Praça Londrina (Estélio Feldman)
Josoé de CarvalhoPrimaverilEm pleno inverno, flores e verde criam um quadro primaveril em Londrina
Inverno florido
As floreiras, as árvores, o verde que domina a cidade, tudo leva a perguntar em que estação do ano estamos, afinal? Parece mais a primavera que o inverno. Claro que o frio chegou e tem sido forte. Mas o panorama inteiro nos lembra a época florida, o que é fácil até de entender. Afinal, somos um país tropical, bonito por natureza e em que existe a eterna primavera.
Tem frio também, naturalmente, que maltrata especialmente os mais carentes. Todavia, em Londrina, como em praticamente todo o Estado, é possível perceber a solidariedade que se manifesta nas campanhas para arrecadação de cobertores, agasalhos e alimentos destinados aos menores favorecidos. Não se pode esquecer que nós, brasileiros, temos menos resistência ao frio. E os mais carentes sofrem ainda mais.
Junto com as flores, porém, vem o calor da solidariedade, transformando o inverno em estação bonita e quente (do carinho e da preocupação manifestada com relação aos mais necessitados). E o inverno se torna menos frio e mais bonito.
Tem gente que gosta de neve, que até faz excursões para esquiar. Também não faltam os que dizem gostar até das árvores peladas, típicas do Hemisfério Norte. A maioria, entretanto, prefere é o calor e a beleza das flores que nos encantam em todas as épocas do ano.
Árvore caída
Aconteceu na noite de terça-feira: um caminhão, passando pela Rua Canudos, no Jardim Higienópolis, acertou uma árvore e derrubou um enorme galho na pista. Pelo menos metade da rua ficou ocupada pelo pedaço da árvore. Então, como bom cidadão, uma pessoa resolveu ligar ao Corpo de Bombeiros para pedir que alguém fosse lá remover a árvore que - ainda mais que era à noite - poderia provocar algum acidente sério. A ligação foi feita por volta da meia-noite e a informação do Corpo de Bombeiros era a de que o assunto não era de sua competência, sugerindo que o cidadão procurasse a AMA.
Como naquela hora seria difícil um contato com a AMA e igualmente por ter a pessoa que ligou conhecimento de que algumas atribuições da autarquia passaram para a Comurb e, finalmente, para não ficar mais irritado ainda, ele simplesmente deixou o assunto de lado. Na quarta-feira de manhã, a árvore continuava lá, quase fechando o trecho da rua.
Esse negócio de competências para tais ou quais tarefas começa a irritar. O cidadão quer ajudar, avisa, procura orientação. E o que recebe são negativas, a célebre desculpa de que isto não é com a gente. Sabemos que se um carro se acidentar ali, por causa da árvore, vai ser uma questão do trânsito.
Várias
- INSEGURANÇA NA UEL - Um leitor pede que se anuncie aqui a insegurança dos que vão de carro para a UEL, informando que muitos veículos tem sido furtados ali, inclusive o dele. O assunto é sério e até mais amplo porque o câmpus da UEL é enorme, tem amplos espaços e muita gente, a maioria estudantes que não estão sequer preparados para a violência que pode ocorrer. Ou a UEL pede ajuda à Polícia Militar para um policiamento efetivo ou adota medidas internas de segurança para garantir não só os carros mas os estudantes, professores, funcionários, todos enfim que circulam por lá.
- PONTO DE ÔNIBUS - Morador no Bairro Residencial do Café ligou para reclamar da mudança de um ponto de ônibus no local que, como ele informa, foi colocado muito longe do ponto original, dificultando o acesso do usuário. Esta questão de pontos de ônibus é muito delicada.
- CINEMA - Elogiando a inauguração de mais duas salas no Catuaí, um leitor reclama, porém, da falta de atenção para com os cinemas do centro, Londrina e Vila Rica, da mesma empresa. Esta é uma questão complicada que envolve a própria e reclamada revitalização do centro da cidade, um tema que precisa ser aprofundado e mais discutido com a população.
Informe sobre implantes
As mulheres com implantes mamários de silicone não correm mais riscos que as outras de contrair câncer, doenças imunológicas ou problemas neurológicos, segundo um informe do Instituto Norte-Americano de Medicina publicado em Washington. No entanto, estes implantes implicam regularmente complicações que necessitam cirurgia ou outras intervenções, acrescentam os autores da pesquisa, que revisaram todos os estudos já realizados sobre o tema.
Segundo eles, os problemas mais sérios apresentados pelos implantes de silicone ocorrem quando os tecidos que os envolvem se contraem, quando se rompe o implante ou quando se declara uma infecção. As mulheres podem sentir então uma grande dor e incômodo, e muitas precisam ser operadas novamente.
Apesar dos estudos não indicarem que exista um risco de enfermidade que ameace a vida por causa dos implantes de silicone, está claro que podem causar sérios problemas, destaca o principal autor do informe, o professor Stuart Bondurant, da Universidade de Carolina do Norte, em Chapel Hill.
A taxa de complicações varia de forma considerável segundo o tipo e a antiguidade do implante, mas as possibilidades de sofrer um problema aumentam com o tempo, destaca o Instituto de Medicina.





