Tempo das crianças
Arquivo FolhaFUTURO?Criança tenta ganhar a vida: sem tempo para ouvir discursos sobre seu diaO dia delas, no calendário, é a próxima terça-feira. A semana também é a outra. Mas, como hoje em dia as pessoas estão cada vez com mais pressa, já há programação para as crianças. O ramal Vila Nova da Biblioteca Pública anuncia uma série de eventos. Amanhã, depois e no dia 8, tem Teatro Interativo e pintura no rosto, com a participação do Grupo Rejeição, em dois horários, a partir de 9 e de 14 horas. Na semana que vem, serão apresentados os videos ‘Vida de inseto’, ‘Formiga Z’ e ‘Mulan’. E depois da Semana da Criança, haverá ainda artesanato com argila e pintura com guache e giz.
Já o Cine Vila Rica lançou um horário especial, até o dia 17: tem filme dos Trapalhões, ‘Simão o fantasma trapalhão’, sempre às 10 da manhã, com preço promocional: 1 real o ingresso.
O comércio, também, claro, está todo voltado para as crianças. Uma espécie de prévia para o Natal.
Aparentemente, toda a atenção voltada para as crianças, o futuro do país, como dizem os políticos. Pena que boa parte delas continua nas ruas, sem amparo, sem perspectiva, num caminho sem esperança. Claro, há muita gente preocupada com elas, há entidades voltadas para seu atendimento. Mas ainda é pouco diante da magnitude da questão e da responsabilidade que a sociedade deveria ter em relação a elas.



Sol na cara
Um leitor veio dizer que já começou a sentir um dos dramas que o novo horário de verão provoca: ‘Sol na cara’. E explica: com a mudança se alteram as posições devido ao horário. Ele que vem todos os dias de manhã para o centro, da região do Jardim Tóquio, subindo pela Castello Branco e depois pela Goiás, tem o sol bem na cara quando chega na Maringá e, depois, na Goiás para o centro. ‘Parece pouca coisa – ele diz – mas o sol na cara não apenas incomoda mas prejudica a visibilidade até dos semáforos’.
Como tem muita gente com cara de sono, por causa da inadequação ao novo horário, seria o caso de ponderar que o problema levantado pelo leitor não parece o mais grave. Entretanto, como envolve o trânsito, representa um certo perigo. De qualquer modo, não é coisa que demore. Em poucos dias, as coisas voltam ao normal: o sol deixa de incomodar, pelo menos para quem vem da região do Tóquio para o centro. E restam as vantagens: sol por mais tempo, dia mais longo, sem contar a principal de todas, a economia possível no consumo de energia elétrica. Efeito a ser sentido no bolso.

Investimentos
É triste passar pelo centro da cidade e ver tanta loja fechada. Alguns estabelecimentos tradicionais, como a Lord, de tanta história, fecharam. Fechou também a Mesbla e as Brasileiras deixaram de existir. Em Londrina, aliás, as Brasileiras também tinham fechado há tempos. Era uma loja movimentada, quando funcionava no centro. Depois foi para o Contour, acabou deixando a cidade.
O que compensa é ver que tem gente investindo. Dias destes, cruzei com um amigo que, junto com a esposa, observava reformas em uma loja na Galeria do Vila Rica. Informou que está trabalhando com afinco e que até o final do ano a nova loja vai abrir. Estamos precisando disso, de gente que invista, de novas lojas, mesmo que pequenas.
Um susto foi saber que o Muffatão estava sendo vendido. O medo era ver os dois grandes supermercados fechados. A venda, ao que soube, aconteceu. Mas os supermercados continuam, agora fazendo parte de uma rede internacional. Esperamos que mantenham a mesma gentileza e o bom atendimento que a gente sentia ali.

Depressão e congestão
Um vínculo direto foi descoberto entre a depressão nervosa e obstrução de pequenos vasos sanguíneos do cérebro, uma afecção que pode desembocar numa congestão cerebral, segundo um estudo publicado pela revista Stroke, da Associação de Cardiologia (AHA) norte-americana.
‘‘A depressão pode revelar a presença de pequenos bloqueios, chamados lesões, nos vasos sanguíneos do cérebro e pode ser um sinal de alerta antes de ocorrer um eventual derrame cerebral’’, destaca o principal autor do artigo, o professor David Steffens, da Universidade de Duke, Durham, na Carolina do Norte.
No geral, essas pequenas ‘‘obstruções’’ passam despercebidas, pois não estão acompanhadas pelos sintomas clássicos associados à congestão cerebral, como dor de cabeça ou perda de motricidade. No entanto, são graves, pois com elas se detém a irrigação de determinadas partes do cérebro, provocando a morte das células.
Os pesquisadores examinaram o caso de 3.600 pessoas de idade avançada e descobriram que a presença de lesões inferiores aos três milímetros de diâmetro que não foram detectadas com antecedência, estavam vinculadas a um estado depressivo.
Segundo os cientistas, o risco de depressão pode aumentar em 40% segundo a quantidade de ‘‘obstruções’’.

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