Fechamento do Fone-Pag
Arquivo FolhaFACILIDADELondrina tem mais de 1.650 telefones públicos: facilidade para a populaçãoA propósito de reclamação publicada aqui sobre a desativação do serviço de interurbano chamado Fone-Pag, em que o usuário usa o serviço e paga na hora o valor da ligação, o senhor Paulo Cezar da Silva Machado, vice-presidente da Sercomtel S.A. - Telecomunicações, enviou mensagem explicando que ‘o posto de serviço da Rua Pará desativou apenas o serviço Fone-Pag’, lembrando que ‘no local continuam funcionando telefones públicos a cartão que fazem ligações locais, nacionais e internacionais’.
Silva Machado adianta que ‘com a facilidade de acesso à telefonia e a instalação de inúmeros telefones públicos, um serviço desse gênero tornou-se obsoleto em todo o Brasil’, revelando que existe a tendência nacional de se extinguir até com os postos de serviços telefônicos. ‘‘A evolução tecnológica – observa – nos obriga a fazer mudanças como esta.’’
Entre muitas outras informações que a mensagem apresenta, o vice-presidente da Sercomtel assinala que ‘a empresa está atenta para facilitar a vida da população e por isso mantém telefones públicos em todos os bairros da cidade. Mais de 1.650 telefones públicos estão funcionando hoje. Para chegar a um telefone público não é preciso andar mais que 200 a 500 metros, dependendo do bairro. Isso torna Londrina uma das cidades do País mais bem servida em telefones públicos. Como o senhor pode ver, em vez de uma opção, o usuário tem 1.650, uma, com certeza, bem próxima de onde ele está.



Cinema
As empresas que estão promovendo as reformas lá onde funcionava a Mesbla negam a intenção de restaurar o Cine Augustus, anunciada por esta Praça. Em respeito aos leitores, informo que obtive a informação de duas fontes: primeiro, foi veiculada por um noticioso de TV; diante daquela nota, estive no local e conversei com os operários que ali trabalham. Eles confirmaram que além das lojas, também seria restaurado o cinema que funcionou ali nos anos 60.
Confiei na informação de quem estava trabalhando lá. Afinal, a impressão é a de que os que trabalham em uma obra sabem o que estão fazendo. De qualquer forma, a Folha, no caderno Folha Economia, foi procurar os responsáveis, diante até da repercussão positiva da nota. Repercussão que permite que lamente a negativa. Como comentei ontem, inclusive com base em contatos que tive, um cinema no Calçadão ajudaria no projeto de revitalização do centro. Claro que tem a outra dúvida, levantada na primeira nota: será que existem condições para tantos cinemas em Londrina? Mesmo sem o Augustus, vão ser 10 em pouco tempo.

Supercreche
Ponderando que normalmente as pessoas só fazem críticas à Supercreche (o que é em parte verdade, até porque quem tem motivo para elogiar raramente decide fazê-lo), a senhora Elaine ligou para pedir que a Praça fosse porta-voz de um agradecimento pleno dela pelo tratamento dado, nos últimos dois anos, a sua filha, Maria Helena.
Elaine, que mora há 4 anos em Londrina, está indo embora, de volta a São Paulo. Lamenta ter de ir mas acontece que por aqui, como ela diz, a situação está difícil. Com 36 anos, ela tem dificuldades para encontrar trabalho, confirmando até nota publicada ontem sobre a questão da idade e do emprego, entre nós. Vai embora, junto com uma amiga, com quem divide as despesas, e quer registrar o agradecimento à Supercreche que, assinalou, sempre tratou bem sua filha e também ao filho da amiga, João Vitor.
A leitora, que disse que até gostaria de fazer um anúncio agradecendo, o que não foi possível por falta de meios, pediu que citasse nominalmente as ‘tias’ – Lucirene, coordenadora, e Oraci e Gláucia –, destacando sua dedicação em relação às crianças que usam a Supercreche.

PLásticos que perturbam crescimento
A exposição de embriões de camundongos a baixas doses de um agente químico comum, o bifenol A, altera o crescimento e favorece a puberdade precoce, segundo um estudo norte-americano publicado pela revista científica britânica Nature. Estas pesquisas ressuscitam a polêmica sobre as substâncias químicas chamadas de ‘‘perturbadores hormonais’’, amplamente presentes ao meio ambiente humano.
Certos plásticos (‘‘PVC’’, plástico duro utilizado na fabricação de copos descartáveis e no empacotamento de produtos alimentícios etc.) e determinados pesticidas contêm esse tipo de substâncias, chamadas de ‘‘perturbadores endócrinos’’. Em altas doses, esses agentes alteram no animal o desenvolvimento do feto e podem perturbar o aparelho genital e o desenvolvimento da puberdade nos dois sexos, afirmam os especialistas.
Frederick Vom Saal e seus colegas da universidade do Missouri demonstram que a exposição dos fetos de camundongos fêmeas a um desses produtos químicos, o bifenol A, em doses similares às que comumente são submetidos os humanos em seu dia a dia, altera o crescimento dos roedores e provoca ‘‘puberdade precoce’’. ‘‘A conclusão desta pesquisa é tema de controvérsia, já que os camundongos e os homens não são a mesma coisa’’, admitem os autores.

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