Praça Londrina (Estélio Feldman)
Morangos para todos os gostos
Josoé de CarvalhoPRESENTEDonas Marta, Irina e Cleunice entregam cesta com muitos morangosEstamos na época dos morangos e sempre é bom repetir que a gente deve consumir os produtos nesta ocasião porque, além de mais saudáveis (não se usou processo artificial para tê-los) são mais baratos. Pode-se encontrar morangos estes dias em quase toda a cidade, nos supermercados, nas padarias, nos pequenos estabelecimentos comerciais, nas ruas. Mas, principalmente, pode-se encontrá-los, pelo menos até o final deste mês, na Feira do Produtor que se realiza na Praça Marechal Floriano Peixoto.
É oportuno lembrar que não se encontra, na Praça, só morangos. Tem tudo o que está ligado à fruta. Tem compota, vários tipos de doces, bolo, suco, uma variedade que a gente até nem acredita. Fiquei sabendo disso porque dona Marta, produtora, veio à redação com as funcionárias da Secretaria da Agricultura Irina e Cleunice, trazendo uma cesta com tudo o que é vendido ali.
Esta Feira é uma promoção da Secretaria Municipal da Agricultura e faz parte de um amplo programa destinado a estimular e a facilitar a vida dos produtores que encontram no local um canal para ganhar melhor ao tempo em que oferecem ao público preço menor. Todo mundo sai satisfeito.
A Feira pode ir além do fim do mês, desde que ainda haja produção. E logo no começo de setembro, outros produtores vão estar na Praça com uma série de outros produtos.
Rua Humaitá
Leitores me procuram (e ligam) pedindo que não pare de insistir na instalação de pelo menos um semáforo na Rua Humaitá. Alguns se mostram preocupados porque com a mudança de sentido nas ruas Montese e Paranaguá pode haver a impressão de que o problema de transposição naquela via ficou menor. Como, porém, o movimento por ali é intenso, envolvendo estudantes das escolas da área e também alunos do Universitário e da UEL, a mudança ocorrida nas transversais não resolveu as dificuldades.
Já se cogitou uma vez a idéia de mudar o sentido de direção naquela artéria, permitindo apenas que os veículos transitem em mão única. O problema é encontrar a alternativa para a outra mão de direção. Com a barragem, vai sempre haver um afunilamento. E pensar em um tipo de transposição sobre o Igapó, naquele ponto, parece impossível até pelo custo da obra.
O jeito, parece, é um semáforo. Claro, os técnicos talvez tenham alguma outra solução para o local. Se funcionar, ótimo. O que realmente se pede é que o local seja alvo de uma ação rápida de quem administra o trânsito.
Saúde
Ontem, comentei a situação precária da nossa Santa Casa. Infelizmente, o que ocorre ali não é um caso isolado. A situação da saúde em Londrina é terrível. O Hospital Universitário, que recebe os mais carentes, está vivendo um drama tremendo, sem condições de atender. Não é diferente o que se observa no Evangélico. Os hospitais acabam recebendo a carga, refletindo esta quase falência social do país.
E em meio a isto tudo, estamos pagando a CPMF, que tem o objetivo principal de gerar mais recursos para a saúde. O comentarista Joelmir Beting afirmou, estes dias, que o peso do imposto deve ser percebido pelo retorno do serviço público. Quer dizer, se houver um bom atendimento à população, não se está pagando demais. Diante do que se vê nos nossos hospitais e postos de saúde, o brasileiro está sendo vítima duas vezes: paga muito imposto e não tem o retorno adequado. O drama vivido por um imenso número de brasileiros, nas portas, nas ante-salas, nos corredores dos hospitais, não pode ser visto como uma fatalidade. É efeito da irresponsabilidade com que ainda se trata os cidadãos no Brasil.
Energia da cana
Um plano para a geração de mais 4 mil megawatts de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar está sendo elaborado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, em colaboração com usineiros do interior paulista, o que vai provocar um ganho a mais para estes empresários, já que há o compromisso por parte do Ministério de Minas e Energia de que a energia excedente será comprada, admitiu o governador do vizinho Estado.
A Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, tem projeto para gerar 100 megawatts, a partir de um investimento de US$ 60 milhões, vendendo energia excedente que poderá representar até 20% do seu faturamento. O próprio governador é quem conseguiu que o Ministério de Minas e Energia admitisse a compra do excedente de energia elétrica gerado pelas usinas que produzem álcool e açúcar no Estado. Atualmente, São Paulo já tem 300 megawatts de energia elétrica gerados a partir de usinas térmicas que usam como combustível o bagaço ou a palha da cana para gerar energia, anunciou o secretário de Energia. O governo paulista entende que esse processo de geração de energia é vantajoso, já que o bagaço da cana está à disposição dos usineiros após a produção de álcool e açúcar. Cada tonelada de cana em caldeira de alta pressão pode gerar de 20 a 80 megawatts de energia, dependendo da pressão do equipamento.





