Segurança, uma questão prioritária
Arquivo FolhaFÁCILSimples presença de policiais nas ruas melhora a segurança na cidadeA presença de policiais militares, na semana passada, à noite, andando pela região da JK, proximidades do Canadá Country Club, provocou até espanto de algumas pessoas. Nos últimos tempos, a reclamação sobre a falta de segurança pela cidade tem aumentado muito. E é fora de dúvida que isso decorre, principalmente, da falta de um policiamento preventivo real, na cidade. A simples passagem de viaturas pelas ruas, a presença de membros da PM em pontos estratégicos, só isto melhora a situação porque os marginais não são heróis: eles agem dentro do que se poderia chamar de ‘margem de segurança’. Se tem polícia na área, eles preferem operar em outro canto.
E o que a gente tem de exigir é precisamente isso: policiamento ostensivo e presente nas ruas da cidade, de dia e de noite. As autoridades costumam falar sobre a falta de recursos para oferecer isso, mas o argumento é inaceitável. Segurança é obrigação real do governo do Estado. Fala-se tanto, com razão, que as pessoas não devem andar armadas, que isso não melhora a situação. Mas os marginais usam armas e não são detidos por qualquer limitação ética ou moral.
A população depende da polícia. E tem o direito de exigir. Um efetivo trabalho de segurança é uma questão de vontade política do governo. Esta é condição básica para a própria vida em sociedade.



Mulheres
As mulheres estão evidenciando, conforme percebo pela experiência, maior senso de cidadania. O maior volume de queixas recebido aqui é feito pelas mulheres. Mas não é só isso. Algumas me revelam que os maridos tentam contê-las neste afã de reclamar. Um amigo me disse que precisa ‘segurar’ a esposa porque senão ela reclama todo dia para a Praça. E uma senhora contou o mesmo, dizendo que só não faz mais reclamações porque o marido não concorda.
Parece que os homens são mais adeptos da filosofia do ‘deixa quieto’, que sem dúvida é a pior alternativa diante de qualquer situação. O senso da cidadania se revela precisamente pela reclamação constante e contínua diante de abusos, de falhas, de falta de respeito diante das coisas básicas da vida.
Atualmente, o brasileiro já reclama muito mais que no passado. O reflexo disso é a melhoria de condições em muitos setores da vida. O consumidor que o diga. Reclamando ele conquista espaço e faz valer seus direitos.
O negócio é reclamar, cobrar, exigir, coisa que as mulheres estão aprendendo mais rápido que os homens.

Economia
‘Você queima dinheiro? Você rasga dinheiro? Você moe dinheiro?’ São perguntas feitas em uma interessante campanha que o pessoal da ‘Casseta’ apresenta pela TV em relação à economia de energia elétrica. Simples e objetiva, mostrando que o desperdício que fazemos com lâmpadas acesas, aparelhos ligados, falta de atenção em relação ao consumo representam gasto que poderia ser evitado.
Evitar o desperdício, em muitos casos, é apenas uma questão de hábito. Infelizmente, temos o vício de não cuidar destas pequenas coisas, desperdiçamos energia, água, comida.
Pena é que as autoridades não ajudam mesmo. Em relação à energia elétrica, por exemplo: as lâmpadas que estão à venda, atualmente, são menos duráveis que as de 127 volts, que não se fabricam mais. Creio que junto com a economia em casa, seria interessante insistir neste outro campo, exigir que as lâmpadas que nos vendem durem mais, reclamar garantia.
Economizar, hoje, evitar o desperdício, deve ser uma forma de atitude permanente de cada um, um meio para enfrentar as dificuldades do cotidiano.

Ameaças à vida
Especialistas em saúde e ambiente pediram aos parlamentares do mundo que considerem o impacto da alta densidade populacional e a escassez de água sobre a propagação de doenças. ‘‘Os riscos de contágio de enfermidades são maiores nos lugares onde a água é escassa, as instituições são débeis e a população cresce de forma acelerada’’, indicou Robert Engelman, diretor do Programa de População e Ambiente de Ação Popular Internacional, um grupo de Washington.
A advertência foi feita após a publicação de um informe da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o qual as doenças infecciosas como a malária, a AIDS, a diarréia e a tuberculose são causas principais da morte de crianças e jovens. A crescente resistência aos antibióticos, as novas doenças e um grande aumento das populações urbanas em todo o planeta são alguns dos motivos possíveis da perda de controle sobre estas doenças, sustenta a OMS. Mais de 20% das infecções mortais, entre as quais se encontram o cólera e a febre tifóide, são transmitidas através da água, dos alimentos e do solo. A água serve como veículo para a bactéria do cólera e para muitas outras, disse Mary Wilson, professora da Faculdade de Medicina e Saúde Pública de Harvard. ‘‘A escassez de água, a acumulação de pessoas e a precariedade dos sistemas sanitários causam um aumento das infecções transmissíveis pela água’’, explicou.

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