Londrina (também) exige saúde
Arquivo/FolhaDramaHospitais superlotados, atendimento precário, uma violência contra o povoA notícia de que o Hospital Evangélico vai deixar de atender, após o dia 26 de dezembro, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no pronto-socorro, recoloca em discussão o tema da saúde. E pode levar ao lançamento de outra campanha, similar à que se faz contra a violência. Pois Londrina também pode (e deve) exigir atendimento adequado à saúde.
Quando se sabe que os pacientes do SUS são os mais carentes e se soma, ainda, a informação da Santa Casa, que também ameaça adotar o mesmo rumo do Evangélico – adicionando-se a situação atual, já precária, no atendimento aos doentes –, tem-se a gravidade do caso. É uma situação caótica que vai piorar.
Alguém poderá dizer, com propriedade, que nem é o caso de nova campanha uma vez que a falta de condições para o atendimento à saúde da população constitui também uma violência contra todos.
Seja como for, o que é inegável é que se desenha, para o final do ano e o começo de 2000 uma situação inconcebível e inaceitável. Quase no fim do século, os londrinenses (assim como os demais brasileiros) continuam a enfrentar a falta de atenção e vontade das autoridades que não atendem ao mínimo necessário para garantir a dignidade humana de toda a população.



Eletricidade
O secretário nacional de Energia, Benedito Carraro, informou que o Brasil vai trabalhar neste verão com reservas de 3 mil megawatts de energia elétrica, dobro da capacidade mínima necessária para essa estação do ano, quando há maior consumo no horário de pico, entre as 18 e 20 horas. A afirmativa visa tranquilizar os consumidores sobre a possibilidade de um racionamento de eletricidade. Carraro assinalou, ainda, que os 3 mil megawatts significam 5% da energia elétrica gerada no País, o que é considerado pelos técnicos um índice aceitável de reserva. Ele admitiu que os reservatórios das principais hidrelétricas estão em situação de baixa por causa da forte estiagem verificada este ano, mas completou com a esperança de que, com o início da estação chuvosa, a partir de dezembro, a situação deve melhorar.
Nem preciso explicar porque publico esta notícia. Ela representa uma garantia de que não há o risco de racionamento de energia. O que leva à conclusão de que não precisaremos nos privar do espetáculo de luzes do fim de ano.

Dia da Bandeira
Hoje não é feriado (o que deve provocar lamentos de muitos). Mas é uma data festiva, é o Dia da Bandeira. Como (creio) todos sabem, quatro dias depois da proclamação da República foi oficializada a nova bandeira do Brasil.
Isto é importante? – pode alguém perguntar. Penso que sim. É história, faz parte de nossa vida. Assim como é história a Proclamação da República, que foi feriado (um feriado fantástico, que caiu numa segunda-feira). Pena que muita gente nem ligou para o motivo do feriado da segunda-feira, assim como não vai sequer parar para pensar no dia de hoje, que nem feriado é.
Aí, então, vem alguém (não sei se vocês leram o artigo) e sugere que se altere o Hino Nacional, ‘aproveitando’ o centenário da descoberta. A alegação é a de que o hino é difícil. Difícil é, mas é poético e bonito. Depois, hino, como bandeira, não são coisas que se mudem aleatoriamente.
Hino, bandeira, símbolos de uma Pátria, a nossa, ‘amada, idolatrada’ e tão desmemoriada. Penso que temos de ter orgulho destes símbolos e de nossa História, dos que nos precederam e nos legaram este país maravilhoso.

Trabalhar demais faz mal
Trabalhar mais de 40 horas semanais pode causar danos à saúde, provocar aumento de peso e um consumo maior de cigarro e álcool, informou a Estatística Canadá, órgão oficial de estatísticas econômicas.
A instituição investigou os hábitos de vida de pessoas que, em dois períodos (1994-95 e 1996-98), aumentaram suas jornadas de trabalho, passando de uma semana de trabalho normal – 35 a 40 horas – a uma prolongada – de 41 horas ou mais. Foi descoberto que por isso aumentaram os riscos de efeitos nocivos sobre sua saúde.
Segundo a Estatística Canadá, uma proporção considerável dos trabalhadores de horário integral dedica tempo em excesso ao trabalho. Entre 1994 e 1995 a metade dos homens e 28% das mulheres de 25 a 54 anos que tinham um emprego em tempo integral trabalhava pelo menos 41 horas semanais. A média de trabalho era de 51 horas entre as mulheres e de 55 horas entre os homens.
Correlativamente, em dois anos, 16% dos homens que passaram a trabalhar mais tempo tiveram aumento de peso, enquanto a proporção foi de apenas 8% entre os homens que mantiveram horários normais. Este fenômeno não foi medido entre as mulheres. Durante o período estudado, 14% dos homens e 16% das mulheres aumentaram o consumo de cigarro ao trabalhar mais tempo para uma média de 10 cigarros diários entre os homens e oito entre as mulheres. (AFP)

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