Para ajudar a Santa Casa
Arquivo/FolhaNecessidadeA Santa Casa precisa de ajuda para continuar a atender a populaçãoPara o último bazar deste inverno, em benefício da Santa Casa, que será realizado no sábado, a entidade recebeu 70 fardos de roupas seminovas, procedentes da Alemanha. São mais de 5 mil peças, além das que ficaram de bazares já realizados.
O bazar da Santa Casa, que funciona na esquina da Avenida Celso Garcia Cid com a Rua Mato Grosso, ficará aberto de 8 às 17 horas. E as roupas são vendidas a partir de R$ 1. São casacos, blazeres, camisas, coletes, calças, saias, camisetas, sapatos, cintos, tanto para homens quanto para mulheres.
Uma novidade neste bazar: haverá ainda doces caseiros, preparados pelo Serviço de Nutrição e Dietética da Santa Casa, também por preços especiais.
Comprar no bazar da Santa Casa tem duplo efeito: as pessoas se beneficiam diretamente porque encontram roupas boas a um preço quase simbólico. Ademais, a renda obtida com as vendas reverte para pequenos serviços de manutenção da Santa Casa. Não resolve todos os problemas, mas ajuda. E põe em evidência o hospital que tantos serviços presta à coletividade. Penso que a maioria da população, principalmente os mais antigos, já recebeu algum tipo de atendimento da Santa Casa. É mais do que justo que se pense em retribuir, começando por prestigiar o Bazar de sábado.
Táxis
A propósito de queixa formulada por um leitor sobre a questão dos táxis no Terminal Rodoviário de Londrina, recebo fax do Sindicato dos Taxistas de Londrina contestando a crítica. Segundo a mensagem, o problema citado pelo leitor ocorreu durante o vestibular, quando o movimento ali foi incomum.
O sindicato revela que o ponto da rodoviária possui 30 veículos 24 horas por dia, mais do que suficiente em circunstâncias normais. Se, porém, há alguma emergência, diz o fax, os taxistas mesmos orientam para o chamado de outros carros, através dos Radiotáxi. A mensagem ainda reitera que jamais houve qualquer registro de se impedir o trabalho de outro táxi. E completa informando que na pior das hipóteses, ‘‘jamais um passageiro ficou mais do que 10 minutos esperando por um táxi na Rodoviária’’.
Só uma coisa: depois de uma viagem, a pessoa chegar a ter de esperar 10 minutos por um táxi representa uma provação adicional, ainda mais se ficou muitas horas dentro de um ônibus. Tem gente, como o leitor que escreveu para a Praça, que não aceita esta situação, chama táxi e reclama, com certa razão.

Confusão continua
E o mundo não acabou. Mas se a gente pensa que os que estavam anunciando o fim vão enfiar a viola no saco, se engana. Já estão apresentando nova data. Certamente vão encontrar de novo quem dê ouvidos.
Felizmente, a maioria esmagadora vê tudo isto sem preocupações. Londrina viveu ontem um dia comum, como havia ocorrido na véspera. Não há notícias de abusos ou coisa pior. Nada como a notícia que veio da Colômbia e que informava que um casal resolveu se matar na véspera para fugir do pandemônio do 11 de agosto.
O mundo continua e a confusão também. Neste 11 de agosto, as reclamações maiores foram, como de costume, em relação ao trânsito londrinense. Motoristas reclamando do excesso de semáforos, pedestres pedindo mais segurança, leitores mais assustados com a correria dos carros pelas ruas do que com eventuais previsões apocalípticas. Mas, na verdade, em certos horários, em Londrina, a impressão é mesmo a de que se está no fim do mundo e que todos os londrinenses estão fugindo em seus carros.

O resfriamento da Terra
Neste tempo em que as pessoas querem prever o fim do mundo, uma informação científica para explicar um dos momentos em que, efetivamente, a vida do ser humano na Terra ficou difícil, quando o clima se tornou muito frio.
O transbordamento de dois gigantescos lagos pré-históricos (Agassiz e Ojibway), nos arredores da baía de Hudson, no Canadá, explicaria o brusco resfriamento do clima terrestre registrado há 8.200 anos, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e Estados Unidos publicada pela revista britânica Nature.
Este acidente natural, do qual foram encontradas marcas em sedimentos fósseis do Canadá e nas geleiras da Groenlândia, teria acontecido por causa da ruptura de um dique de gelo. A inundação provocada pelos dois lagos gigantes pré-históricos no Mar do Labrador e no Atlântico causou uma das mais importantes baixas de temperaturas da história do clima terrestre, nos últimos 10 mil anos, afirma Don Barber, da Universidade de Colorado, em Boulder, chefe da equipe que realizou esta descoberta.
O resfriamento, entre 4 e 8 graus Celsius, já era conhecido pelos cientistas, que encontraram vestígios da mesma catástrofe ambiental nas camadas profundas de gelo, extraídas em perfurações na Groenlândia. A análise dos isótopos de oxigênio nas amostras do gelo derretido permite deduzir a temperatura do ar no momento em que a água caiu, em forma de neve.

mockup