Praça Londrina (Estélio Feldman)
Dia da Esperança
Arquivo particularESPERANÇAJoão Pedro, nascido no dia 24 de agosto: cidadão para o 3º milênio12 de outubro, Dia da Criança. É inevitável a tentação de se cair no discurso comum sobre aqueles que são o futuro. Claro, também é grande a vontade de fazer um comentário doloroso sobre a situação das crianças desamparadas, abandonadas, que vivem pela rua. Um como outro são lados da mesma moeda, partes de uma realidade que isto é que é sem dúvida importante deve ser observada por todos.
Neste quase final de milênio, quando todos ficam expectantes diante do que virá no futuro, existe uma observação possível: as crianças de hoje são os cidadãos do século 21, do Terceiro Milênio. Quando nasceu meu filho mais novo, em 1977, o médico que atendeu ao parto já antecipava: eis um cidadão do Terceiro Milênio. Que responsabilidade! A deles, mas principalmente a nossa. Porque nos incumbe a nós, não só pais ou mães, mas cidadãos de hoje, preparar condições para que as crianças de hoje possam produzir um amanhã melhor. Possam, basicamente, ter uma vida melhor, uma expectativa mais positiva.
Bem nutridas e assistidas, ou pobres, carentes e desvalidas, são elas, as crianças, a Esperança de um mundo muito assustado. Nossa é a responsabilidade de propiciar condições para que todas concretizem esta esperança e façam do Terceiro Milênio aquilo tudo que os futurólogos imaginam, um tempo melhor para este pequeno planeta do Sistema Solar.
Trombada
Sexta-feira à tarde, a Rua Humaitá enfrentou um daqueles congestionamentos de vários quarteirões. Motivo: uma trombada. Local da ocorrência: a famosa esquina da Humaitá com Paranaguá.
Há muito, mais há muito tempo se reclama um sinaleiro naquela esquina. Houve algumas mudanças na área, inclusive com o estabelecimento de mão única na Paranaguá, da JK até a Riachuelo, e da Montese, da Riachuelo para a JK. Também se regulamentou o estacionamento nas duas vias. Melhorou um pouco, embora ainda haja muito motorista trafegando na contra-mão, tanto na Paranaguá quanto na Montese. Mas a transposição da Humaitá continua a representar um sério problema.
Pode ser que haja outra solução técnica, embora existam dificuldades devido à falta de uma artéria que possa ser usada, como se pretendia, para aliviar o trânsito da Humaitá. Mas até que isto se implemente, um semáforo na referida esquina serviria para reduzir o risco para carros e, principalmente, para os pedestres que passam por lá. Vale sempre lembrar que há escolas na região.
Zerão sem polícia
A impressão de dona Cláudia, que ligou ontem para a Praça, é a de que o Zerão tem tratamento diferenciado por parte das autoridades, ao longo da semana. Conta ela que de segunda a sexta-feira, há um policiamento que se pode considerar razoável, o que dá segurança a quem vai ao local. Mas no fim de semana, revela, aumenta a frequência e, incrivelmente, reduz-se o policiamento.
Segundo ela, no domingo, era grande o número de pessoas por lá, notadamente na área em que ficam os brinquedos das crianças. Mas havia, também, gente comercializando e consumindo maconha, sem, aparentemente, qualquer restrição. Como estava com seu filho pequeno o que a leitora fez foi ir embora. É uma reação até natural. Mas é assim que os marginais conseguem prevalecer. Quem procura o local para o lazer, a prática do esporte, acaba expulsa pelos que o usam para fins não só excusos mas ilegais.
Isto se resolve de modo simples: policiamento constante e presente. É uma exigência normal, o povo tem o direito de ter segurança em qualquer local, notadamente em uma área como o Zerão.
Informes astronômicos
A explosão de uma supernova pode produzir um buraco negro. Três cientistas espanhóis e um norte-americano afirmam ter pela primeira vez a confirmação desta tese, geralmente aceita, em um estudo publicado na revista britânica Nature.
Morte de uma estrela, o fenômeno da supernova é ainda o aparecimento, visível a olho nu, de um novo objeto, estrela de nêutrons ou buraco negro.
Apresentada em 1933 por Fritz Zwicky e Walter Baade, a hipótese segundo a qual as supernovas constituiriam a transição entre as estrelas maciças e as estrelas de nêutrons foi posteriormente aprovada e desenvolvida.
O modelo que os astrônomos aceitam como possível é que o equilíbrio de uma estrela que termina sua evolução é interrompido subitamente depois que seu hidrogênio é queimado. Em uma fração de segundo, as camadas internas da estrela se precipitam para seu centro formando um núcleo extremamente denso (de nêutrons). As camadas externas se chocam nesse núcleo e são projetadas para o espaço, dando lugar a um núcleo-síntese de elementos cada vez mais pesados: silício, enxofre, níquel, cobalto. Este é o fenômeno da supernova. O resíduo (núcleo) é uma estrela de nêutrons (ou um pulsar) ou um buraco negro, objeto tão denso que nenhum raio pode sair dele e que os astrônomos detectam (ou acreditam detectar) de maneira indireta.





