Inimigos da concorrência
Arquivo/FolhaLiberdadePreço livre para a escolha do consumidor, esta é a lei da concorrênciaNotícia publicada no sábado, no Caderno de Economia, mostra que a briga contra quem vende combustível mais barato não acontece só aqui. A informação dava conta da atitude do dono de um posto, em Maringá, que foi à Polícia Federal para denunciar ameaças que vinha sofrendo por parte dos concorrentes porque estava vendendo combustível mais barato.
Inconcebível. O governo liberou os preços do álcool e da gasolina para que houvesse a boa, salutar e importante concorrência. Mas tem gente que não gosta disto, que quer fazer pressão, que insiste em explorar o consumidor. Em Maringá como aqui, o dono de posto tem o direito de fazer a saudável concorrência, oferecendo vantagens, entre as quais a do preço que é muito importante neste momento da economia.
O proprietário de posto tem de lutar pelo seu direito de concorrer. E o consumidor deve prestigiar a luta, procurando preços mais baixos. Em Londrina, como já contei, há postos vendendo álcool e gasolina a bons preços e o consumidor deve procurar os que oferecem melhores condições. A Praça vai continuar informando sempre que possível as ofertas mais em conta e também abre espaços para os que queiram vender mais barato caso sofram qualquer tipo de pressão feita pelos que não querem enfrentar a concorrência.

TV a cabo
A leitora Maria Amélia envia mensagem com sérias críticas à Net Londrina, a empresa de TV a cabo da cidade. A principal queixa é em relação à mensalidade que, no entendimento da leitora, é cara para a realidade brasileira. Para piorar, ‘‘há meses não há nenhum canal novo para tentar justificar o preço’’.
Dona Maria Amélia revela que paga, mensalmente, 90 centavos para receber a revista em casa e conta que, este mês, só a recebeu no dia 2, após ter ido duas vezes à empresa para tentar buscar uma (afinal, o assinante quer ter a publicação antes do mês começar). Ela também reclama da revista em si, com erros na programação, que dificultam a vida do assinante.
‘‘E não adianta nem ligar que ninguém sabe dizer porque os responsáveis sempre estão em reunião. Pelo menos as atendentes são educadas, mas são mal treinadas’’, assinala, completando assim seu desabafo: ‘‘A empresa deveria ao menos oferecer o mínimo de qualidade, transmitindo a programação e informando sobre ela para que possamos assisti-la sem passar raiva. O resto é pedir demais...’’

Mau cheiro
Recentemente, publiquei aqui reclamação de um leitor que mora no Patrimônio Espírito Santo, em relação ao abuso de um criador de porcos da localidade que estava contaminando o ar com o mau cheiro da sua atividade. Semana passada, o leitor ligou para contar que em seguida à publicação a situação melhorou. Mas que, com o passar dos dias, as coisas não só voltaram ao estágio anterior mas pioraram. O mau cheiro está ficando pior, provocando inclusive problemas de saúde para as pessoas, sem que se tenha qualquer esperança de mudança na situação.
Já foi o tempo em que coisas como estas podiam ser aceitáveis. Os responsáveis por atividades que possam provocar problemas para os outros (e o mau cheiro é uma destas coisas) não podem agir de modo irresponsável, impondo aos demais uma situação de desconforto. É lamentável que as pessoas não estejam encontrando apoio das autoridades para agir em defesa da coletividade. O problema dos moradores do Espírito Santo deveria merecer mais atenção dos responsáveis pelo bem-estar público.

Ouro perde o valor
O ouro ameaça converter-se numa simples matéria-prima, estimam os especialistas do setor em Londres. Desde o anúncio, em 7 de maio passado, do leilão de cerca de dois terços das reservas do Banco da Inglaterra, a onça do metal fino perdeu cerca de 40 dólares no mercado, atingindo níveis desconhecidos há 20 anos. Semana passada, a onça do ouro valia menos de 256 dólares, seu pior nível desde o verão de 1979.
‘‘Do ponto de vista de sua posição enquanto ativo, o ouro está se convertendo numa simples matéria-prima e as implicações dessa mudança não são boas para seu preço’’, estimou Tony Warwick-Ching, consultor da Virtual Gold de Londres. ‘‘É como a prata, que se converteu há alguns anos numa matéria-prima especulativa depois de ter sido um metal com valor monetário’’, explica o especialista da Virtual Gold.
No momento, o ouro conserva ainda seu valor monetário, mas o programa de leilões do Banco da Inglaterra, em nome do Tesouro Público Britânico, que prevê vender em vários anos os dois terços de suas reservas em ouro, ou seja 415 toneladas de um total de 715, acentuou o desapego dos investidores por este metal.
Por seu lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá se decidir a vender até 10% de suas reservas em ouro para financiar a flexibilização da dívida dos países pobres.

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