Um jeito de resolver problemas
Arquivo particularINICIATIVALimpeza de bueiro feita por particular, jeito de resolver um problemão
Durante cerca de 2 anos, o proprietário da Casa de Massas Munhoz, sr. José Munhoz, pediu à prefeitura providências em relação a um bueiro que existe na Rua Visconde de Mauá, diante de seu estabelecimento e do Mercado Municipal do Shangri-lá, zona A. O problema nem é preciso repetir: o mau cheiro que exalava do bueiro, o que se já é ruim em qualquer lugar, é pior diante de um estabelecimento que serve alimentos.
Cansado de pedir, reclamar, apelar, o sr. Munhoz resolveu agir: pagou a uma pessoa para realizar a limpeza. Não ficou caro, conforme ele diz, e acabou resolvendo o problema. Não deixa de ser uma idéia interessante, mas deixa no ar uma série de indagações.
Afinal, o sr. Munhoz, como todos nós, paga seus impostos. E uma das coisas que pode esperar em troca dos tributos é que os serviços públicos funcionem. Manutenção e limpeza de bueiros é uma das coisas que se espera seja feita por algum órgão da prefeitura. E mais: nem seria necessário que se fizesse apelos ou abaixo-assinados.
Não sei se o gesto do sr. Munhoz (que inclusive fotografou e mandou a foto do trabalho) deve ser imitado por outras pessoas, até porque mesmo um serviço barato pode ser caro para muita gente. Mas do jeito que as coisas andam, parece ser a única solução diante de tal problema.



Falha alheia
Semana passada, informei sobre a programação da Biblioteca Ramal Vila Nova para marcar as festividades em homenagem às crianças. Entre outras atividades, estava programada uma atividade a ser realizada pelo Grupo Rejeição, nos dias 6, 7 e 8 deste mês. Haveria teatro interativo e pintura no rosto. Muita gente foi participar. Mas o grupo faltou, conforme nota enviada pela Biblioteca, sem dar qualquer justificativa. Resultado, muitas crianças foram à Biblioteca para a promoção. Para não decepcioná-las, foram realizadas outras atividades.
No comunicado, a Biblioteca e também a Secretaria Municipal da Cultura pedem desculpas às pessoas que ficaram frustradas com a falta do grupo, adicionando a informação de que outras atividades com vídeo, artesanato com argila e guache vão continuar até o próximo dia 22.
E já que o assunto é Biblioteca, uma informação sobre a outra, a central: na próxima terça-feira, ao meio-dia, na sessão de cinema que se faz semanalmente, será exibido o filme ‘A Vida É Bela’, aquele que ganhou o Oscar que a gente queria para ‘Central do Brasil’.



Visita
Uma de minhas irmãs, que há anos não aparecia por aqui, veio a Londrina para o feriado do Dia das Crianças. Foi divertido acompanhá-la pela cidade diante da maneira como ela se mostrava agradavelmente surpreendida pelas mudanças que notava. Ficou encantada com o Igapó que, em sua lembrança, era menor do que agora. Explica-se: quando ela morou aqui, o Igapó de fato era menor.
A gente que mora na cidade, que passa pelos mesmos caminhos todos os dias, não percebe as mudanças, não sente as alterações. É preciso que venha alguém de fora para nos mostrar o que não percebemos, para nos fazer perceber que de fato nossa Londrina continua crescendo, não do modo como aconteceu nos primeiros anos, mas de modo constante.
Uma das outras coisas que a visitante apreciou foi o semáforo de ciclo visual, que, como ela mesma informou, está sendo experimentado em São Caetano do Sul, onde ela mora.
Um passeio que acabou servindo para revisitar, pelos olhos de outro, esta nossa sempre amada Londrina.



Informes astronômicos-2
Terça-feira, divulguei aqui notícia a respeito de um informe sobre a supernova. Agora, tenho outro, dentro do mesmo terreno, e que também parece interessante. Segundo notícia divulgada em uma revista científica pelo astrônomo britânico John Murray, o Sistema Solar pode incluir um décimo planeta em seu extremo limite, que giraria em sentido inverso aos outros nove, e com influência nas trajetórias dos cometas.
Astrônomos de todo o mundo especulam há mais de 50 anos sobre a existência deste famoso planeta, chamado de ‘‘X’’, devido a perturbações observadas na órbita de Urano, mas o cientista britânico afirma possuir novos elementos para apoiar sua tese.
Em um artigo, publicado pela revista da Sociedade Real de Astronomia (SRA) de Londres, Murray afirma ter deduzido a presença deste misterioso asteróide de trajetórias estranhas que chegam ao sistema solar.
Numerosos cometas procedem de uma gigantesca ‘‘reserva’’ em torno do sistema solar chamado de ‘‘a nuvem de Oort’’ e que só entram no sistema quando suas órbitas são ‘‘alteradas’’. Murray considera que o décimo planeta origina diretamente essas perturbações.
Não é a primeira vez que os astrônomos anunciam a existência de um corpo celeste sem chegar a vê-lo. No passado, mostraram que estavam certos. Seguramente, o sr. Murray deve estar certo também desta vez, o que significa que temos mais um vizinho entre nós.

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