Cinema no centro
Arquivo FolhaPÚBLICOCinema cheio, gente esperando, cenas que podem se tornar frequentesO (aparentemente esquecido) projeto de revitalização da área central da cidade ganhou um interessante reforço: uma promoção, por tempo indeterminado, de ingressos a preços mais baixos durante os fins de semana nos cines Vila Rica e Londrina, que funcionam na Galeria Vila Rica. Paralelamente, um convênio com um estacionamento ajuda na solução do mais sério problema que é o de guardar o carro em segurança enquanto se vai ao cinema.
Quando foram inauguradas as novas salas no Catuai, houve comentários sobre o abandono das salas centrais. Esta iniciativa pode marcar uma mudança de postura que, porém, pode ser acompanhada de outras medidas, tanto na esfera da administração interna como externamente. Sem dúvida, é preciso melhorar um pouco a parte interna, oferecendo mais conforto. Mas seria interessante um trabalho externo, na galeria, com revitalização da área, abertura das lojas durante à noite - pelo menos até a hora em que termina a sessão noturna dos cinemas.
Ingressos mais baratos, ainda mais no fim de semana, estacionamento em melhores condições. São medidas simples que podem, sem dúvida, trazer mais público aos cinemas (e ao centro). Com um pouco de boa vontade, pode-se conseguir revitalizar este meio esquecido centro de Londrina.

Combustíveis
Luiz Carlos liga para entrar na discussão sobre os preços dos combustíveis. Conta que em São Paulo, em Curitiba e mesmo ao longo da rodovia Castello Branco o preço do álcool está bem mais baixo que o cobrado aqui em Londrina. A propósito, ele informa que quem vem de São Paulo de carro gasta mais nos pedágios do que com o álcool.
O leitor concorda com o parecer publicado ontem, da Juliana, informando que ele também tem ido a Cambé para abastecer seu carro. Vai além, não apenas enche o tanque como traz também mais 40 litros em um recipiente, ‘para fazer render mais o abastecimento’.
Outra reclamação do leitor diz respeito à falta de obediência de alguns postos à legislação que determina que os preços praticados devem estar devidamente afixados em lugar visível dos estabelecimentos, para o conhecimento dos consumidores.
Para Luiz Carlos, o que se observa em Londrina é o tipo de ação de cartel, forçando os preços para cima, o que, conforme ele lembra, é ilegal. Mas, ao que parece, as chamadas autoridades competentes não estão preocupadas com isso.

Golpe
Uma leitora liga para alertar sobre um cidadão que está dando golpe pela região central de Londrina. Ele opera, segundo a leitora, pelos lados da Higienópolis e JK. E age de modo simples: anda de roupa suja, com um carrinho de mão em que há alguns utensilios de trabalho. Aborda as pessoas na rua, falando do seu problema. Conta que alguém o contratou para limpar o jardim mas o deixou na mão. E se oferece para fazer serviços similares, não sem antes lamentar que está sem dinheiro, com fome. Ninguém resiste e acaba dando algum para ajudar o pobre infeliz.
A leitora conta que no caso dela, como possui uma data que precisava de limpeza, acertou o trabalho com o cidadão. Deu um dinheirinho para que ele pudesse se alimentar antes e está esperando até hoje para que o trabalhador vá fazer o trabalho. Dias depois, em conversa com parentes, descobriu que o pobre coitado estava aplicando o mesmo golpe nas cercanias e ligou para advertir. ‘A gente pode ajudar a quem precisa - ela pondera - mas o que magoa e ofende é a forma como o cidadão se apresenta, enganando aos outros’.

Combate ao câncer
Pesquisadores científicos israelenses anunciaram segunda-feira a identificação de um gene que produz certos tipos de câncer, o que permitiria diagnósticos precoces essenciais na luta contra a enfermidade.
‘‘Esta descoberta deve permitir a curto prazo novos métodos de diagnóstico ao identificar esse gene no sangue ou na urina’’, declarou o professor de biologia Israel Vlodovsky, que dirige a equipe de pesquisadores do hospital Hadassah Ein Karem, de Jerusalém.
A longo prazo, segundo Vlodovsky, abre novas perspectivas para o tratamento, mas isso pode demorar alguns anos.
Os cientistas descobriram um gene, chamado hpa, que permite às células cancerígenas produzir uma enzima que invade outros tecidos e órgãos por metástase.
Esse gene aparece no câncer da pele, do seio e do cólon, precisou o professor Vlodovsky, cujos trabalhos são publicados este mês na revista Nature Magazine.
‘‘Com esta descoberta, desenvolveremos novas substâncias para bloquear a enzima’’, assinalou o especialista em biologia fundamental.
Para quem convive com o câncer ou mesmo para quem apenas tem mêdo até de ouvir o nome da doença, é uma notícia boa. É bom saber que o homem progride na luta contra este assustador mal.

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