Praça Londrina (Estélio Feldman)
Arquivo/FolhaResgateBem situada, na área central, a Praça Rocha Pombo merece ser resgatadaPraça abandonada
Nos anos 50, a Praça Rocha Pombo era uma espécie de cartão de entrada de Londrina. Situada entre as antigas estações Rodoviária e Ferroviária, era a primeira visão local, principalmente para quem chegava de trem. No caso da Rodoviária, como ficava aos fundos, os que chegavam quase não a viam. Mas muitos aproveitavam o tempo de espera para viajar ou para aguardar a chegada de um ônibus e passeavam por lá. Era aprazível, encantadora.
Depois, a Ferroviária deixou de carregar gente, acabou quase esquecida. Com a transferência da linha ferroviária, deixou até de ser estação de trem. Felizmente, converteu-se em Museu, guardando a História de Londrina. Do outro lado, a Rodoviária também acabou desativada, igualmente convertendo-se em um tipo de Museu.
Londrina não perdeu estes dois verdadeiros marcos de sua História, mas a Praça Rocha Pombo foi se deteriorando. Recentemente, a Praça foi até tema de ação policial, com denúncias sobre a presença ostensiva de prostitutas. E, segundo testemunho de leitores, a situação está piorando. Talvez fosse o caso de a prefeitura dar mais atenção à praça ou de alguma empresa adotá-la, revitalizando-a e fazendo que ela volte à sua antiga beleza.
Grávidas
Uma senhora grávida, que entrou na fila da agência do Banco do Brasil instalada na avenida Bandeirantes, perto da Duque de Caxias, foi surpreendida com o alerta: a fila só se destinava a grávidas com mais de 5 meses de gestação. Era o caso da leitora brigar porque a barriga não dava a impressão de que ela estaria na faixa determinada. Assim, pelo visto, as grávidas agora (pelo menos naquela agência) vão ter de levar atestado médico para poder entrar na fila especial, destinada a elas, aos idosos e aos deficientes.
A propósito, continua também a discussão porque existe pouca fila para muitos interessados. Um único caixa para atender idosos, deficientes e grávidas em um banco que tenha muito movimento acaba criando uma situação curiosa: os que deveriam merecer tratamento especial acabam enfrentando filas tão grandes quanto as destinadas aos clientes sem preferência.
É bom não esquecer que está aumentando o total dos idosos, entre nós, o que significa que este tipo de tratamento preferencial que se quer (e se deve) dar a eles precisa levar em conta isto, o que exige mais oferta de espaço. Quanto às grávidas, felizmente, também o seu número continua alto, o que garante o crescimento da população.
Interurbano
No tempo do telefone semi-automático (com telefonista perguntando número, faz favor) o usuário precisava decorar 3 dígitos. Depois, veio a telefonia automática e os telefones passaram a ter 5 dígitos, subiram para 6, hoje, no local, são 7. E com o DDD, houve a necessidade de cada vez mais dígitos para telefonar.
A partir de sábado, isto aumenta, com a necessidade de o interessado escolher a operadora para fazer seu interurbano. Nos últimos meses, o público está sendo saturado com a divulgação do 021, o prefixo da Embratel. É só o começo. Logo virá a concorrente nacional da Embratel. Por aqui, já há, no momento, a concorrência da Sercomtel, que porém só atende à região 2. Quer dizer, para ligar para outras regiões, só se vai usar, no momento, a Embratel.
De qualquer modo, o negócio agora é, para quem liga interurbano, saber que vai ter de usar mais algarismo. Inclusive, entre nós, para ligar para distritos, para Tamarana ou para os municípios que antes não usavam mais isto. E no caso de Londrina com os distritos, Tamarana e os municípios da região, pode-se usar o prefixo 043, da Sercomtel. Se bem que, por enquanto, isto não parece ser muito importante. Mas vai ser, quando começar a concorrência, no preço.
Avança a clonagem humana
O governo norte-americano proibiu o uso de fundos públicos para financiar pesquisas sobre clonagem humana. Não obstante, as pesquisas patrocinadas por entidades particulares já estão tão avançadas que os primeiros bebês-clones poderão nascer até 2001.
Entre as empresas que avançam a passos largos na nova tecnologia estão a Geron, da Califórnia, e a Advanced Cell Therapeutics (ACT), de Massachusetts.
Na Geraon, embriões humanos estão sendo clonados para fins terapêuticos. Pretende-se utilizar células embrionárias, obtidas por meio de clonagem, no combate a doenças como a diabetes e o mal de Parkinson.
Mas os limites entre a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva - que pode dar origem a um clone humano vivo - são tênues. Técnicas desenvolvidas para um fim podem ser facilmente adaptadas para o outro.
Uma vez aperfeiçoada a técnica da clonagem de embriões, disse um especialista, o próximo passo pode ser implantar o embrião clonado no útero de uma mulher e dar o bebê à luz.
As pesquisas com células embrionárias são condenadas por quem acredita que a vida humana começa no instante da concepção.





