Praça Londrina (Estélio Feldman)
Caçambas que incomodam
Arquivo/FolhaTranstornoCaçambas em local de estacionamento provocam dificuldades para o trânsitoInegavelmente, as caçambas que aparecem em várias partes da cidade têm muita utilidade. Evitam que o entulho que recolhem fique jogado pelas ruas. Também servem, curiosamente, para revelar outro fato importante: indicam que a cidade não pára, que há construções e reformas, o que é bom.
Todavia, elas também incomodam e muito. Colocadas na rua, ao lado das calçadas, atrapalham o trânsito e muitas vezes dificultam o estacionamento que já é, sem elas, um desafio. Postas nas calçadas, criam problemas para os pedestres. Encontrar o ponto adequado é uma tarefa complicada. Não deve haver dúvidas, porém, que os que as utilizam são responsáveis e precisam tomar o maior cuidado para, pelo menos, minimizar o transtorno.
Aqui, como em quase tudo, vale não apenas o senso comum mas o respeito que se deve ter na convivência social. Os que usam as caçambas, os que as instalam, têm de tomar cuidado e reduzir ao máximo o transtorno para os outros. Isto é norma de convivência, um verdadeiro atestado de cidadania. E, como muitas vezes, envolve o trânsito, que é tão complicado, é exigível uma atitude ainda mais responsável por parte dos que precisam delas para reformas ou construções.
O modo como são colocadas, a forma para instalá-las, atestam sem dúvida a civilidade dos que as usam.
Higienópolis
Por dois dias seguidos, a Avenida Higienópolis é destaque nesta Praça. Ontem foi a denúncia sobre um lixão que está sendo formado - se é que este pode ser o termo correto - do lado do McDonalds, quase na esquina com a Alagoas. Hoje, é a reclamação de um leitor sobre a construção de uma calçada, entre a Espírito Santo e a Goiás. Os responsáveis pela obra estão pavimentando toda a calçada, tendo, diante dela, uma caçamba, que fica na rua. Resultado: os pedestres têm que passar pelo meio da rua, situação tornada ainda mais complicada por causa da caçamba. Um verdadeiro risco para os pedestres que, como de hábito, não sabem a quem reclamar.
O leitor que reclamou, perguntou: será que alguém autorizou a obra? Não parece provável. Tem gente que faz o que quer, sem perguntar a ninguém. Se isto acontece internamente, sem provocar problemas para os outros, ninguém tem nada a dizer. Mas quando incomoda muita gente, então a coisa muda. No caso apresentado, existe uma situação real que cria desconforto e até perigo para os pedestres, o que torna natural a a exigência de uma ação dos responsáveis.
Lições da crise
A crise deflagrada pela mudança no DDD, que provocou um verdadeiro cataclismo nacional, pode também servir como lição para os usuários, em especial para as pessoas comuns. Sem dúvida, o problema surgido criou dificuldades e deu prejuízo a muita gente. E não vale dizer que no passado era pior. O que importa é que existia, até o dia 3, uma situação boa nas comunicações e, depois disto, veio a confusão. Reclamar a imediata volta ao estágio anterior, no mínimo, é justo.
Mas, para o usuário comum, fica uma lição: tem gente que usa o telefone sem pensar muito. Fica horas falando, inclusive no DDD, sem sequer pensar que isto custa dinheiro. Com as dificuldades para as ligações, a solução para quem não tinha emergência ou negócio a resolver foi ficar sem fazer DDD. Acabou fazendo economia. E pode perceber que isto não provocou maiores dificuldades.
A questão é uma: precisamos aprender a usar bem os serviços públicos, telefone, água, energia. Gastamos demais, quase por hábito. Podemos reduzir despesas, apenas com um pouco mais de cuidado.
Aquecimento ameaça vida
O reaquecimento do planeta já está afetando os oceanos, os bancos de corais, a existência dos ursos polares e das populações litorâneas, segundo resultados de um estudo publicado pela organização Wild Word Found (WWF) junto com o Instituto de Conservação do Ecossistema (MCBI). As emissões causadoras do efeito estufa estão modificando o clima da Terra a um ritmo sem precedente. A temperatura do planeta aumentou um grau Celsius no transcorrer deste século e deverá aumentar mais três graus no próximo, segundo as últimas previsões.
Os bancos de coral, um dos mais belos ecossistemas submarinos, são muito sensíveis a qualquer mudança de temperatura, que mata as algas que os nutrem e colorem. Durante o último fenômeno climático El Niño, de 1997/1998, particularmente intenso, mais de 90% dos bancos de coral de algumas regiões do oceano Índico morreram.
Mas as regiões polares são mais vulneráveis ao reaqueciamento do clima, destaca o estudo. À medida que os gelos polares se fundem, os ursos polares e os pássaros marinhos, que se alimentam nestas zonas, desaparecem. O plâncton vegetal e animal, base da cadeia alimentar, também desaparece devido à diminuição de elementos nutritivos presentes na água o que reduz a quantidade de comida disponível.





