Praça Londrina (Estélio Feldman)
Multa de madrugada
Ivo AkioDona Marinilce ligou para contar que recebeu uma notificação de multa, no trânsito. Foi multada por ultrapassar um sinal vermelho, às 4 horas da madrugada. Ela contou que apelou contra a multa mas não teve sucesso. Vai ter de pagar.
O interessante no caso é que a leitora não nega que deve ter, efetivamente, cometido a infração. Mas ela lembra que já ouviu até de autoridades o alerta sobre a questão, indicando que parar em um semáforo, de madrugada, é altamente arriscado. Alguns até chegaram a dizer que eles mesmo não obedecem a sinalização em tais horários. Ela até lembra que alguns semáforos ficam em alerta, apenas, durante parte da madrugada, o que lhe parece mais adequado.
Para completar, dona Marinilce evidencia a estranheza por esta eficiência policial, com uma multa às 4 horas da manhã. E pergunta se os policiais não teriam coisa mais importante a fazer, durante a madrugada, como, por exemplo, oferecer mais segurança para a população.
Possivelmente, o herói que multou a leitora não era um policial. Deve ser um daqueles agentes de trânsito, fazendo hora extra. E completa a indignação perguntando se o agente que a multou faria alguma coisa caso ela parasse no sinal fechado e fosse assaltada. Talvez não. A missão dele, certamente, é multar e não proteger...
Luzes do Natal
Em carta publicada ontem no jornal, um leitor contesta a opinião dos que defendem a iluminação da cidade, no final do ano. Lembra que o horário de verão existe para propiciar economia de energia e assinala o risco de blecaute em virtude do excesso no uso da eletricidade.
O horário de verão, vale lembrar, vem sendo bastante contestado. No Ceará, inclusive, resolveram cancelá-lo, embora a decisão seja discutível já que se trata de deliberação federal. Independente, porém, do debate, o que se sabe é que o grande problema do excesso do consumo está no chamado horário de pico, que se situa entre 6 e 8 da noite. Com o horário de verão, especialmente em dezembro, começa a escurecer pelas 9 horas da noite. Logo, a iluminação das casas, prédios, estabelecimentos comerciais não representa ameaça de sobrecarga no sistema.
Sem dúvida, o assunto deve merecer aprofundamento. Entretanto, como costumam enfatizar os juristas, salvo melhor juízo a iluminação especial no período de fim de ano não ameaça provocar blecautes.
Donos da rua
Um leitor veio até aqui para reclamar da atuação dos guardadores de carro, nas proximidades do Teatro Marista, impondo tudo aos incautos que, em busca de uma distração, vão até lá. Conta que uma noite destas, em meio a muita chuva, ao chegar foi orientado para o local onde poderia deixar o carro. E, depois, acabou informado sobre o preço que deveria pagar para que cuidassem do veículo: R$ 3,00. Ele considerou abusivo e acabou fechando negócio em um real.
Ainda assim, ele entende que é o tipo de situação inconcebível, com uma atitude arbitrária de pessoas que se convertem em donos da rua, impondo-se a quem apenas pretende assistir a algum espetáculo.
Ele contou que os responsáveis pelo teatro informaram que não têm controle sobre o que se passa fora do local. E quando consultou um policial ficou sabendo que caso pretendesse fazer alguma coisa, deveria chamar a polícia, dar queixa, ir à delegacia. E, como lembrou, ficar marcado pelos guardadores. Melhor, concluiu, é não sair de casa...
Ratos ajudam no combate ao alcoolismo
Ratos abstêmios, modificados geneticamente, podem dar uma nova pista biológica na luta contra o alcoolismo, permitindo a elaboração de novos medicamentos, indica a revista especializada Nature Neuroscience em sua edição de novembro. Esses ratos, aos quais falta uma enzima, a chamada PKCe, têm uma tendência muito menor de beber álcool espontaneamente do que seus congêneres sem modificações genéticas, segundo um estudo realizado por cientistas de San Francisco (Estados Unidos).
Mas os ratos em questão são muito mais sensíveis aos efeitos imediatos do álcool: reagem espetacularmente à menor dose, saltando dentro de sua jaula, enquanto as grandes doses de bebidas alcoólicas os embriagam mais facilmente.
Entretanto, sua tendência de ingerir bebidas alcoólicas é 75% menor do que a observada nos ratos normais. É o aumento da sensibilidade à substância o que diminui sua ânsia de beber álcool, estimam o professor de neurologia Clyde Hodge e seus colegas da universidade da Califórnia, que fizeram a pesquisa.
A descoberta de que os ratos desprovidos da enzima PKCe consomem menos álcool leva a pensar que as substâncias que bloqueiam a ação dessa enzima podem ser úteis no tratamento do alcoolismo, assinalaram os especialistas.





