Praça Londrina (Estélio Feldman)
Só trânsito - Sufoco
Arquivo FolhaDIFICULDADEApesar de todo o esforço, o trânsito londrinense continua difícilA Praça hoje é só com questões ligadas ao trânsito. Uma leitora ligou para falar sobre a situação da esquina da Rua Prefeito Hugo Cabral com Espírito Santo. Com os novos semáforos instalados em esquinas da Espírito Santo, a rua ficou mais movimentada. E, conforme a leitora, na esquina com a Hugo Cabral, que não tem semáforo, a situação ficou terrível. Tiraram o quebra-molas da esquina, para atender às determinações do atual Código, mas o que, como ela informou, deixou a situação complicada. Ela revelou que têm ocorrido constantes acidentes ali, nos últimos dias.
Mais grave ficou a situação dos pedestres. Como a leitora contou, há muitas senhoras que moram na região e que têm enorme dificuldade de atravessar a rua, por falta total de segurança.
Ela ligou para o Ippul e, como de hábito, foi informada que deve fazer um ofício para pedir providências. Afirmou que vai passar até abaixo-assinado entre os moradores, mas lamentou a burocracia.
Esta semana, então, possivelmente com o aumento do movimento decorrente do vestibular, os moradores não conseguiam dormir direito, porque a noite toda havia ruídos de freadas na esquina. Sei não, mas acredito que no fim desta história vai ser necessário instalar um semáforo naquela esquina também.
Multas
Uma leitora veio me procurar pessoalmente para se queixar de uma multa que recebeu em sua casa. Segundo o documento, ela teria feito uma conversão com sinal fechado.
A questão é a seguinte: ela está grávida, tem dirigido pouco, raramente passa pelo local em que foi feita a multa e tem certeza absoluta que no dia e horário indicados não poderia ter passado por lá. Acontece que a ocorrência foi assinalada pela manhã, horário em que a leitora (inclusive por causa de seu estado) estava em casa, ainda dormindo.
O problema é que quem é multado fica numa situação complicada porque diz que não estava no local, mas o agente que o multou vai dizer que estava. Palavra contra palavra, o que em direito complica tudo. O que se percebe porém, até porque esta não é a única queixa que recebo a respeito, é que este critério de multar sem avisar não funciona, se não é ilegal é absurdo. Ficam as dúvidas. O único modo de evitar discussões é o tradicional: parar o carro e multar na hora.
Multas deveriam existir para melhorar o trânsito, não para servir como um excelente meio de aumentar a arrecadação.
Desobediência
Quem vem pela JK, no rumo da Tiradentes, ao passar pela esquina com a Paranaguá, que agora tem semáforo, não pode virar à esquerda. É a solução correta, até porque para permitir conversões à esquerda seria necessário um semáforo de 3 tempos, o que pioraria o trânsito. O problema porém é que muita gente não obedece à restrição e o que se ve é motorista fazendo a conversão ilegal.
Na segunda-feira à noite, o motorista de um ônibus de outra cidade (estava escrito o nome da prefeitura, em destaque) fez a tal conversão ilegal. Complicou um pouco o trânsito, mostrou falta de educação e de respeito. E não se diga que é porque o motorista é de fora! Sinais de trânsito são iguais em todo o mundo. Ele fez a conversão ilegal porque quis, com mostras da irresponsabilidade que é marca do trânsito e que fica ainda pior em quem dirige ônibus.
Há dias, a TV mostrou cenas terríveis de um acidente em Belo Horizonte quando um ônibus mergulhou em um rio. Segundo testemunhas, o acidente ocorreu em virtude da irresponsabilidade do motorista. É uma situação mais que lamentável, é inaceitável.
Multa x segurança
No Rio de Janeiro, diante do aumento do número de crimes que ocorrem, em especial à noite, nos cruzamentos, as autoridades resolveram que os carros que passarem a partir das 22 horas com sinal vermelho não serão multados (lá eles têm radar que detecta a infração). A exigência é que os motoristas passem em velocidade moderada.
Não há dúvidas que o trânsito pode ficar mais perigoso, ainda. Mas é bem um reflexo da insegurança que, infelizmente, não é apenas um drama da chamada Cidade Maravilhosa. Assaltos e mortes têm ocorrido constantemente em alguns cruzamentos quando o motorista pára, por causa do sinal vermelho. Agora, cria-se a possibilidade de furar o vermelho em nome da segurança. É quase certo que isto ampliará o total dos acidentes.
A alternativa, naturalmente, seria o aumento e a melhoria no policiamento preventivo. Entretanto, diante das cenas que se vê de ocorrências no Rio, com a polícia agindo quase que tão violentamente quanto os criminosos, surgem dúvidas sobre se esta é a melhor solução. No momento, sem dúvida, não é. Entretanto, é certo que a evolução do conceito de cidadania faz com que se exija das autoridades uma ação eficiente e urgente capaz de melhorar o aparelho policial não apenas no Rio - onde o problema é sério mesmo - mas no País todo.





