Praça Londrina (Estélio Feldman)
Dia do Professor
Arquivo FolhaPRESENÇAProfessora orienta, com dedicação: presença marcante na vida de cada um15 de outubro, Dia do Professor. É uma data cheia de discursos demagógicos, uma tosca tentativa de compensar o que não se faz para dar aos professores o devido valor e reconhecimento. E este talvez seja um dos motivos pelos quais este país, com enorme potencial, não consegue deixar o atoleiro da miséria.
Não valorizamos os professores. Lembramos deles no 15 de outubro e, depois, os deixamos de novo às suas dificuldades. Não há nem sequer um esforço do comércio para motivar vendas a fim de presentear aos mestres. E embora possa parecer incrível, isso também dá a medida da falta de valorização daqueles que nos abrem os olhos, nos encaminham para a vida, nos orientam desde a infância.
Pessoalmente, guardo com muito carinho a lembrança de todos os meus professores, que foram muitos ao longo de toda a escalada que foi do grupo escolar (hoje primeiro grau) ao curso superior. Não são só lembranças comuns, mas verdadeiros marcos em minha vida. Pessoas que tiveram (e ainda têm) profunda importância no meu desenvolvimento. E no de todos nós.
Gostaria muito que esta data representasse o que realmente vale, que neste dia os professores recebessem uma homenagem que fosse, apenas, a sequência de uma valorização plena, pelo seu trabalho, por sua devoção, por sua entrega. E que todos os dias fossem Dia do Professor, valorizado e respeitado pela sociedade.
Abaixo-assinado
Moradores da região do Jardim Champagnat, nas proximidades da sede da empresa Rotercano Desentupimentos, situada na Rua Quatá, encaminharam abaixo-assinado à prefeitura para pedir a retirada de concessão de licença do acréscimo da metragem no alvará da citada empresa, alegando que ela vem operando irregularmente na manutenção mecânica, limpeza e reparos de seus veículos leves e pesados, inclusive em via pública, fora dos horários permitidos por lei. O abaixo-assinado assinala que tais atividades ocorrem também nos sábados, domingos e feriados e também à noite.
O abaixo-assinado complementa um processo que começou com um ofício de uma moradora no local, a sra. Marisa Fuganti Jaria, à prefeitura, perguntando sobre a licença da Rotercano. A prefeitura respondeu que estava tudo legal, sendo porém necessário um acréscimo na metragem do alvará de licença. A luta para impedir que este acréscimo seja concedido constitui o primeiro passo dos moradores para impedir uma atividade que, segundo alegam, está prejudicando a todos.
Maquetes
Começa amanhã, no Senac situado na Rua Raposo Tavares, um curso sobre Maquetes que será ministrado pelo maquetista Giovani Faria de Miranda, londrinense que por muitos anos exerceu a função em vários Estados, profissional com 20 anos de profissão e pesquisa na área.
O curso, que tem 32 horas de duração, divididas em 8 sábados, destina-se a acadêmicos de arquitetura e desenho industrial e profissionais liberais. Será ministrado para duas turmas, uma pela manhã, outra à tarde. O projeto de Giovani Faria de Miranda é o de levar o projeto para outras cidades do Estado.
Segundo o profissional, o objetivo do curso é apresentar a maquete como objeto de projeto para o desenvolvimento do acadêmico, podendo ser útil tanto para o trabalho curricular, como também na vida profissional. Giovani lembra que não se pode deixar de lado um mercado como este, assinalando que a maquete alcança altas somas. Atualmente o maior maquetista do Brasil é um paranaense, Ademir Fogaça.
O sonho de Giovani é dar à maquete a dimensão que merece no mercado de construção.
Ilhas ameaçadas
Elevação do nível do mar, que pode provocar o desaparecimento de ilhas no Oceano Pacífico, tem razões mais complexas do que o simples aquecimento climático, declarou um cientista ante a Assembléia anual do Foro do Pacífico Sul. Outros fenômenos, geralmente locais, contribuem também para esse aumento, explicou o diretor do Centro de Estudos das Marés, da Universidade australiana de Flindes, Wolfgang Scherer, ante representantes de 16 países da região do Pacífico, reunidos em Palau (Micronésia), em sua trigésima sessão anual.
As mudanças climáticas são uma das preocupações essenciais dos países do Pacífico Sul, que correm o risco de ver seus territórios cobertos pelas águas.
Duas ilhotas do arquipélago de Kiribati já desapareceram, informaram os dirigentes locais, enquanto o arquipélago de Tuvalu deu conta da redução da faixa costeira de seus nove arrecifes coralinos. A altitude máxima de Tuvalu é de cinco metros.
Entretanto, assinalou Scherer, em outros locais, como Rabaul (Papua-Nova Guiné), o surgimento de vulcões fez subir o nível da terra, assim como na Austrália, onde certas regiões estão se elevando, o que provoca uma queda do nível do mar.
Em geral, os países do Pacífico Sul acusam os países industrializados de ser responsáveis pelo reaquecimento do clima da Terra.





