Arquivo/FolhaFim de festaFestas como as que a torcida fez nos jogos contra o Mackenzie podem acabar


Esporte em baixa
Primeiro foi o vôlei feminino: termina hoje o prazo e é quase certo que o vôlei de Londrina vai ficar de fora da Liga Nacional. Motivo, falta de apoio. Agora é a vez do basquete, que fez sucesso nos últimos anos, lotou o Moringão, deu enorme destaque a Londrina, chegou por duas vezes ao turno decisivo e que corre agora atrás de apoio para continuar com destaque na disputa nacional.
É uma coisa quase histórica, em Londrina: o esporte não tem o apoio que merece, embora também ajude a divulgar a cidade. Há algumas semanas, os dois times de futebol profissional da cidade conseguiram sucesso na Segunda Divisão e vão jogar na divisão principal o ano que vem. O Londrina vai além, disputa a segundona nacional. Mas ambos se ressentem da falta de apoio.
O basquete segue pelo mesmo caminho, como já está acontecendo com o vôlei. Mais grave ainda é sentir que isto é reflexo não apenas de uma falta de visão local como também de desinteresse estadual. O Paraná anuncia muita coisa para o esporte, mas parece que tudo fica na região da capital. O interior continua sem apoio, como se percebe com o vôlei masculino em Maringá, o feminino em Londrina e, agora, também o basquete. Infelizmente, esta situação também reflete a falta de vontade do empresariado local em apoiar iniciativas que, além de tudo, dão excelente retorno.

Combustíveis
Se o Omo pode custar preços diferentes nos supermercados, por que a gasolina e o álcool não podem? A pergunta foi formulada ontem pela leitora Louris Cechinni, colaboradora constante da Praça, que se mostra preocupada com as reuniões que os donos de postos de combustíveis vêm mantendo com a Promotoria de Direito do Consumidor, para atingir um ‘consenso’ sobre os preços. No entendimento da leitora esta história de ‘consenso’ tem toda a cara de cartelização, com o estabelecimento de preços altos, visando combater a concorrência que tem se mostrado muito boa, para o consumidor.
Esta questão dos preços dos combustíveis tem sido tema para muitas discussões em Londrina. Mas é bom observar que a situação existente é boa para o consumidor, melhor que a percebida em muitas outras cidades do País. Claro, tem havido também denúncias sobre adulteração nos produtos e até de sonegação fiscal. Todavia, como se viu recentemente, é possível (e exigível) uma fiscalização para evitar a adulteração. Também é válida a ação contra a sonegação. Só não parece admissível um movimento conjunto dos postos querendo impor preços. Vale lembrar que o governo acabou com o controle de preços, para estimular a concorrência.

Chuva e bueiros
A mulher parada na ilha, na esquina da JK com Souza Naves, ontem pela manhã, tomou um banho inesperado: o carro passou por ali e jogou água contra ela. Não foi culpa do motorista. O que aconteceu é que estava chovendo, havia um bueiro entupido, a água se acumulou e o carro passando provocou o drama.
A culpa, sem dúvida, é das autoridades responsáveis que não cuidam dos bueiros da cidade. Pode-se, também, colocar um pouco de responsabilidade sobre muitos cidadãos que usam bueiros como depósito de lixo. Todavia, quem tem a obrigação mesmo de cuidar do assunto é a prefeitura. E não se pode sequer dizer que é impossível evitar porque acontece quando há chuva forte. É preciso lembrar que existem muitos bueiros entupidos pela cidade, são pontos conhecidos dos moradores que, com frequência, ligam para o jornal a fim de pedir providências, mesmo quando não chove. E se houvesse o chamado trabalho preventivo, quer dizer, a limpeza durante a estiagem, seguramente quando viesse a chuva a situação seria diferente, as pessoas não seriam molhadas pela água da chuva jogada pelos carros.
Cuidar da manutenção dos bueiros constitui uma tarefa necessária para garantir a limpeza da cidade. Duro é que isto tem de ser repetido constantemente.

Crise e livros
As vendas de livros de auto-ajuda, desde os que dão dicas de como investir seu dinheiro até os que apontam os caminhos da paz e da serenidade, praticamente dobraram em apenas um ano: passaram de 1,1 milhão para 2,1 milhões de exemplares de 1997 para 1998, apesar de o número de títulos lançados no período ter diminuído de 551 para 527. A explicação resume-se a uma única palavra, bem conhecida do brasileiro: crise. ‘‘Desemprego, recessão e boatos fazem crescer as vendas de livros de auto-ajuda’’, afirma o vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), José Henrique Grossi, que é também diretor de marketing da Editora Best Seller.
Se comparados com os romances, por exemplo, os livros de auto-ajuda estão no lado oposto de uma gangorra e vendem mais à proporção que diminui a procura pela literatura tradicional. ‘‘Com a situação econômica estável, as vendas de romances tendem a subir’’, diz Grossi. ‘‘Já em momentos de crise, o leitor pára um pouco de sonhar, põe os pés no chão e procura as obras que ensinam a melhorar sua vida’’. A Editora Best Seller, por exemplo, divide dessa forma seus lançamentos: 50% são de auto-ajuda, 30% de administração e 20% são romances.
Em cinco anos, as vendas de livros de auto-ajuda aumentaram cinco vezes no País.

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