Praça Londrina (Estélio Feldman)
Problema crucial
Arquivo FolhaSOLUÇÃO SIMPLESPresença de policiais nas ruas diminui a ação dos marginaisConforme comentário publicado ontem, na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza, finalmente o governador percebeu que o problema número 1 do Estado é a segurança. Os paranaenses já perceberam isso há tempos. De modo geral, pode-se até dizer que este é o mais sério desafio no Brasil.
Em termos matemáticos, diz-se que a partir do momento em que se equaciona o problema, já se está a caminho da solução. Assim, ainda que com grande atraso, há de se considerar satisfatória a percepção oficial, desde que implique em uma ação objetiva visando resolver o problema.
Sem dúvida, juntamente com a constatação sobre o assunto, surgem também as observações relativas à falta de recursos. Todavia, este é um obstáculo que tem que ser superado. O cidadão precisa se sentir protegido, não pode ser refém de uma situação como a atual.
E é indiscutível que com algumas poucas medidas, entre as quais o aumento do efetivo policial nas ruas, o que inclui mais viaturas circulando pelas cidades, já melhora razoavelmente a situação. É certo que há muitas e mais amplas exigências. Mas só isso já daria um certo alento ao povo ao tempo em que reduziria a ação dos marginais. Um efetivo policiamento ostensivo funciona como redutor da criminalidade. E é o mínimo que se pode exigir de imediato das autoridades.
Absurdo
A notícia, publicada ontem, sobre a prisão de um operário por ter ferido à faca o marginal que tentava roubar-lhe a bicicleta é típica desta era de absurdos em que vivemos. A faca com que Claudino feriu a vítima era do ladrão, chamado Adonis Rodrigues Boa Morte. Adonis foi atendido no HU e liberado, embora tenha uma longa ficha criminal. Claudino está preso. Não tem dinheiro para se defender.
Seguramente, Claudino não vai fugir, como tantos marginais fazem, com a maior facilidade. Se não surgir uma boa alma para ajudá-lo, fica preso, porque pretendeu evitar que sua bicicleta fosse roubada. O ladrão está por ai, certamente com outra faca, pronto para atacar alguém. Se for mais forte ou mais esperto, fere ou mata o próximo e foge. Sem problemas.
É o tipo de coisa que não se entende, mas que acontece. Pior é que se não aparecer alguém de bom senso, Claudino vai ficar um tempão preso, será até julgado e pode ser condenado. E há um detalhe ainda mais instigante: somos nós quem pagamos todas as despesas de um tal processo...
Conta de água
O leitor Paulo Berti, residente em um condomínio, veio aqui para contar o que aconteceu com a conta de água do local em que mora. Normalmente, segundo contou, a leitura é feita no dia 18. Este mês, foi feita no dia 20, segunda-feira, o que representou 33 dias. Normalmente, explicou Paulo, em muitos casos, o consumo não chega ao mínimo. Com isso, o usuário acaba pagando mais do que a taxa mínima estabelecida. Agora, com o consumo de 33 dias, todos tiveram consumo acima do mínimo. E terão de pagar, sem levar em conta os valores a mais que eventualmente pagaram no passado.
Paulo entende que o ideal seria que se fizesse a média para considerar 30 dias do consumo. Com isso, entende, haveria mais justiça. De qualquer modo, o leitor esclareceu que foi à Sanepar para apresentar suas ponderações e revelou que foi bem atendido, tendo inclusive havido uma correção na conta. Mas nem todos vão reclamar. E acabam sendo prejudicados. O leitor diz que pode parecer uma discussão grande por um valor pequeno, mas lembra que nesta época, qualquer redução nos gastos é de enorme importância.
Novos dados sobre o mal de Alzheimer
Embora ainda não haja remédio para o mal de Alzheimer, a doença é hoje mais bem conhecida. Por exemplo, quanto ao momento em que ela surge. O mal atinge 3% a 4% da população a partir dos 65 anos, pouco mais de 18% entre 65 e 84 anos, e 47,2% depois dos 84 anos.
A doença provoca grande medo. Mas talvez sem razão. Efetivamente, como quase cada um de nós tem na família um caso de doente de Alzheimer, qualquer pequena falha de memória causa inquietação.
Isso porém é um pânico inútil, porque, depois dos 55 anos, todas as pessoas têm dificuldade para se lembrar das coisas. Portanto, se uma palavra nos foge, não vamos acreditar que estamos com a doença. Outro motivo de temor: esta doença passa aos descendentes por hereditariedade. Portanto, os que tiveram um pai, um avô, um tio, afetado pelo mal, ficam preocupados. Contudo, há informações tranquilizadoras. É verdade que alguns males de Alzheimer são genéticos mas este dano genético é raro e intervém bem depressa, a partir dos 45 anos. E, na realidade, a maior parte dos casos de Alzheimer não é genética e se produz depois dos 65 anos.
Quanto aos tratamentos, os especialistas são prudentes: não existe nenhum medicamento miraculoso. Existem três medicamentos no mercado, mas eles não bloqueiam a evolução do mal. Apenas melhoram alguns sintomas.





