Praça Londrina (Estélio Feldman)
Violência contra a criança
Arquivo FolhaABANDONOCrianças nas ruas, abandono; sem dúvida, uma violência contra a infânciaCoordenada pelo Departamento de Pediatria da Associação Médica de Londrina, contando com o apoio da Secretaria de Saúde e do Pronto Atendimento Infantil (PAI), realiza-se nesta sexta-feira uma mesa redonda para debater a questão da violência contra a criança. O evento contará com a participação de médicos pediatras, psicólogo, representantes do Conselho Tutelar de Londrina e da promotoria da Vara da Infância e da Juventude.
Tema dos mais sérios, preocupação real da sociedade, a mesa redonda pretende avaliar alguns dos pontos mais graves do assunto, entre os quais a omissão de pais ou responsáveis e a violência no contexto familiar, escolar e social. O abandono e a negligência dos menores, que também podem ser considerados atos violentos, sem dúvida um aspecto bastante importante da questão, devem merecer atenção dos debatedores. Como um corolário natural do debate, também se pretende avaliar o modo como a questão é tratada no município, além de se aprofundar sobre o papel do médico, da escola e do hospital em relação ao assunto.
Aberta à comunidade, a mesa redonda está prevista para começar às 19h30m, no anfiteatro da AML, localizado à Avenida Harry Prochet, 1.055. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas através do telefone 326-1055, que também serve para as inscrições dos interessados.
Pedido de socorro
Confesso que sou um pouco xenófobo em relação à questão de ajuda aos que sofrem em outras partes do mundo (e até do Brasil). Claro, consterna ver o drama dos carentes em toda parte, mas sempre penso que temos, entre nós, tanta gente sofrendo, passando necessidade, que quando ouço falar de campanhas para ajudar os que enfrentam dramas lá fora não gosto muito. Afinal, temos aqui nossos carentes.
Entretanto, diante da terrível situação vivida pelos turcos, atingidos por um terremoto na semana passada, mudo até meus conceitos. Com cerca de 200 mil sobreviventes e sem os recursos necessários para atendê-los, a Turquia fez um apelo por doações, ontem. Os que sobreviveram à tragédia precisam de tudo, comida, roupas, remédios, barracas a até escavadeiras para ajudar a reconstruir as cidades destruídas. Balanço difundido na manhã de ontem revela que até agora chegam a 17.997 os mortos e 42.442 os feridos em consequência da tragédia. Uma situação traumática que merece solidariedade de todos. Ali, a tragédia é muito maior do que qualquer drama que possamos ver entre nós.
Show beneficente
A Associação Beneficente de Voluntários, entidade formada em abril, que congrega membros da Igreja Evangélica e que objetiva participar do esforço visando atender aos mais carentes, promove, na sexta-feira, um show beneficente na Escola Willie Davids, localizada na Rua Guaranis, na Vila Casoni. É a primeira promoção do grupo que objetiva adquirir um terreno a fim de construir uma casa que será destinada ao atendimento de crianças, órfãs de pais e mães que tenham sido vítimas da Aids.
O ingresso para o espetáculo é um quilo de alimentos. Haverá shows pela manhã e à tarde.
O evento tem o apoio da Escola de Dança Ecarté Espaço Cultural e Arte, que vai responder pelas apresentações.
O que é interessante nesta iniciativa é perceber a percepção cada vez maior das pessoas, notadamente os jovens, em relação aos problemas sociais que afetam a sociedade. Esta preocupação representa uma importante evolução nos conceitos da interação social, mais um passo no processo valioso de conscientização da cidadania.
Desemprego na América Latina
Relatório das Nações Unidas divulgado em Genebra revela que no Brasil, Argentina, México, Uruguai e Venezuela, cujo processo de reforma econômica é recente, o desemprego, o trabalho informal e o trabalho precário aumentaram. Entre os principais fatores estão os drásticos cortes de vagas no setor público e a limitada contribuição do setor privado à criação de empregos, acrescenta. No Chile, Bolívia, Costa Rica e Colômbia, em contrapartida, as condições de trabalho melhoraram, com redução do desemprego e aumento dos salários. O desenvolvimento na região pode estagnar se não forem feitos esforços para barrar o aumento no desemprego e a instabilidade no trabalho, disse Juan Somavia, do Chile, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em seu relatório de 149 páginas.
O estudo informa que o desemprego este ano deve atingir 9,5% da população economicamente ativa da região taxa mais elevada do que a registrada durante a crise da dívida na década de 80 , apesar de uma década de reforma econômica e modernização. No ano passado, a taxa de desemprego na região foi de 8%. A desaceleração econômica global vai reduzir ainda mais o crescimento na região, segundo a OIT, que projeta contração de 0,4% para a economia regional.
Em 1998 quase todos os novos empregos foram criados no setor informal, no qual o emprego aumentou 4,6% por ano, afirma o estudo.





