Arquivo/FolhaSincronizaçãoSemáforos sincronizados facilitam o fluxo nas artérias mais movimentadasSemáforos sincronizados
Leitores insistem em reclamar da falta de sincronização dos semáforos, em Londrina, ponderando que se isto acontecesse o trânsito poderia fluir de modo mais fácil. Sincronização, como se sabe, é o sistema pelo qual os semáforos vão abrindo ao longo da rua em tal ordem que um veículo, circulando em velocidade constante (cerca de 40 quilômetros horários) vai encontrar todos abertos.
Um leitor revelou que, pelo menos nos últimos dias, percebeu que isto parecia estar acontecendo nos 3 semáforos seguidos que existem na rua Souza Naves, afirmando que isto de fato melhorou o fluxo de trânsito por ali.
Com a tecnologia disponível atualmente é possível de fato haver este tal sincronismo, pelo menos em muitas artérias. Fica mais difícil nas avenidas de mão dupla e nas ruas com semáforos de 3 tempos. A propósito, tem muita gente que pondera que a simples eliminação do semáforo de 3 tempos também ajudaria na melhoria do trânsito. Seria preciso, porém, reeducar motoristas, acabando com as conversões à esquerda.
Como, porém, ainda não se concluiu o trabalho de colocação de sinalização devido ao fim das lombadas eletrônicas, é melhor esperar que esta fase seja terminada para reclamar novas medidas que aliviem o fluxo do trânsito na cidade.



Emprego
O desemprego é, sem dúvida, o maior dos problemas para grande parte da população. Entretanto, um pequeno empresário londrinense comentava que uma das suas maiores dificuldades era a de encontrar empregados. A questão é simples: existem muitos desempregados, mas faltam trabalhadores habilitados. Para a indústria dirigida pelo citado empresário era necessária certa habilitação, difícil de encontrar.
Isto significa que está certa a ação que se realiza visando melhorar as condições dos trabalhadores. É fora de dúvida que será cada vez mais difícil ao trabalhador não habilitado encontrar colocação. Logo, é vital que haja mais preparação, que sejam oferecidas condições para que as pessoas tenham possibilidades de enfrentar um mercado que existe mas que reclama preparação cada vez maior.
Não apenas é importante que sejam oferecidos cursos que ofereçam habilitação específica aos trabalhadores que estão no mercado, mas é necessário que as escolas também mudem um pouco, dando maior ênfase à preparação para a vida. Diploma de primeiro ou segundo grau, hoje, pouca coisa oferece em termos de contribuição para o estudante que precisa entrar no mercado de trabalho.

Faixas de segurança
As faixas de segurança, nas ruas, ganharam importância com o atual Código de Trânsito. Há até a ameaça de multas para os pedestres que atravessarem as ruas fora delas. Mas um leitor pergunta: qual é a vantagem da faixa de segurança em uma rua sem semáforo? E cita, especificamente, a esquina diante do jornal, entre Rio de Janeiro e Piauí, com várias faixas de segurança, sem semáforo. Na verdade, não parece necessário um semáforo ali, até porque, com o Zerinho, não há cruzamento de carros. Mas é ponderável a observação porque, principalmente para os que atravessam pela Piauí, a situação é sempre assustadora. O pedestre está na faixa, mas sabe-se lá se o motorista que vem pela Rio de Janeiro e vai virar para entrar na Piauí terá cuidado ou atenção a fim de não atropelar algum passante mais ou menos distraído.
O pior, porém, são as ruas que sequer têm faixa de segurança. Quer dizer, a lei exige que o pedestre atravesse na faixa. Se não tem, vai fazer o quê? Andar alguns quarteirões? Dificilmente. Atravessará correndo perigo. O mais sério é que não se sabe de qualquer iniciativa a respeito de medidas, como o estabelecimento de faixas de segurança para melhorar a vida dos pedestres.

Tortura e crimes no Brasil
O Brasil entrou com destaque no relatório anual da Anistia Internacional sobre tortura, maus-tratos e assassinatos cometidos pela polícia e por grupos armados na América Latina. A organização diz ter recebido informes de violações deste tipo procedentes da Argentina, Belice, Bolívia, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Paraguai e Venezuela. Entre estes países, a AI menciona que no Brasil a polícia e os esquadrões da morte vinculados às forças de segurança mataram centenas de pessoas, enquanto a maioria dos responsáveis por estas mortes continua em liberdade.
No Haiti, pelo menos 24 pessoas morreram por disparos da polícia em circunstâncias pouco claras, e três morreram enquanto estavam sob custódia. No México, o relator especial da ONU sobre a tortura chegou à conclusão de que a tortura e os maus-tratos eram práticas frequentes em muitas partes do país. Na Colômbia, embora o novo governo e os grupos armados de oposição acertassem conversações de paz, o conflito prossegue devastando a maior parte do país.
A Anistia assinala igualmente que as condições carcerárias continuam sendo extremamente duras em toda a região, especialmente em países como Brasil, Colômbia, Cuba, Jamaica, Peru, Trinidad-Tobago, Estados Unidos e Venezuela.

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