A presença do pai
Anibal Vieira da CruzPALESTRAA psicopedagoga fala aos pais de alunos da escola Dalva BoaventuraNa última sexta-feira, a psicopedagoga da Secretaria Municipal da Educação, Nanci Skau Kemmer de Moraes, proferiu palestra na Escola Municipal Dalva Fahl Boaventura (localizada no Conjunto das Flores) sobre a importância do papel do pai na educação dos filhos. A palestra fez parte de um projeto que vem sendo desenvolvido pela direção do estabelecimento, com o objetivo de conseguir uma interação maior entre os pais dos alunos e a escola. Trata-se de buscar uma aproximação que acaba beneficiando não apenas os estudantes mas também os responsáveis, que passam a vivenciar de modo mais direto e intenso a atividade escolar.
O tema da palestra foi ‘A diferença que o pai faz’, tendo a palestrante evidenciado a importância do papel desempenhado pela figura paterna na educação e na vida das crianças. Apesar dos avanços observados na vida, persiste ainda, conforme os responsáveis pelas escolas percebem, um distanciamento, principalmente do pai. Com a palestra buscou-se justamente mostrar como a mudança nesta postura pode ajudar em muito o desenvolvimento dos estudantes, o que vai além até da participação na atividade escolar porque este tipo de interação dará ao aluno uma base melhor para enfrentar os problemas da própria vida.

Frio
Tinha gente que nem esperava mais (o que prova que não conhecem direito o tempo maluco que temos), mas o frio acabou vindo, violento. Em São Paulo, inclusive, já causou a morte de 4 pessoas — pobres e indigentes. Entre nós, felizmente, não houve este tipo de registro. Bom que campanhas feitas antes distribuiram agasalhos entre os mais carentes.
O fato de o Albergue Noturno estar em reformas, bem agora, é preocupante. Nestes dias, um abrigo pode ser a diferença entre a vida e a morte. Os que procuraram o Albergue nestes dias foram encaminhados à Casa do Bom Samaritano. Aumentou o total dos que foram atendidos ali, por causa do frio, e o local está pedindo ajuda para atender adequadamente aos necessitados. Sem dúvida isso não vai faltar. Não podemos admitir que alguém morra de frio por falta de um abrigo, de um agasalho, de um cobertor.
O desafio não é tão grande para uma coletividade que tem dado amplas mostras de senso de solidariedade. O frio intenso dura pouco. Com o apoio da comunidade, vai passar sem deixar o luto e a dor que só surgiriam pela falta de sensibilidade.

Esgoto
A leitora Eliamar veio à Praça para manifestar desagrado por uma atitude da Sanepar que ela considera abusiva. Contou que recebeu informação de que a rede de esgoto passaria pela rua em que mora, com o que concordou. Agora, recebeu uma nota seca da Sanepar informando que a rede está pronta, que incumbe a ela contratar um pedreiro ou encanador de confiança para fazer a ligação de sua casa, e que a partir de agora ela vai ter de pagar a tarifa de esgoto (que é de 80% da conta de água).
Eliamar diz que, no momento, não tem condições de pagar a alguém para fazer a ligação. E entende que enquanto sua casa não estiver ligada à rede, não deve pagar, ainda mais uma taxa tão cara. A Sanepar respondeu à ela que a cobrança independe da ligação. O serviço está disponível, logo ela tem de pagar.
Penso que a Sanepar tem até o direito legal de fazer a cobrança. Mas parece abusivo isto de cobrar por um serviço que não está sendo prestado. Ao próprio usuário interessa ter o esgoto. Todavia, não se pode deixar de considerar que ninguém deveria ser onerado sem receber o benefício.

Mulheres e vício
Uma pesquisa da psicóloga Sílvia Brasiliano com mulheres que têm dependência química contraria o senso médico de que elas não reagem ao tratamento contra o vício e por isso acabam abandonando o atendimento. Sílvia coordena há dois anos e seis meses o Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (Promud), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (USP), por onde já passaram 220 mulheres — 65% delas continuavam em tratamento depois do primeiro ano. Em programas mistos todas haviam abandonado o atendimento após esse período.
As mulheres dependentes químicas têm chance de recuperação, segundo a profissional, mas precisam de atenção específica. ‘‘A literatura médica diz que a mulher dependente se trata por pouco tempo ou não reage ao tratamento. O que acontece é que é muito difícil para ela lidar com dois estigmas, o de ser mulher e dependente de drogas’’, afirma a psicóloga que apresentou o resultado da pesquisa no 13º Congresso Brasileiro de Alcoolismo e Outras Dependências, realizado no Hotel Glória, no Rio.
A especialista credita o êxito do Promud à equipe de trabalho, de maioria feminina. ‘‘Elas se sentem menos estigmatizadas’’, diz. A psicóloga observa que as pacientes começam a usar drogas na mesma faixa etária que os homens, mas chegam a programas de recuperação mais cedo.

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