Praça Londrina (Estélio Feldman)
Homenagem merecida
Arquivo FolhaHOMENAGEMJusta a homenagem prestada em Londrina às atletas que nos encantaramAcabei não citando aqui os muitos londrinenses que brilharam no Pan-Americano, inclusive as nossas maravilhosas ginastas. Então, a leitora Aline Batista de Araújo, que é grande apreciadora do vôlei e que várias vezes já me escreveu, mandou uma cartinha comentando a recepção feita às atletas, afirmando entre tantas outras coisas que se a apresentação delas foi linda, muito mais espetacular foi a recepção calorosa que elas receberam aqui.
É verdade, mas mais que tudo foi merecida. E como Aline afirmou que estava escrevendo também para atender ao pedido de sua vizinha, Nadir, mãe das ginastas Camila e Alessandra Ferezin, que leu os outros comentários feitos pela leitora, resolvi fazer um resgate, lembrando da emoção da conquista e do reconhecimento que Londrina tributou às nossas atletas.
Válida também é a observação de Aline quando diz que essa boa participação do Brasil nos Jogos Pan-Americanos pode dar um empurrãozinho ao esporte no país. Este é o ponto. E também a preocupação. Pois os atletas receberam o carinho e a gratidão pelo esforço, principalmente pelas vitórias. Mas o temor é que em pouco tempo tudo isto seja de novo esquecido, ficando eles todos naquela situação costumeira, de abandono, sem apoio. Penso que é função de todos nós evitar que isto aconteça.
Exigência absurda
Dona Benedita Pini tem 70 anos, é professora aposentada aqui no Paraná e mora, atualmente, em Pôrto Velho, Rondônia. E, segundo denunciaram aqui para a Praça, ela corre o risco de ter a aposentadoria bloqueada se não comparecer até amanhã para se apresentar ao Núcleo Estadual de Educação, a fim de se recadastrar. Além das dificuldades físicas de uma viagem de Porto Velho até aqui, há também o preço: dona Benedita teria de gastar mil reais para vir até Londrina.
Mais que um absurdo, um desrespeito. Sem dúvida, o recadastramento de aposentados é justificável até como meio para prevenir fraudes. Todavia, creio que deve haver bom senso: é fácil provar que dona Benedita está viva e tem o direito de receber sua merecida aposentadoria, sem a necessidade de exigir uma cansativa e cara viagem. É, entre outras coisas, uma questão de respeito ao trabalho e à dignidade de uma mestra. Pelo menos a Educação deveria mostrar este tipo de atitude elevada, embora todos os aposentados devessem receber, no mínimo, o respeito pelo que fizeram ao longo de uma vida de trabalho.
Porta aberta
O leitor Carlos José, em uma longa carta, entre outras coisas afirma que nem os leitores assíduos aguentam o tanto que se fala de faixas de pedestres e coisas do tipo, nesta Praça. Respeito a opinião, entretanto ouso rememorar a própria essência do motivo pelo qual este espaço existe: ele representa uma verdadeira porta aberta aos leitores a fim de possibilitar que faça suas reivindicações, inclusive sobre faixas de pedestres, até porque normalmente a maioria não consegue ser ouvida pelas autoridades de outro modo.
Se se fala muito de faixas de pedestres (e de semáforos, entre outras coisas), é porque estas são sem dúvida preocupação constante dos leitores. E se são repetidas isto acontece, sem dúvida, ou porque os problemas apresentados não são resolvidos, ou porque a cidade é grande e há muitos locais em que se reclamam faixas de pedestres que, talvez seja necessário repetir, são elemento vital dentro do atual Código de Trânsito e representam um fator necessário para os pedestres, que merecem espaço aberto (assim como os motoristas), para pedir qualquer tipo de melhoria para a cidade.
Revendo a idade do planeta
O estudo de rochas australianas trouxe evidências de que já existiam formas de vida primitivas na Terra há 2,7 bilhões de anos um bilhão de anos antes do que mostravam fósseis descobertos anteriormente. Os fósseis moleculares que estamos divulgando são as moléculas biológicas preservadas mais antigas do mundo, disse o pesquisador Jochen Brocks. A descoberta faz com que a evidência de vida na Terra recue até a Era Arqueana, o período que vai desde a origem do planeta até 2,5 bilhões de anos atrás.
Não se sabia que moléculas complexas poderiam sobreviver por tanto tempo na Terra, disse Brocks, da Universidade de Sydney e da Pesquisa Geológica Australiana. A maioria das rochas com a idade das estudadas pela equipe de Brock já sofreram processos geológicos intensos o suficiente para destruir qualquer evidência orgânica que pudessem conter. Mas as amostras pesquisadas pelos australianos estavam bem preservadas, e ainda continham substâncias orgânicas.
Os pesquisadores encontraram sinais de moléculas conhecidas como lipídios em rochas sedimentares localizadas a mais de 600 metros de profundidade. Essas rochas estavam no leito do oceano há 2,7 bilhões de anos.
Lipídios são produzidos por seres vivos e indicam a presença de eucariontes células dotadas de um núcleo organizado.





