Fiscalização abusiva
Na semana passada, conforme foi inclusive publicado (e comentado), a Receita Estadual fez uma blitz contra alguns supermercados no Estado. Em Londrina, a ação ocorreu contra os dois estabelecimentos da rede Muffatão. E foi uma ação verdadeiramente abusiva, o que se pode perceber pelo noticiário, confirmado pelo testemunho de pessoas que vivenciaram a situação.
Para que se tenha uma idéia do que ocorreu, é só contar que algumas pessoas pensavam que estava ocorrendo um assalto. Uma cliente (o supermercado estava cheio, como ocorre quase o dia todo) ficou apavorada, queria esconder o filho. Uma funcionária, grávida, passou mal. Outros funcionários ficaram assustados. Como assinalou o diretor da rede, em Cascavel, parecia ação contra marginais.
As autoridades informam que a blitz, especialmente contra o Muffatão, se originou de denúncias anônimas relativas à sonegação. Ninguém gosta de sonegadores, que prejudicam tanto o governo quanto a coletividade. Todavia, o que não se pode aceitar é que a autoridade aja de modo abusivo, transformando uma operação da Receita em um ato de terror.
Como disse um dos funcionários, em Londrina, nem no tempo da ditadura se viu coisa assim.

Abuso irritante
Na sexta-feira, neste espaço, foi divulgada a reclamação de dona Maria Lúcia, residente na rua Marselha, Jardim Piza, denunciando pessoas que estacionam veículos diante da saída de carros de sua casa. Todavia, a leitora pelo menos contou que ao denunciar o fato houve a multa ao responsável. Já com outra leitora, dona Louris, que mora na rua Borba Gato, a situação é pior.
Ela revelou que diante de um carro estacionado defronte da saída de sua casa, foi reclamar a um guarda de trânsito. Teve como resposta a informação de que como o carro ocupava só metade da entrada, não era motivo para adotar qualquer medida. Quer dizer, segundo o entendimento do policial, ‘‘metade pode’’. Ele só não explicou como é que o morador iria tirar o carro no espaço que sobrou. A leitora diz que pediu que se pintasse uma faixa amarela (proibindo estacionamento) e foi informada de que só poderia conseguir isto se fizesse um abaixo-assinado entre os moradores da rua.
A leitora ainda narrou a situação de uma vizinha, também enfrentando o problema de um carro diante de sua garagem. Ela andou de clínica em clínica até descobrir o dono do carro parado na porta de sua casa. Descobriu: era um médico que a ofendeu quando chamado a tirar o veículo de onde havia deixado, sem respeito pelos outros.

Insegurança
Há algum tempo, foi comentada aqui a ocorrência de vários assaltos contra estabelecimentos comerciais da Avenida Higienópolis, notadamente no quarteirão entre a Montese e a Humaitá. Ladrões invadiam os locais à noite (ou de madrugada), arrombando portas ou entrando pelo telhado. Por algum tempo, inclusive porque havia policiamento na área, as coisas não se repetiram. Agora, porém, pioraram. Nas últimas semanas, aconteceram ali assaltos à mão armada com os ladrões chegando durante o expediente, ameaçando funcionários e clientes, assustando e roubando, sem maiores problemas.
A impressão é a de que, como durante algum tempo não aconteceu nada, o policiamento foi tirado. Mas esta é que é a resposta: com polícia rondando ou parado na área, o marginal não atua. A maior parte dos ladrões busca segurança para agir: só ‘‘trabalha’’ se não há policiamento. Como a situação na cidade é, aparentemente, de falta de efetivos permanentes para o trabalho de prevenção, fica mais fácil a ação cada vez mais agressiva dos marginais.
Mais viaturas circulando, policiais rondando a pé pela área, apenas isto servirá para reduzir, em muito, o registro de atos criminosos.


TV e ataques epilépticos
Pesquisadores japoneses podem ter encontrado uma explicação para os ataques epilépticos sofridos por mais de 500 crianças durante um programa popular de desenho animado na TV em 1997. Em dezembro de 1997, enquanto assistiam pela TV a um programa popular de desenho animado, chamado ‘‘Pocket Monsters’’ (Monstros de Bolso), 685 crianças japonesas e alguns adultos sofreram convulsões e uma perda de consciência que pareciam um ataque epiléptico. Os ataques podem ter sido provocados pela rápida mudança das cores nos desenhos, disseram os pesquisadores na publicação Annals of Neurology. As crianças parecem ter sofrido um problema chamado epilepsia fotossensitiva (PSE), segundo o principal autor do estudo, Shozo Tobimatsu, pesquisador do departamento de neurologia clínica da Universidade de Kyushu em Fukuoka, Japão.
Aproximadamente uma em 4.000 pessoas sofre de PSE, explicou Tobimatsu. Este problema tende a aparecer mais frequentemente em adolescentes, acrescentou. A PSE pode ser provocada por uma luz tremeluzente ou por estímulos padronizados de alto contraste, segundo o médico. No estudo, Tobimatsu e seus colegas examinaram cuidadosamente quatro crianças que nunca haviam experimentado um ataque epiléptico antes dos que foram, aparentemente, provocados pelos desenhos.

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