Questionando a Zona Azul
Arquivo/FolhaDebateZona Azul: serviço social que, segundo o presidente do Sincoval, custa caroEm carta enviada ao jornal, publicada na semana passada, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região, Sinézio Scudeler, levanta questões sobre a Zona Azul – estacionamento pago que funciona em quase todo o centro e em muitos outros pontos da cidade – afirmando entender que ‘‘atualmente, a Zona Azul é um ‘imposto’ oneroso que vem dificultando a vida de muitas pessoas’’. Scudeler afirma que uma pessoa que trabalha na região coberta pela Zona Azul e precisa deixar o carro 8 horas por dia ali, trabalhando 20 dias por mês, vai gastar, no fim de um ano, R$ 1.552,00 para estacionar, ‘‘muito mais do que o valor do IPVA’’.
Sem esquecer a importância social da questão, uma vez que o valor arrecadado beneficia a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), o presidente do Sincoval considera que o valor que vem sendo pago pelos usuários é muito elevado. E sugere uma tarifa menor, de R$ 0,30 por hora – o que representaria a metade do valor atualmente cobrado. Scudeler considera que a diferença de arrecadação, diante desta redução, deveria ser coberta pelo Município.
É uma questão complexa e delicada que, certamente, merece ser debatida pela coletividade. E que poderia envolver, também, a dificuldade de estacionamento na região central, a carona programada e até o melhor uso do transporte coletivo urbano.



Mudanças
Mudanças em órgãos da Prefeitura causam preocupação. Saiu toda a equipe que comandava o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) por motivos políticos. E ficam dúvidas porque, como inclusive muitos leitores atestavam, vinha sendo realizado um eficiente trabalho na área.
Na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) as coisas são ainda mais complexas diante de muitas denúncias, investigações que se arrastam, dúvidas que se levantam em relação a pessoas que desfrutam de respeitabilidade junto à comunidade. Algumas pessoas chegaram inclusive a levantar questões na Praça por que não abordei o assunto. E não o fiz exatamente por considerar que não se deve levantar suspeitas sem provas. Vamos ver se agora as investigações avançam para que os londrinenses sejam esclarecidos.
Vamos desejar, também, que o prefeito Antonio Belinati (PFL) encontre pessoas de competência para gerir estes importantes órgãos da administração. Londrina tem gente capaz para assumir estes cargos. E precisa delas, independente das questões políticas.

Pré-Olímpico
Londrina ganhou a briga e vai ser sede de uma das fases do Pré-Olímpico de futebol que será disputado em janeiro. Bom, muito bom para a cidade que não só será muito divulgada por causa da competição (inclusive porque a seleção brasileira vai jogar aqui) mas também porque a disputa trará muitos visitantes. E mais uma prova de que quando existe disposição se conseguem as coisas.
Seria muito bom se esta mesma vontade acontecesse em relação às outras manifestações do esporte. Não se passou muito tempo dos Jogos Pan-Americanos e tudo voltou à situação de sempre: nossos atletas não têm qualquer apoio, não se fala mais do time de vôlei feminino, os remadores enfrentam dificuldades, o basquete começa a receber verbas do governo, mas isto é insuficiente. Muitos e bons valores acabam se perdendo. Quem pode, vai embora, tentar a sorte em outros centros. Quem não pode, arquiva os sonhos e muda de rumo. Mas dentro de um ano, as eventuais e poucas medalhas das Olimpíadas vão suscitar a mesma animação, sem consequências, que vimos recentemente.

Equívocos sobre a alimentação
O pescado tem sempre menor gordura que a carne? A gordura engorda mais que o açúcar? É verdade que o azeite de oliva é mais leve que os outros? Todas estas idéias são lugares-comuns errados em grande parte, assinala a revista especializada francesa Sciences et Vie em um número especial sobre a alimentação.
Por exemplo, nem todos os pescados são pobres em gordura. Um bom filé de carne bovina contém quase duas vezes menos gordura do que o salmão (5,5 e 10,1 gramas de gordura respectivamente em 100 gramas de produto) ou as sardinhas (9 gramas de gordura em 100 gramas).
Outra crença, tão extensa como errada, é considerar os presuntos, salsichas, etc., como alimentos excessivamente gordos. Efetivamente, é verdade que o presunto cru é muito gordo, mas o presunto cozido, entretanto, só contém 2,5 g de gordura em 100 g, menos que a maioria dos pescados. Quanto aos salmões, tudo depende de sua origem: os salmões de viveiros contêm 20 vezes menos gordura do que os que vivem em condições naturais.
Paradoxalmente, se esquece com frequência uma das fontes principais de calorias: pães e bolos. E entretanto há tantas calorias em um ‘‘croissant’’ do que em um sanduíche de salsicha, linguiça e outros embutidos mais gordos, assinala em Sciences et Vie o especialista em dietética Jean-Marie Bourre.

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