Praça Londrina


Estélio Feldman




Jogos Abertos do Paraná
Edson MazzettoDisputaAtletas disputam prova nos Jogos Abertos do Paraná, em ToledoPraça Londrina
Estelio Feldman
Muitos londrinenses ganharam medalhas nos recém-encerrados Jogos Abertos do Paraná, disputados em Toledo. Mas boa parte deles competiu por outras cidades. Londrina ficou em 5º lugar na competição, com alguns bons resultados, mas em situação inferior a que se poderia esperar da cidade que, entre tantas outras coisas, foi a criadora da disputa.
Em 1957, quando alguns desportistas londrinenses tiveram a coragem (e audácia) de criar a competição, o Paraná era um caudatário de outros Estados. Londrina e Ponta Grossa normalmente disputavam os Jogos Abertos do Interior de São Paulo, competição que pela sua própria estrutura coibia as capitais. A idéia dos londrinenses foi simples: criaram uma competição para o Estado.
O começo não foi fácil, mas todos os obstáculos foram vencidos. E era fantástico acompanhar as disputas. Uma festa que se convertia em confraternização e que serviu para unir o Estado.
Hoje, o que se vê é uma competição que ainda desperta interesse. O que é de lamentar é ver o que acontece com Londrina. Atletas daqui têm de disputar por outras cidades por falta de apoio e incentivo. Não é só uma questão de ganhar os Jogos Abertos do Paraná. O que se trata é do desestímulo aos jovens daqui que para conseguir oportunidade e sucesso têm que procurar outros centros.



Tarifas de táxi
Depois de 4 anos, as tarifas de táxi foram reajustadas pela Prefeitura. Um aumento que não chega, conforme os profissionais, a cobrir as altas sofridas no período, principalmente da gasolina.
Para um taxista que trabalha na Rodoviária, o reajuste provocou uma situação constrangedora. Ele levou um passageiro até o aeroporto. Lá, quando usou a tabela para calcular o preço (ainda não havia aferido o taxímetro) foi destratado pelo passageiro que o chamou de ladrão, entre outras coisas.
Uma situação lamentável que foi narrada pela filha do taxista, Silvana, ela também profissional do volante, que lamentou muito a falta de educação do passageiro. Para ela, o reajuste é mais do que necessário.
O que faltou, penso, foi informação. Silvana conta que o taxímetro do seu táxi já está aferido, com o novo valor. Para o usuário, especialmente o que utiliza pouco o táxi, o uso de uma tabela a fim de estabelecer o valor real a ser cobrado pode provocar insatisfação. Mas nada justifica a agressão, mesmo verbal, a um profissional que está apenas tentando ganhar a vida e cobra a tarifa conforme a lei.

Residencial Delta
Verdadeiramente impressionante o crescimento do conjunto que surgiu quase no final da Avenida Arthur Thomas, pouco além do Jardim Bandeirantes, chamado Residencial Delta. Há cerca de um ano, eram umas poucas casas, quase que isoladas. Hoje, o quadro é totalmente diferente. Casas surgem em todas as ruas do Residencial de modo que chega a surpreender.
Famílias se mudam para lá e, pelo que fui informado, tem gente vindo de outras cidades e até de outros Estados que construiu e está morando lá. Uma ocupação rápida e que chega a lembrar outros tempos, quando, em Londrina, casas e prédios de apartamento surgiam quase que como um milagre.
É bom ver este tipo de desenvolvimento, até porque Londrina dava a impressão de estar em período de estagnação. Depois da verdadeira explosão de construções que aconteceu na região hoje chamada Cinco Conjuntos, não se viu de novo este tipo de crescimento rápido em região alguma da cidade. Este Residencial Delta que surge quase que da noite para o dia, pode ser um novo marco no crescimento de Londrina.

Resistência ao frio
A médica sueca Anna Elisabeth Baagenholm, de 29 anos, que caiu num córrego coberto de gelo foi notícia no país inteiro quando apareceu para agradecer a equipe médica que a reviveu depois daquele que pode ser um recorde de temperatura baixa num corpo humano. A profissional caiu num córrego enquanto esquiava no norte do país em maio. Ela ficou sob o gelo durante 1 hora e 20 minutos. Seu coração parou de bater. Ela ficou inconsciente e foi considerada clinicamente morta.
Segundo os médicos, a temperatura de seu corpo caiu para 13,7 graus, de um normal de 37. Embora pessoas tenham sobrevivido a afogamentos em água fria, a equipe médica não tinha registros de nenhum sobrevivente depois de tão severa hipotermia.
Durante sua visita ao Hospital Regional Tromsoe, no norte da Noruega, a médica admitiu ter ficado inicialmente furiosa por seu salvamento. Ela tinha certeza de que ninguém poderia sobreviver depois de tanto tempo com baixíssima temperatura corporal sem consequências mentais e físicas severas.
‘‘Fiquei muito irritada quando me dei conta de que tinha sido salva. Eu temia uma vida sem sentido, sem nenhuma dignidade’’, disse Baagenholm aos repórteres no hospital. A equipe médica atribuiu sua recuperação à rápida ação dos paramédicos, determinação dos médicos e enfermeiras bem equipados, e à vontade da paciente de viver.

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