Praça Londrina (Estélio Feldman)
Contribuição paranaense
Arquivo/FolhaMedalhistaSebastian Cuattrin, treinando em Londrina. No Pan, 4 medalhas para o BrasilSábado, dois atletas londrinenses estiveram em casa, assistindo algumas das competições dos Jogos Panamericanos, que estão sendo disputados no Canadá. Já haviam vibrado com os feitos da canoagem, acompanharam com interesse as provas de atletismo. À alegria, se mesclava uma certa tristeza. Vimos alguns valores brilhando, apesar de todas as dificuldades. Os canoistas que conquistaram as primeiras medalhas para o Brasil, treinam em Londrina. O atleta que ganhou a maratona é paranaense. No vôlei feminino, vemos brilhar a Érica e surgir a estrela da Elizangela. E o lamento dos que estavam com a gente decorre da percepção segundo a qual se houvesse mais apoio ao esporte amador, especialmente ao atletismo, os sucessos seriam ainda mais intensos.
E não apenas isso. O esporte não serve apenas para dar medalhas e mostrar nossa bandeira lá fora, o que é fantástico, sem dúvida. Mas é preciso lembrar que a difusão do esporte serve para melhorar a vida de muita gente que, de outro modo, não teria alternativas. Poderiamos, através da prática esportiva, livrar meninos e meninas de rua de sua caminhada sem esperança pela vida, seria possível abrir novos caminhos para muitos deles. Quem sabe os êxitos do Canadá tragam maior atenção das autoridades para nossos jovens. Seria um grande resultado.
Combustíveis
Da Juliana, recebo mensagem via Internet com uma informação sobre a questão do preço dos combustíveis. Quero informá-lo - adianta a leitora - que estou abastecendo meu carro em Cambé. É, é isso mesmo, lá os combustíveis são mais baratos que aqui em Londrina. Aliás Londrina tinha os melhores preços do Brasil. Hoje estão entre os mais altos. Os preços são iguais em todos os postos, isso não é proibido por lei? Que tal convidarmos nossos amigos para irmos todos para Cambé ou Ibiporã tomar um sorvete e encher o tanque. Será que os donos de postos daqui iriam gostar?
Sem dúvida, não gostariam, não. A reação que apresentam diante dos que praticam preços baixos, em Londrina, mostra que eles não querem concorrência. De qualquer modo, confirmo para a Juliana que em Londrina ainda há postos que oferecem preços em conta, tanto no álcool quanto na gasolina. O da Celso Garcia Cid com Duque de Caxias é um deles. E, conforme me informa o proprietário, está vendendo bem. Mas enfrenta uma séria reação dos que insistem em vender mais caro.
DDD
O anúncio que a TV local tem mostrado, divulgando o prefixo 014 como opção para ligações DDD provoca dúvidas entre os londrinenses. Na verdade, a publicidade se destina a todos quantos moram no Paraná, menos para nós, de Londrina e Tamarana. É natural, a TV vai bem além das fronteiras de Londrina.
Mas os londrinenses (e tamaranenses) não podem usar o 014. As opções para nós são o 043, da Sercomtel, e o 021, da Embratel. Isso, claro, nas ligações entre cidades do Paraná e as demais da área da região a que pertence o Estado, o que inclui desde o Rio Grande do Sul até Brasília e adjacências. Nestes casos, a gente pode usar (em Londrina e Tamarana) o 043, escolhendo assim a operadora local. E também pode usar o 021, código da Embratel que atende o país inteiro. Para fora da nossa região (São Paulo, por exemplo), no momento só se pode usar o 021, ainda sem concorrência.
Conforme reportagem publicada domingo no jornal, ainda não há diferenças entre as tarifas. Mas, como disse o presidente da Sercomtel, prestigiar a operadora local é opção que estimula a atividade de uma empresa que está entre nós.
Tratamento para viciados em droga
Uma equipe de pesquisadores franceses descobriu uma molécula que, ao agir sobre um receptor do cérebro, compensa o efeito de necessidade imperiosa que sentem os cocainômanos, o que faz com que diminua o risco de uma recaída depois de uma cura de desintoxicação.
O farmacólogo Pierre Sokoloff, pesquisador do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica, cujos trabalhos foram publicados na revista científica Nature, adiantou que além da cocaína, a molécula em questão poderá ser utilizada na maior parte de drogas, heroína, álcool e até nicotina.
A molécula, batizada BP 897 e que os pesquisadores esperam transformar, num prazo de três anos, em remédio, já foi testada com êxito em ratos. Os primeiros testes com humanos vão começar no próximo semestre na França e em vários institutos de pesquisa americanos.
Esta é, sem dúvida, uma notícia fantástica. Pena que ainda vá demorar tanto para que se possa pensar em utilizar este tipo de remédio para ajudar aos dependentes de droga (inclusive cigarro e álcool). É fácil, para o não viciado, falar em força de vontade na luta contra as drogas. Todavia, é uma batalha terrível a que enfrentam os viciados. Se esta novidade produzir o resultado anunciado, será inegavelmente um avanço excepcional na luta que muitos travam contra as drogas em geral.





