Embelezando a cidade
Arquivo FolhaBELEZAFloreiras, no centro, beleza que a gente quase nem percebeUm dos focos mais adotados na discussão sobre a construção de uma fonte luminosa na região da Avenida Madre Leônia Milito é a questão do embelezamento da cidade. Mesmo quem é contra a idéia concorda que obras que podem dar mais beleza são importantes. O interessante é que a gente fala sobre beleza, mas não percebe a que existe por toda parte.
Um leitor chamou a atenção: ‘Você viu – perguntou ele – como estão lindos os canteiros da Avenida Higienópolis? Confesso, foi só depois da pergunta que comecei a olhar com atenção e percebi que o leitor estava certo. E as floreiras que existem em vários pontos, igualmente lindas e que a gente quase não percebe? Tem também as rotatórias floridas, como a que fica bem aqui no centro, ali no começo da Rua Souza Naves.
De fato, coisas que embelezam a cidade são valiosas, também. Importa, porém, que a gente tenha atenção para elas. Pouco vale que se construam coisas como uma nova fonte luminosa se a gente passar por elas com a desatenção costumeira.
Londrina é bonita, como dizem os visitantes e também aqueles que moram aqui há pouco tempo. E (não posso fugir a isto) ainda pode ficar bem mais bonita neste final de ano se, apesar de tudo, ficar toda iluminada...



Insegurança
O presidente mundial de um banco informou, durante reunião em Londres, após participar do seminário sobre investimentos no Brasil, que o estabelecimento sofre mais assaltos no Brasil do que em todo o resto do mundo. O banco opera na Ásia, na Europa, nas Américas, África e Oriente Médio. Segundo ele, as agências no Brasil foram assaltadas 146 vezes este ano. E adiantou que o grupo já gastou mais de R$ 40 milhões em segurança e que isso também contribui para aumentar os custos dos bancos e impedir queda das taxas de juros.
Claro, esta questão dos juros tem todo o jeito de um modo de explicar algo que vem causando celeuma no país. Todavia, a informação sobre esta primazia brasileira não parece excessiva. É apenas a confirmação de toda uma situação que vem apavorando a população, mas que não encontra eco junto às autoridades.
Curioso é que o povo é que acaba pagando por tudo. Os ladrões agem, faltam condições para a segurança e, como resultado, o público paga mais. O prejuízo causado pelos ladrões é repassado ao cliente.

Trânsito
Leitora que morava no Rio e escolheu Londrina para viver contou que acha engraçadas as queixas dos londrinenses sobre o trânsito. Como já dizia Einstein, é tudo relativo. De fato, para quem viveu no Rio, o nosso trânsito pode parecer tranquilo e sossegado.
Ocorre que a gente vive é aqui. E, em proporção, é certo que temos uma gama imensa de problemas com nossas ruas estreitas e, principalmente, com um imenso volume de veículos em circulação. O pior porém não é isso: o que se percebe por aqui são muitos abusos, por parte de quem dirige.
Aqui, como no Rio, em São Paulo ou em qualquer parte do mundo, o que se necessita é respeito às normas de trânsito, sem paradas em fila dupla, conversões erradas, desrespeito aos sinais, enfim tudo o que se percebe com facilidade, bastando circular um pouco, principalmente pela chamada área central.
Londrina poderia ter, sem dúvida, um trânsito melhor, com menores índices de acidentes. Seria apenas necessário um pouco mais de respeito às leis. Só isso e a gente poderia também achar graça de tudo, como a leitora que veio do Rio.

‘Donos do tempo’ estão em Paris
Milhões de pessoas que contarão os segundos antes da meia-noite de 31 de dezembro próximo obedecerão sem saber a um pequeno grupo de funcionários internacionais que, em um discreto edifício parisiense, decidem a hora exata no mundo. Na periferia oeste de Paris fica a sede do Gabinete Internacional de Pesos e Medidas (OIPM), órgão internacional encarregado de unificar a hora mundial. Regida por um tratado internacional de 1875, a OIPM é a guardiã do tempo e conserva em suas caixas-fortes as medidas oficiais do quilo e do metro.
Para unificar os relógios do mundo, evitando o obstáculo político de escolher como referência um relógio nacional preciso, a OIPM optou por uma solução pragmática: a média.
‘‘A cada mês, calculamos a média de 220 relógios atômicos distribuídos em 50 países: esta é a medida que forma o Tempo Atômico Internacional. Comunicamos a hora aos laboratórios, que difundem a hora em seus países’’, explicou o físico Gérard Petit, ‘‘chefe da Seção do Tempo’’ da OIPM. A informação é transmitida via satélite, levando em consideração o tempo de transmissão.
O argumento científico invocado é a imperfeição dos relógios atômicos. Apesar de sua precisão (teoricamente variam um segundo a cada dez milhões de anos), nenhum dá exatamente a mesma hora: cada um ganha ou perde alguns milionésimos de segundo ao dia. (AFP)

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