Ainda o estacionamento
Arquivo FolhaTRANSTORNOCarro estacionado na calçada, um transtorno para os pedestresSemana passada, comentei carta do presidente do Sincoval, Sinézio Scudeler, sobre a Zona Azul, questão que leva, inevitavelmente, ao problema global que é o do estacionamento. Naquele dia, um leitor ligou para fazer uma queixa sobre outro tipo de abuso que observa em relação ao particular: é o de motoristas que estacionam os carros em calçadas.
O leitor citou especificamente o caso de certos locais que oferecem a calçada como local de parada para seus clientes-motoristas. Se o espaço oferecido é suficiente para deixar livre a calçada, não há problemas. Ocorre que muitas vezes não é o que acontece: os carros ficam ocupando o espaço de passagem das pessoas. Em certos pontos, segundo o reclamante, a ocupação é de tal ordem que os pedestres acabam tendo de passar pela rua, o que além de todos os inconvenientes é arriscado.
O mais grave é que para coibir esta prática – que é passível de multas – seria necessário um esquadrão de policiais de trânsito. Ou, o que parece mais difícil, mas seria sem dúvida a melhor solução, uma conscientização maior dos motoristas. Na falta de uma ou de outra coisa, resta aos que se sentem frustrados com este tipo de abuso o recurso de reclamar esperando que um dia, quem sabe, as coisas mudem. Com ou sem multas.



Queixas
- Dona Silvana reclama do policial que trabalha na esquina da Higienópolis com a JK. Conta que passava por lá e que o policial a destratou porque ela não percebeu que ele estava permitindo a passagem de quem estava sob sinal vermelho. Teve de parar e receber reprimenda que considerou abusiva. Lembro que normalmente aquele guarda recebe elogios pelo cuidado que tem em relação aos estudantes que atravessam o trecho. Mas para dona Silvana, no seu caso, ele extrapolou.
- Já a Aline Batista de Araújo, comentando a realização do Pré-Olímpico de Futebol em Londrina, pondera que, ‘embora seja legal a promoção’, talvez o melhor fosse usar os recursos que serão empregados para a disputa ‘ajudando os atletas e equipes de base da cidade, tirando das ruas as crianças’. Aline diz que, em seu entendimento, ‘de um como de outro modo, a cidade será divulgada’. E assinala: ‘Para quem não mora aqui e vê Londrina sediando um torneio como esse a idéia é a de que o esporte entre nós está muito bem, o que não é real. E lamenta que as autoridades locais não estejam dando a devida atenção ao esporte.

Dia do Radialista
Comemora-se hoje o Dia do Radialista. A leitora Lucia Irene Reali Lemos, filha de Rubens Lemos (que morreu recentemente e por muito tempo foi radialista em Londrina) enviou mensagem para homenagear ‘a todos os profissionais que dedicam parte de suas vidas ao rádio – o meio de comunicação mais rápido que invade todos os espaços’.
Lucia Irene rememora a vida e o trabalho de seu pai que lutou no rádio (como nos jornais) contra a ditadura, com rara coragem, e assinala que o rádio era, para ele, ‘instrumento de luta pela defesa dos direitos humanos’.
E completa: ‘Desejo muito que todos os radialistas consigam, sem medo, levar através do seu veículo parcelas de contribuição na construção e garantia da cidadania, conscientizando e denunciando as causas e consequências da dor, da fome, da impunidade, da corrupção, frutos das injustiças sociais em nosso País. Que vocês, RADIALISTAS, eternos companheiros de meu pai, tenham um BOM DIA sempre!’
Como ex-radialista, associo-me a esta homenagem.

Energia solar a custo baixo
A produção em massa de painéis solares permitiria dividir o custo da energia solar por quatro e fazê-la competitiva em relação à eletricidade produzida por meios clássicos, indica um informe da organização ecológica Greenpeace publicado na semana passada, em Paris.
‘‘A energia solar não somente tem um futuro do ponto de vista do meio ambiente, como suas perspectivas são igualmente numerosas no plano econômico’’, indica o informe do estudo de consultores KPMG realizado por conta de Greenpeace.
Segundo KPMG, o único freio que se opõe atualmente ao desenvolvimento dessa energia é o preço relativamente alto dos painéis solares. ‘‘Este fato reflete o clássico problema do ovo e da galinha: enquanto a procura for escassa, a produção será limitada e cara. Enquanto a produção for feita em pequena escala, os preços continuarão sendo altos e a procura pequena’’, explicam os autores da pesquisa.
O estudo KPMG assinala que uma só grande fábrica que produza cinco milhões de painéis solares por ano poderia reduzir quatro vezes o custo da eletricidade produzida pelos meios tradicionais.
O mercado correspondente a esse nível de produção seria de 250 mil casas equipadas cada uma delas com um sistema de dois quilowatts.

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