Iluminação provoca discussões
Arquivo/FolhaQue penaDiscussões e problemas podem privar Londrina de seu fim de ano iluminadoUm fato novo traz mais elementos para o debate que está surgindo a respeito da iluminação de fim de ano, em Londrina. Trata-se da ameaça existente de racionamento, em virtude da falta de chuvas que provoca queda nos reservatórios das usinas, com o que pode haver problemas no abastecimento de energia.
É, sem dúvida, um problema sério. Ninguém pode querer racionamento de energia elétrica. O horário de verão (que também está provocando muita polêmica) existe para reduzir o consumo, exatamente visando evitar maiores problemas. Todavia, é preciso ver se a iluminação, que acontece fora do chamado horário de pico, poderá representar uma ameaça assim séria ao abastecimento.
Em princípio, não parece que a iluminação de fim de ano, que também acontece em muitas outras cidades, crie problemas que possam causar blecautes ou levar a um racionamento. Até agora, não se ouviu qualquer correlação entre os problemas de abastecimento e o hábito de se iluminar casas, prédios ou estabelecimentos comerciais no período de fim de ano. Nem mesmo há qualquer comentário sobre um aumento assustador nas faturas de energia por causa disto.
De qualquer modo, será bom que chova mais para que os reservatórios se encham e a gente possa ter a iluminação de todos os anos, sem preocupações ou ameaças.



Elogio à PM
Afirmando que concorda com a campanha contra a violência, que se desenvolve em Londrina e que até, igualmente, está de acordo com os que criticam a polícia, de modo geral, um leitor veio à Praça para fazer um elogio à Polícia Militar. ‘A gente critica, com razão, mas também deve elogiar se existe motivo para isto’, afirma.
Ele contou que mora no Edifício Almada, situado na rua Pernambuco, quase esquina com o Calçadão (centro). E revelou que uma noite destas, desconhecidos estouraram o vidro de um carro que estava estacionado diante do prédio. Como resultado, o alarme do veículo começou a funcionar e, possivelmente por causa disto, os responsáveis fugiram. O que levou o leitor a fazer o elogio foi o fato de, três minutos após a ocorrência, uma viatura da PM ter chegado ao local. E os policiais ficaram ali até que se encontrou o dono do carro, que estava visitando um edifício ao lado.
Pena que uma ação mais rápida da PM provoque comentários. A chegada rápida da polícia ao local de um crime, deveria ser fato normal. Não é. Por isto é que Londrina continua mobilizada exigindo o fim da violência.

Fonte luminosa
Só ontem, dois leitores me procuraram para falar a respeito da crítica feita pela leitora Maria Aparecida que considerou desnecessária a anunciada fonte luminosa que poderá vir a ser construída na Avenida Madre Leônia Milito, no alto da Avenida Higienópolis. E ambos (um homem e uma mulher), curiosamente apresentaram quase que as mesmas razões para defender a fonte luminosa, naquele ponto.
Para os dois, tudo o que serve para embelezar a cidade deve ser considerado positivo. Adicionalmente, entendem que se trata de local que atrai muitos visitantes (por ser, entre outros, caminho para o Catuaí e o Carrefour) o que representará um fator adicional dentro da própria idéia do embelezamento comunitário.
A leitora ainda apresentou outras ponderações. Disse que além de fazer a fonte, a Prefeitura deveria também melhorar o jardim da rotatória, no alto da Higienópolis. A respeito, ela lembrou, ainda, que seria importante assinalar devidamente a preferencial na entrada da rotatória, para tornar mais seguro o trânsito ali.

Experiência fora do tempo
O espeleólogo francês Michel Siffre, de 60 anos, passará o Ano Novo a uma profundidade de várias centenas de metros sob a terra, para realizar uma nova experiência de muitos meses, sem nenhuma referência temporal. Lá, Siffre não contará com relógio, telefone ou qualquer modo para observar o passar dos dias e das noites, segundo o Instituto Francês de Espeleologia. Michel Siffre vai descer, no dia 29, à caverna de Clamouse, em Saint-Jean-de-Fos (Hérault, sul da França), que chega a 900 metros abaixo do nível do mar.
‘‘A experiência vai se prolongar além do início do ano 2000, de maneira que o espeleólogo será provavelmente o único homem do mundo que estará alheio ao momento preciso da passagem de 1999 a 2000’’, anunciou o Instituto.
Michel Siffre foi um pioneiro deste tipo de experiência, destinada a estudar a longo prazo o ‘‘relógio interno’’ do ser humano. Em 1962, passou dois meses a 110 metros de profundidade, sem nenhuma referência temporal. Esteve assim de 16 de julho a 18 de setembro deste ano. Em 17 de setembro, acreditava ser 20 de agosto. Em 1972, passou 205 dias no fundo de uma caverna no Texas (Estados Unidos). Esta pesquisa contou com o apoio da NASA.
Seu objetivo é realizar uma experiência comparável às duas precedentes, o que permitirá comparar, pela primeira vez, o ‘‘relógio interno’’ do homem em função do envelhecimento.

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