Praça Londrina (Estélio Feldman)
Prejuízos da chuva
Arquivo FolhaVendedores de rua conseguem o sustento de modo honesto e merecem respeitoA chuva é boa e necessária. Todavia, também provoca prejuízos e dificuldades. Atualmente, nesta fase em que o emprego está difícil, um número cada vez maior de pessoas encontra na venda nas ruas, desde os sanduíches aos importados, passando pelas bijuterias feitas por artesãos, o meio de vida.
Houve uma época em que eram dirigidas, neste espaço, críticas aos vendedores de rua. Mas as coisas mudaram. Para eles é importante o espaço que usam e seria até desumano criticá-los ou reclamar ação contra eles. Estão ganhando a vida.
A chuva atrapalha a vida de todos eles. E como eles não têm carteira assinada ou qualquer tipo de garantia, só ganhando quando trabalham, olham para o céu preocupados. A chuva continuou neste começo de semana e os tirou do trabalho.
É uma situação complicada, até porque não há como questionar uma situação natural. O negócio é esperar que o tempo melhore e que eles possam voltar ao seu trabalho.
Importante, também, é aproveitar o momento para destacar a importância, para eles e os que deles dependem, de seu trabalho, evitando movimentos para tirá-los de onde se encontram. Vamos deixá-los trabalhar (cuidando apenas na questão da higiene), sem pressões.
Trânsito
O sr. Hamilton ligou para fazer duas reclamações. A primeira sobre a situação da esquina da Avenida Celso Garcia Cid com a Rua Norman Prochet. Informa ele que quem vem, de carro, pela segunda artéria, a fim de entrar na avenida, não tem visibilidade. Diz ele que a sinalização é deficiente e que há um estacionamento sem controle ali, que dificulta ainda mais a situação. E, naturalmente, por causa disto ocorrem muitos acidentes ali.
A segunda reclamação é uma consequência da primeira. Ele revelou que já fez várias ligações para a Comurb, pedindo que enviassem algum especialista para o local a fim de verificar o que acontece e propor providências. Foi informado que para ser atendido precisava encaminhar um ofício à autarquia, que a reclamação verbal pura e simples não valia nada.
Então, em vez de um ofício, que o sr. Hamilton considera mais um entrave burocrático, ele preferiu procurar o jornal, pedindo que a situação fosse divulgada para ver se com isto a autoridade competente adota algum tipo de providência. O leitor acredita que a publicação da reclamação pode substituir o ofício.
DDD
Diante da avalanche desencadeada pela Embratel, insistindo em gravar o 021 - com o que contou com a excepcional participação da Ana Paula Arósio - a impressão era a de que tudo iria funcionar tranquilamente na mudança do DDD, a partir do último dia 3. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. Congestionamentos e confusões. E toda a divulgação chegou até a gerar dúvidas entre os mais simples. Teve gente que queria saber como é que deveria fazer ligações urbanas, pensando que também teria de usar novos códigos.
Mudança é assim mesmo. Os técnicos preparam tudo mas como a gente sabe que na prática a teoria é outra, na hora há dificuldades. E só em alguns dias é que as coisas vão voltar ao normal.
Naturalmente há o desconforto destes primeiros tempos e as pessoas reclamam mesmo, inclusive porque os problemas geram prejuízos. Não adianta dizer que há 30 anos a situação era pior. Entretanto, uma coisa que se pode fazer é evitar interurbanos desnecessários. Desde sábado, muita gente tentou fazer DDD só para inaugurar o novo sistema.
Homens e mulheres no século 21
Um fórum internacional para analisar o que será das relações entre homens e mulheres no século 21 através do gênero, amor e poder no novo milênio, ocorrerá em Lima entre 5 e 7 de novembro próximo. Entre os principais expositores estará a prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú, o filósofo Giles Lipovetsky, a psicanalista Julia Kristeva, o escritor Alfredo Bryce Echenique, os ensaístas José Antonio Marina, Margarita Riviére e Moisés Naim, junto a outras personalidades.
Mulheres e homens no século 21 reunirá a líderes da política o pensamento social e humanista, a economia e as finanças, as artes e as comunicações para abordar as perguntas mais relevantes na sociedade do futuro marcada pela emergência feminina, disse Sonia Goldenberg, que lidera o comitê organizador.
A especialista destacou a importância da mulher na sociedade na última década e destacou que das 34 mulheres que foram presidentes ou chefes de Estado no século atual, 26 exerceram seus mandatos na década de 90.
Nenhuma transformação social foi tão rápida e profunda quanto a emancipação da mulher na segunda metade do século, explicou para depois se perguntar se esta dinâmica não torna previsível uma transformação ainda mais radical na relação entre os sexos, tanto na intimidade quanto nas várias esferas da vida pública no futuro próximo.





