Praça Londrina (Estélio Feldman)
Dia de meditação
Arquivo/FolhaExtremosA criança homenageando alguém que se foi, os extremos da vida se tocandoUma data eivada de tristezas, o 2 de novembro produz este sentimento até pelo nome, Dia dos Mortos. Cemitérios cheios, ocasião também propícia para um ganho extra por toda a redondeza dos chamados campos santos e, de modo geral, um sentimento de desesperança. E, no entanto, não devia ser assim. A data é bem adequada para a meditação sobre a vida e a destinação final de todos nós.
Há quem diga, inclusive, que seria interessante que todos os poderosos do mundo fizessem ao menos uma vez por ano (e o Dia de Finados justifica isto) uma visita aos cemitérios. Porque ali se evidencia precisamente a estupidez de muitos que se consideram maiores que os outros, que oprimem o semelhante, que usam de todos os artifícios para superar e destruir o semelhante. Ali, naquela que também é chamada de última morada (e vocês já viram quantos nomes diferentes se dá aos cemitérios, até, quem sabe, por medo de designá-los corretamente) é possível perceber o inevitável fim de cada um de nós.
Os túmulos são diferentes, tentando estabelecer também quem sabe a diferença que foi marcante na vida terrena. Mas o que importa é o essencial, o fato segundo o qual todos os seres humanos seguirão o mesmo destino.
No Dia dos Mortos, uma ocasião boa para pensar sobre a vida.
Telefones públicos
A propósito de esclarecimento da Sercomtel, publicado na semana passada a respeito da desativação do serviço Fone-Pag, e em que o vice-presidente da empresa, Paulo Cezar da Silva Machado, destacou que existem em Londrina mais de 1.650 telefones públicos, um leitor ligou para ponderar que, em seu entendimento, o total não é muito elevado. Ele assinala que em Cascavel, cidade com menor número de habitantes, existem quase tantos aparelhos quanto aqui. O que o dirigente da Sercomtel, porém, destacou foi o fato de haver, em Londrina, um total realmente expressivo de telefones públicos, de tal modo que para chegar a um deles não é preciso andar mais que 200 a 500 metros, dependendo do bairro.
Outra colocação do leitor foi sobre a dificuldade para se encontrar fichas telefônicas para uso nos telefones públicos. A este respeito, porém, a informação de Silva Machado destaca que diariamente, a Sercomtel substitui cerca de 40 aparelhos a ficha por equipamentos a cartão e que em breve todos os aparelhos da cidade funcionarão a cartão.
Violência
Na tarde de sexta-feira, um leitor ligou para contar que seu filho, Carlos, de 12 anos, foi vítima de assalto diante da própria residência, na rua Raposo Tavares, considerada área central. O menino foi abordado, durante o dia, por dois marginais que, armados de faca, acabaram levando seu tênis. E o leitor confessa que ficou aliviado porque, além do abalo emocional, não feriram seu filho.
Esta é a situação na cidade, o que inclusive deflagrou a campanha contra a violência que, porém, ainda está longe de atingir seus objetivos. Pessoas estão sendo atacadas nas ruas. Um amigo contou, até, que na madrugada de sábado, acabou correndo como um louco diante da ameaça de três menores armados de faca, que o tentavam abordar. Como o amigo já faz parte da terceira idade, é fácil supor como ficou depois da experiência. Polícia? Nem passou perto.
Os marginais continuam a agir com a maior tranquilidade por toda a cidade. O reclamo pelo fim da violência, ao que parece, ainda não atingiu as autoridades responsáveis pelo setor. E a população continua à mercê dos bandidos.
O mundo sem o Sol
Um dia, dentro de cerca de cinco bilhões de anos, o Sol se apagará, mas isso não representará o fim do mundo, segundo anunciou em Madri o cientista espanhol Cayetano López, ao apresentar sua obra Universo sem Fim às vésperas de um novo milênio, uma voz de reflexão sobre os tempos futuros.
O homem deverá aprender a viver sem o Astro-Rei. O Sol pode se apagar, mas não será o fim do mundo, assegura.
Doutor em Ciências Físicas, catedrático de Física Teórica na Universidade Autônoma de Madri, Cayetano López baseia suas afirmações em profundas investigações científicas, reprovando com uma antipatia total todos aqueles que têm feito irresponsáveis premonições sobre o fim do mundo.
Em Universo sem Fim, Cayetano López resume todas as premonições feitas desde a noite dos tempos sobre o fim do mundo, antes de descrever o que se sabe sobre o fim do universo como um todo, e sobre o destino de nossa galáxia.
Otimista, o autor não acredita na autodestruição da raça humana, mas garante que um dia o Sol se apagará, sem que o universo deixe de continuar seu movimento de expansão. Segundo ele, o sistema solar tem data de validade e, quando o nosso Sol se esgotar como estrela, em cerca de cinco bilhões de anos, a Terra será inabitável, pois não haverá mais água, nem em forma líquida, nem em forma de vapor na atmosfera.





