Banco eletrônico na rua
Arquivo FolhaPREOCUPAÇÃOCaixa eletrônico oferece facilidade mas provoca medo devido à insegurançaUm leitor veio contar que no sábado foi ao Caixa Eletrônico do Banco do Estado para tirar dinheiro. ‘Encontrei uma fila de duas semanas’, contou. Desistiu e foi andando até chegar na Praça Gabriel Martins. Ali existem dois Caixas Eletrônicos do chamado Banco 24 Horas. Ele narra que resolveu experimentar: entre os bancos que estão incluidos ali estava o Banestado. Ele usou o cartão e em poucos instantes tirou o dinheiro e foi embora. ‘Fiquei pensando - ele disse - que enquanto eu tirava o dinheiro facilmente, havia dois quarteirões adiante dezenas de pessoas esperando em uma longa fila’.
A única ressalva que o leitor colocou ao narrar o fato foi a preocupação. ‘Ali - ele continuou - ao contrário do que acontece com os outros caixas eletrônicos do tipo que conheço (pelo menos dois, um no Catuai e outro na Avenida Higienópolis) o interessado tira o dinheiro a céu aberto. A gente fica com mêdo porque sabe que pode estar sendo vista e vigiada por algum marginal’.
É uma preocupação concreta, ainda mais diante da violência que se tem testemunhado nos últimos tempos aqui como em toda parte. De fato, os caixas existentes na Praça Gabriel Martins são muito bem instalados, em área central. Oferecem uma grande facilidade para o usuário. Todavia, no que tange à segurança, dão motivo a um justificado temor.



Combustíveis
Recebi do sr. Luiz Carlos Pielak um longo e-mail a respeito desta complicada e discutida questão do preço dos combustíveis em Londrina. Lembra ele que 90% dos postos de combustíveis estão presos a contratos de exclusividade, que os obrigam a comprar somente de determinada companhia, e assinala ainda que a legislação federal proíbe a compra de álcool carburante diretamente das destilarias, sendo passível de multa e mesmo a perda de licença o proprietário que assim o faz.
‘Sua coluna - escreve - induz o leitor a pensar que proprietários de postos são pessoas más, que querem esmagar a população com preços altos. Não é verdade. Donos de postos de Londrina amargam prejuízos há mais de dois anos. O senhor deveria bater sim e com força nas distribuidoras, que fazem os preços flutuar drasticamente, com grandes lucros’. Eis uma denúncia séria, em relação às distribuidoras. E é sem dúvida uma questão que merece muita atenção por indicar outra causa para a alta nos preços dos combustíveis.
Outras considerações do sr. Pielak serão divulgadas nos próximos dias.

Net: defesa
Depois de outra bronca contra a Net, a operadora local de TV a cabo, publicada ontem, um leitor veio aqui para ‘contestar certas afirmações’, conforme assinalou. ‘Falam do preço - ele disse - sem pensar objetivamente’. E explica seu ponto de vista: se uma pessoa alugar uma fita de video por dia, vai gastar mais do que o que paga por mês pela TV a cabo. ‘Por mês, a TV a cabo oferece mais de 600 filmes’ - ele lembra, completando: ‘Claro que nem todos agradam a todo mundo, mas penso que é uma postura muito radical esta de afirmar que a programação do fim de semana é péssima’.
Jorge, o leitor, vai além quando lembra que ‘TV a cabo não é só filme’. ‘Tem muitas outras atrações’, afirma, lembrando do esporte: ‘Nestes dias de Panamericano, estou vendo quase que só a ESPN Brasil e a SporTV’.
Citando o novo canal, MGM Gold, que começou a ser apresentado dia 1º, Jorge lembrou que é ampla a variedade ofertada, apontando canais como GNT, Mundo, Discovery, Globo News para enfatizar que a variedade oferecida é ampla, colocando à disposição do espectador uma gama imensa de opções.

Otimismo é bom remédio
As pessoas que mantêm o bom humor e uma atitude positiva estão menos propensas a voltarem a ter problemas cardíacos, conforme um estudo publicado pela revista Psychosomatic Medicine, esta semana. A pesquisa foi baseada no acompanhamento de quase 300 pacientes que foram submetidos a uma angioplastia - operação no qual se introduz um mecanismo para desobstruir uma veia bloqueada. Os pacientes com complexo de inferioridade, menos otimistas e que se sentiam impotentes em controlar suas vidas mostraram maior propensão para sofrer uma nova obstrução arterial seis meses depois da operação, em comparação com aqueles que demonstravam atitudes mais positivas, segundo o estudo.
Os pesquisadores entrevistaram 292 pacientes que se submeteram a uma angioplastia para medir seus níveis de autoestima, otimismo e controle. Os pacientes foram separados em três grupos com base nos resultados. Em seis meses, o acompanhamento revelou que 20% dos pacientes voltaram a sofrer de novo problema de bloqueio nas artérias, numa condição conhecida como ‘‘restenosis’’.
De acordo com o estudo, no grupo que apresentava os melhores níveis de ânimo, menos de 10% tiveram problemas cardíacos reincidentes. Já no grupo que exibia os piores estados de ânimo, o índice de reincidência subia para 29%.

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