O Cine Augustus vai ressurgir
Josoé de CarvalhoEM OBRASObras no local onde funcionava a Mesbla: futuro shopping e cinemaNa verdade, são duas boas notícias em uma só: a primeira é que o Cine Augustus, que funcionou no centro de Londrina, onde foi ultimamente a Mesbla, nos anos 60, vai ser reaberto. Obras nesse sentido já estão se realizando, em duas frentes: no Calçadão e na alameda ao lado do Hotel Bourbon. A outra notícia é a de que ali onde era a Mesbla haverá um novo shopping, com várias lojas.
Passar pelo Calçadão, ali onde era a Mesbla, e ver as portas fechadas dava tristeza. E indicava aquilo que nos está preocupando: a recessão. Saber que o espaço voltará a ser ativado, com lojas e com um cinema, é uma excelente notícia. Pena que, conforme informaram operários que estão trabalhando na reforma, o trabalho não deve ficar pronto para o final do ano, época boa para o comércio. Mas de qualquer modo, é bom saber que investimentos estão sendo feitos, o que implica na esperança de melhores tempos, até porque isso também provoca um círculo vicioso positivo: uns investem, criam empregos, as pessoas começam a ganhar e a gastar, surgem novos investimentos. É o de que nós precisamos, aqui como no resto do país.
Uma pessoa já veio perguntar se Londrina comporta mais cinemas. Além dos 5 do Catuai, dos 2 do centro e do Ouro Verde, devem ser abertos outros 2 no novo shopping e mais o Augustus. Vão ser 11. Penso que tudo dependerá da programação e, no caso do centro, de uma política de reativação que envolve toda a área comercial e de lazer.



Cigarro e morte
A cada oito segundos um ser humano morre vítima do tabaco: um ‘‘relógio da morte’’, instalado segunda-feira na sede da Organização das Nações Unidas, em Genebra, foi colocado em funcionamento por Gro Harlem Brundtland, diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A cada oito segundos, esta espécie de contador digital marca uma morte a mais. Às 14H10 de segunda-feira já marcava 2.317 mortos e, ao final desta semana, a cifra alcançará 50.000.
A OMS iniciou segunda-feira negociações para a elaboração do primeiro tratado mundial antitabaco. ‘‘Trata-se do primeiro tratado mundial relativo à saúde pública negociado multilateralmente’’, assinalou a diretora geral da OMS.
O grupo de trabalho reunido para prepará-lo inclui representantes de mais de cem estados membros da OMS e de organizações não-governamentais.
O ‘‘relógio da morte’’ continuará funcionando até que se alcance o zero absoluto, o fim do cigarro, declarou Emma Must, membro da organização Ação Tabaco e Saúde.

Fim da passividade
O excesso de violência que vem sendo jogado em nossas casas pela TV, misturando ficção e realidade, acaba por insensibilizar a todos. Vamos nos tornando passivos e até insensíveis diante de tudo. Para alguns, as cenas parecem não estar ligadas à vida real. Para outros, são fatos distantes, no Kosovo, no Timor (que poucos sabem até onde fica), ou mesmo no Rio ou São Paulo. E por causa da insensibilidade, quando as coisas começam a acontecer mais perto, já estamos anestesiados.
Entre outras coisas, a campanha ‘Londrina exige o fim da violência’ tem o papel de acabar com esta passividade. Estamos ‘exigindo’, ativamente, atitudes das autoridades para nos livrar desta situação. Este enfoque é fundamental, um primeiro passo necessário dentro de um quadro que há muito é inaceitável mas que vinhamos tolerando.
Naturalmente, isto é apenas o começo de uma longa caminhada. Esta campanha precisa persistir para atingir seus objetivos, que são possíveis. Até porque, se a gente não acreditar na prevalência da lei sobre a violência, então a civilização está perdida.

Médico é condenado por escrever mal
Um cardiologista do Texas é o primeiro médico que deverá pagar por um erro fatal no tratamento de um paciente devido a um problema habitual entre os profissionais do setor: o da péssima caligrafia. Um júri da cidade texana de Odessa ordenou a Ramachandra Kolluru o pagamento de US$ 225 mil à família de Ramón Vásquez, seu paciente, que morreu depois de ter tomado um medicamento equivocado prescrito em uma receita de modo ilegível.
Vásquez, que tinha 42 anos, recebeu do farmacêutico um remédio que não havia sido receitado, e em uma dose oito vezes superior ao recomendado. Duas semanas depois, o paciente morreu, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. A viúva Teresa Vásquez entrou, então, com um processo contra o médico e o farmacêutico, alegando que eles deveriam desempenhar de forma mais atenta o seu trabalho. O Tribunal concordou com ela e determinou a multa.
Ainda bem que as coisas estão mudando, agora, principalmente com a adoção por muitos profissionais de computadores. Receitas são feitas de modo legível, impossibilitando a desculpa de interpretação errada dos farmacênticos. Todavia, ainda existem profissionais da medicina que persistem com receitas escritas a mão. É aconselhável que adotem rapidamente um computador ou façam, rapidinho, um curso de caligrafia...

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