Praça Londrina (Estélio Feldman)
Automação aumenta
Arquivo FolhaINSEGURANÇABanco 24 horas facilita a vida do usuário mas é também perigosoOs estabelecimentos bancários estão se tornando cada vez mais automatizados, oferecendo um número crescente de serviços, nos caixas eletrônicos. Hoje, o cliente não apenas saca dinheiro ou faz consultas mas também pode depositar, tanto cheque quanto dinheiro, e até pagar contas. Com isso as coisas ficam mais fáceis para o cliente. Mas é certo que há o outro lado: reduz-se a oferta de trabalho. E uma consequência adicional: o usuário tem de se aperfeiçoar para operar as máquinas. Não são complicadas, mas tem gente que enfrenta dificuldades para a operação.
Outro fator preocupante é o da segurança. Já houve casos de assaltos dentro de caixas eletrônicos. Pior é a situação dos que ficam fora dos bancos. Para o usuário existe sempre o perigo de uma abordagem criminosa quando vai fazer alguma operação.
Isso traz de volta, sempre, uma das preocupações fundamentais nos últimos tempos, em Londrina: a insegurança. No caso dos caixas eletrônicos, considera-se que a responsabilidade maior é dos bancos. Mas no que se refere aos chamados bancos 24 horas, instalados em pontos diversos (há, inclusive, dois, totalmente a céu aberto, no Calçadão), a coisa fica mais complicada. Aparentemente, em tais casos, o que se faz necessário é uma presença bem concreta do policiamento preventivo.
Perigo
Um leitor veio contar que ontem, passando diante do Museu, a antiga estação ferroviária, viu alguns homens no telhado da edificação. Havia algumas telhas soltas, ele informou, o que dava a impressão de que os homens estariam realizando algum tipo de trabalho ali. O que motivou o leitor a vir até aqui foi ter observado que os homens não estavam usando qualquer tipo de proteção para o trabalho. Nem capacetes, nem cordas, nada. Em qualquer telhado, ele ponderou, já é perigoso. Mas naquele local a situação ainda pode ser pior porque o telhado é mais inclinado que o normal.
Londrina, como o Brasil, tem um elevado índice de acidentes de trabalho. Ferimentos e até mortes que poderiam ser evitados caso fossem seguidas as mais simples medidas de segurança no trabalho. Tem trabalhador que, até porque precisa do serviço, não exige o atendimento às normas de segurança. Mas pode acabar sendo vítima desta irresponsabilidade, ferindo-se, ficando inválido ou até morrendo. Pior é que situações assim não podem ser consideradas acidentais, representando isso sim uma lamentável falta de cuidado.
Vôlei
A leitora Aline Batista de Araújo escreve para agradecer a divulgação de sua carta anterior, em que pede apoio à equipe de vôlei feminino de Londrina, ao tempo em que manifesta satisfação por ter sabido que o apelo deu certo e que o time de seu coração vai continuar disputando a Liga Nacional.
Aline comenta também o time de basquete masculino, ponderando entender que ambos os esportes precisam merecer o apoio das autoridades, assim como já tem o do público. Entende, porém, que as empresas também poderiam dar maior suporte ao esporte amador, que oferece, sem dúvida, grande retorno.
A jovem entusiasta informa que já está juntando dinheiro para poder acompanhar as partidas da equipe local durante o certame da Liga Nacional e conclama outros para fazer o mesmo: quer ver ginásios cheios, tanto no vôlei quanto no basquete, com gente torcendo, vibrando, empurrando os times da casa para que obtenham resultados melhores. Aline insiste na questão da vibração. Se depender dela, não vai faltar animação nos jogos da equipe feminina de vôlei londrinense.
Mundo ameaçado
O mundo não tem defesa contra o risco de que armas de destruição em massa caiam nas mãos de terroristas, segundo conclusão de um comitê do governo dos Estados Unidos presidido pelo ex-diretor da CIA John Deutch. Depois de um ano e meio de investigações, os especialistas do comitê chegaram à conclusão que a superpotência americana não está em condições de deter um ataque com armas químicas ou biológicas nem de impedir a proliferação de armas nucleares. O governo americano não está organizado para combater a ameaça com eficácia, afirmam Deutch e seus colaboradores em relatório enviado à Casa Branca.
A comissão levou em consideração alguns cenários. Por exemplo, que um cientista russo frustrado venda ao Irã o material necessário para a construção de armas nucleares, ou que uma seita de fanáticos espalhe o mortal gás antrax entre a multidão numa estação de metrô. Nada disso ainda ocorreu - adverte a comissão -, mas poderia ocorrer.
De 1992 até hoje, já foram registrados pelo menos sete furtos de urânio enriquecido para a produção de armas nucleares. O governo russo não está sequer em condições de informar quanto material nuclear existe em seus depósitos. Outros sinais de alarme vêm da Coréia do Norte, país em condições de produzir armas nucleares, e da China, que exporta seus mísseis para vários pontos do mundo.





