Caindo na real
Arquivo FolhaAMEAÇAFalta de recursos ameaça o futuro do time de basquete do GrêmioForam maravilhosas as festas em homenagem aos atletas londrinenses que se destacaram nos Jogos Pan-Americanos. Mas, como se temia, os bons resultados, toda a emoção vivida durante a competição, nada serviu para mudar as coisas na vida esportiva londrinense. O time de vôlei feminino está sem patrocínio e não sabe se disputa o certame nacional. O time de basquete anuncia que vai jogar de luto porque até agora não recebeu a verba prometida pelo governo do Estado. Quanto ao atletismo, nem é bom lembrar ou cobrar.
A gente sabe que os órgãos oficiais, principalmente prefeitura e Estado, não podem sozinhos arcar com tudo. A situação do governo estadual, aliás, parece muito grave. O que se lamenta porém é a falta de visão da iniciativa privada que poderia não só apoiar mas se beneficiar com o patrocínio às equipes e ao esporte em geral.
Do jeito que as coisas estão, talvez esta situação de penúria e dificuldade só venha a se alterar se acontecer o que um amigo disse: se a Unopar resolver investir no esporte, a coisa vai. O exemplo da Ginástica Rítmia Desportiva, que existe entre nós só por causa do empenho, de um trabalho constante e firme da Unopar, que se faz há anos, fala por si. Sem alguma coisa assim, um suporte real, só ficam as lembranças.

Esgoto
Há dias, publiquei a reclamação de uma leitora em relação à atitude da Sanepar que anunciou o início de cobrança das tarifas de esgoto, mesmo se os usuários não houvessem feito a ligação da rede para suas casas. Agora recebo outra, de dona Maria José, moradora no Jardim Paraíso, à Rua da Avestruz. Segundo ela, a Sanepar implantou rede de esgoto na maioria das ruas do bairro, deixando alguns trechos de fora. Entre as ruas que não ganharam rede está a Rua da Avestruz. Ela acha uma injustiça tremenda uns ganharem e outros ficarem de fora. ‘‘Não tem mais espaço no quintal para abrir fossas’’, reclamou.
Pois é, penso que pior do que ter de pagar para fazer a ligação da rua para casa ou até do que já receber o custo do esgoto na conta, mesmo sem ligar, é não ter o serviço. Rede de esgotos é hoje uma necessidade fundamental, não se pode sequer pensar nas fossas como alternativa. E não é apenas conforto, mas exigência de saúde pública, um serviço que deveria atender toda a população. Infelizmente, vai demorar para se ter isto, rede de esgotos em 100% da cidade. Mas é sem dúvida a marca que as autoridades devem tentar atingir.

Apelo à Comurb
O dono de um carrinho de lanche, que tem ponto autorizado para venda pela Comurb só no período noturno, está querendo trabalhar também durante o dia. Acontece, segundo ele explicou, que o movimento caiu e que no período vespertino há boa possibilidade de conseguir boas vendas. Ademais, como destaca, na região em que trabalha não existe comércio que possa se considerar prejudicado por ele. Por outro lado, existem outros pontos em que os carrinhos ficam durante o dia e também à noite.
Ele fez o pedido regulamentar à Comurb e até agora não teve resposta. Ontem foi à autarquia e além de não conseguir resposta, foi atendido mal logo ao chegar. Foi até por isto que acabou vindo para cá, a fim de apresentar seu pedido que, assinala, é justo. O que ele quer é trabalhar, sem atrapalhar ninguém.
Tenho certeza de que a Comurb vai analisar com cuidado a reivindicação apresentada. Afinal, a entidade tem mostrado sensibilidade em relação às dificuldades dos que precisam trabalhar, agora que o emprego está tão difícil. Este trabalho tem sido importante para muitos que de outro modo estariam desamparados.

Turcos agradecem ajuda
A impresa turca não poupa elogios à ajuda estrangeira enquanto critica as autoridades locais, que pediram a algumas equipes estrangeiras que partissem. Uma semana depois do terremoto, restam poucas esperanças de ainda encontrar pessoas com vida sob os escombros e muitos dos grupos estrangeiros de socorro partiram, deixando equipamentos médicos, principalmente franceses, israelenses e ucranianos. Um membro de um grupo norte-americano declarou pela televisão que ainda pode haver esperanças. ‘‘Já salvei pessoas após 10 dias soterradas e um de meus amigos retirou alguém vivo das ruínas depois de 14 dias’’, disse.
Os jornais não param de elogiar a ajuda estrangeira. O jornal islamita Zaman destacou: ‘‘O terremoto destruiu os tabus. Os turcos não são os únicos amigos dos turcos’’, afirmou, invertendo um provérbio. ‘‘Agradecimentos ao mundo inteiro’’, intitula o jornal nacionalista Hurriyet, que publica a lista de todos os países que enviaram ajuda. A televisão mostrou um grupo grego de socorro chorando de alegria depois de retirar uma criança com vida dos escombros.
Segundo diversas estimativas dos meios de comunicação, já que não existem estatísticas oficiais, há entre 200 mil e um milhão de pessoas desabrigadas. O mesmo acontece com o número de pessoas ainda soterradas sob os edifícios desabados.

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