Praça Londrina (Estélio Feldman)
Preconceito marcante
Arquivo FolhaEM BUSCA DE EMPREGOFila para conseguir emprego: mais difícil para quem passou dos 40 anosA nota publicada na semana passada sobre o preconceito que atinge pessoas mais velhas, no mercado de trabalho, continua a repercutir. De dona Nina, leitora que revela que veio a Londrina no ano passado, buscando um lugar com condições de vida melhores que as do Rio, recebi carta em que ela revela que tem currículos espalhados por boa parte da cidade, mas nada acontece. E conta: Uma agência de empregos, onde estão meus documentos, coloca anúncio no jornal, por duas semanas, procurando exatamente um profissional para minha área de atuação. A resposta que tenho, quando indago por que não sou encaminhada para uma entrevista para a vaga, é simples: não tenho o perfil da empresa. E, penso, isto significa ter menos que 30 ou 35 anos. Vinte e cinco anos de experiência não significam nada quando, na data do nascimento, está o ano de 1950.
Dona Nina, que diz que não pretende mais sair daqui, lamenta esta situação, afirmando que ter mais de 40 anos, hoje, equivale a ser um estranho que quer viver quando todos ao seu redor teimam em afirmar que isto é impossível ou, então, desnecessário. E lembra que do mesmo modo que aqueles que têm menos de 40 anos, nós também comemos, nos vestimos, moramos em algum lugar e, naturalmente, precisamos ganhar dinheiro. De preferência com nosso trabalho, porque nem todo mundo consegue ganhar a Mega Sena.
Net em foco
Aquele incidente ocorrido no domingo, quando algumas cenas do canal erótico da TV a cabo foram exibidas, por alguns minutos, no lugar do programa de Sandy & Junior, na Rede Globo, continua rendendo queixas e críticas. Do senhor Francisco recebi um e-mail em que o leitor expressa revolta pelo acontecido, criticando a Net Londrina pelo fato. Se fossem apenas alguns segundos pondera o senhor Francisco poderiam alegar problemas técnicos, mas o absurdo se estendeu por mais de dez minutos!
Para marcar bem sua revolta, o leitor informa que amanhã estarei desligando a minha assinatura com a Net e procurarei um outro sistema (SKY ou DIRECTV), já que as mensalidades são equivalentes e os concorrentes têm muito mais canais e melhor qualidade de som e imagem a oferecer.
O assunto foi bastante comentado e, inclusive, neste mesmo caderno, na terça-feira, foi publicada notícia explicando a questão, com a justificativa da Net, que é ponderável. Entendo, porém, que abrir o espaço para desabafos dos leitores é justo. O que aconteceu criou uma situação realmente constrangedora.
Combustíveis
Cada vez mais complicada esta história dos preços dos combustíveis. Na semana em que o Ministério Público denunciou formação de cartel, os preços subiram. Depois, em alguns postos, voltaram a baixar. Os londrinenses já nem sabem o que fazer. Dia destes, um amigo disse que estava abastecendo na estrada, em Cambé, Rolândia, Arapongas e até Apucarana.
Pelo que se observa nos noticiários, não é problema só daqui. Em quase todo o país está a mesma situação, preços que sobem e descem sem que se consiga perceber a razão. O consumidor fica sem saber o que fazer porque o valor cobrado aumenta de um dia para o outro.
A idéia do governo era a de fomentar a concorrência. Que é, aliás, a melhor forma para se atingir uma situação de mercado. A impressão que se tem, porém, é a de que falta vontade para aceitar a luta democrática da concorrência. Deste modo, em pouco o governo vai acabar entrando de novo em ação, tabelando os preços, o que, não tenham dúvidas, será um retrocesso. Mas talvez seja um meio para defender o consumidor.
Riscos da maternidade
Mais de uma mulher por minuto 600.000 por ano morre por complicações ligadas à gravidez e ao parto, afirmaram em Genebra quatro entidades da ONU que fizeram um apelo aos governos e às sociedades para garantir a maternidade sem risco. As mulheres devem poder escolher o momento de sua gravidez graças ao acesso voluntário aos serviços e informações de planejamento familiar, frisaram estas entidades.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e o Banco Mundial assinalam, numa declaração conjunta, que as complicações ligadas à gravidez e ao parto acarretam o nascimento de 3 milhões de bebês mortos e a morte de outros tantos durante sua primeira semana de vida.
É possível impulsionar a maternidade sem risco respeitando os direitos humanos e dando à mulher o poder de adotar suas decisões em matéria de procriação, acrescentaram.
A declaração insiste na vigilância de cada parto por meio de um profissional qualificado e a disponibilidade de cuidados essenciais em caso de complicações obstétricas.
Igualmente denuncia o status social inferior das mulheres como um determinante fundamental de sua mortalidade.





