna o trânsito ainda mais perigoso, fazendo do ato de dirigir uma verdadeira aventura.

Combate à obesidade
A possibilidade de se fazer nos animais a orientação de alguns tecidos adiposos para a produção de calor em detrimento do acúmulo de reservas abre uma nova via potencial para a pesquisa terapêutica contra a obesidade, segundo especialistas. Existem duas formas de tecidos adiposos ou gordurosos, o tecido negro, uma espécie de radiador interno, orientado para a produção de calor ou a manutenção da temperatura do corpo, e o tecido branco, envolvido na obesidade, cujo objetivo é fazer reservas.
Sob algumas condições, como o jejum ou a exposição ao frio, uma parte das células adiposas pode se transformar em tecido negro ou em células equivalentes, segundo os trabalhos apresentados pelo professor Saverio Cinti, da Universidad de Ancona (Itália), no congresso anual da Associação Norte-americana de Estudo da Obesidade (NAASO), sendo realizado em Charleston na semana passada. O tecido adiposo é considerado agora um órgão que segrega hormônios, como, por exemplo, a leptina, enfatizou o professor Bernard Guy Grand, especialista francês em obesidade.
A obesidade é um grande problema de saúde pública nos Estados Unidos, onde afeta a um norte-americano em cada cinco, ou seja, mais de 22% da população norte-americana, segundo o dr. George L.Blackburn, presidente da NAASO.
Quase um terço das pessoas que vive na União Européia (UE) tem um excesso de peso e uma em cada dez é obesa.

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