Valeta misteriosa
O sr. Décio liga para cá a fim de falar sobre uma valeta que ‘surgiu’ na Rua Professor João Cândido, próximo da Rua Andirá. Contou que trafegava por lá e quase acabou com o carro ao deparar com a valeta. Conseguiu dominar o veículo, mas ficou o susto. Revelou que um motoqueiro não teve a mesma sorte, quase caiu, em função da valeta.
Como cidadão cumpridor de seus deveres, o sr. Décio ligou para ‘as autoridades’. No telefone que se dá para atender questões dos semáforos, foi informado que o buraco não era deles. Ligou para a Comurb que também passou o problema adiante. Então ligou para a Secretaria de Obras, sendo que um senhor Jorge, depois de dizer que o buraco não era deles, perguntou se a valeta era para águas pluviais ou para esgoto. O leitor respondeu informando não ter intimidade com o buraco e resolveu desistir de procurar socorro oficial. Mas lamentou a falta de atenção por parte de quem, mesmo sem ser dono do buraco, deveria, segundo entende, se preocupar com os problemas da cidade.
Aquele, infelizmente, não é o único buraco no asfalto das ruas da cidade. Há outros, em vários pontos, dos mais diferentes tamanhos, todos porém aparentemente órfãos: surgem não se sabe como, raramente há algum sinal de alerta, criam mais perigo em um trânsito já inseguro, e ninguém revela a quem procurar para eliminá-los.



Mudanças
Finalmente, entrou em operação o semáforo da esquina da JK com Paranaguá, mais que necessário depois da desativação da lombada eletrônica. Junto com o semáforo, também foram implantadas modificações na direção do trânsito. A Rua Paranaguá passou a ter mão única da JK para o lago, o que completa a direção da artéria. A Montese passou a ter mão única do colégio José de Anchieta para a JK. E foi proibida a conversão à esquerda de quem desce a JK, no sentido da Paranaguá. Foi uma idéia melhor do que o eventual estabelecimento de um semáforo de 3 tempos. Quem precisa converter para a Paranaguá pode usar uma série de opções, sem atrapalhar o trânsito na avenida.
Falta agora, para aquela região pelo menos, o reclamado semáforo da esquina da Paranaguá com Humaitá, para dar mais segurança principalmente às crianças que passam por lá a caminho (ou de volta) do Colégio José de Anchieta.
- A propósito de semáforos, o leitor José Luis liga para pedir um na Leste-Oeste com Rua Natal onde, afirma, os acidentes têm sido constantes.

Interurbano
Sem pretender justificar as operadoras (afinal, a Embratel, principalmente, deveria estar preparada para a grande mudança no DDD) é indiscutível que boa parte dos problemas resultantes da alteração na forma de discar para ligações interurbanas decorre de falhas humanas. Por mais que se tenha orientado o usuário, não é difícil notar que o aprendizado em relação a novidades é sempre complicado.
O sistema telefônico leva em conta médias. Se todas as pessoas que tem telefones resolverem usar o aparelho no mesmo momento, o congestionamento nas centrais será inevitável. As centrais estão programadas para atender à média. No caso dos interurbanos, a mesma coisa. Muita gente ligando, congestiona. E com discagem (ou uso de teclas) errada, torna impossível a ligação e aumenta o fluxo.
A Anatel pode, claro, multar as operadoras. E deve, sem dúvida, ressarcir quem teve prejuízo. Mas na medida em que o usuário se habituar com o novo sistema, discando (ou teclando) corretamente, sem dúvida o problema vai acabar.

Transplantes e mortalidade
A mortalidade ainda é alta em doentes submetidos a transplante de médula óssea para tratar diferentes formas de leucemia, mesmo quando conseguiram se curar, informa um estudo publicado na semana passada no New England Journal of Medicine (NEJM), de Boston.
Nos pacientes que receberam transplante porque sofriam de leucemia ou anemia grave e que não registraram recaídas dois anos depois da intervenção, ‘‘provavelmente a enfermidade desapareceu’’, destacam os pesquisadores.
‘‘No entanto, durante vários anos após o transplante, a mortalidade entre esses pacientes é mais significativa que a observada no restante da população’’, afirmam.
Assim, as possibilidades de sobrevivência nos próximos cinco anos ‘‘entre os pacientes que ficaram livres da doença dois anos após o transplante são de 89%’’, explica o professor Gerard Socie, do serviço de hematologia do hospital Saint Louis de Paris.
Para o estudo, foram acompanhados 6.700 doentes submetidos a transplantes e que dois anos depois não mostravam sinais da infecção.
Em editorial, o dr. Donnall Thomas, do centro de pesquisas sobre o câncer Fred Hutchinson de Seattle, estado de Washington, indica que a taxa de mortalidade prossegue elevada entre esses pacientes.

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