Praça Londrina (Estélio Feldman)
Sujismundos 1 e 2
A propósito das notas publicadas semana passada com os títulos Sujismundo, dona Celma, residente na rua Joaquim Lacerda, mandou interessante cartinha. Diz ela:
Arquivo/FolhaSujeiraLocal transformado em depósito de lixo, bem perto da sede da AMAHá meses venho querendo abordar esse grave problema do lixo em Londrina, em todos os níveis. Agora o faço, aproveitando a abordagem feita no dia 10. O mesmo problema temos aqui, no centro, na Rua Sena Martins, a 100 metros do Moringão, a 200m da Avenida Higienópolis e nos limites da área verde, o Zerão. São 4 terrenos baldios, entre as ruas Gumercindo Saraiva e Joaquim Lacerda.
E prossegue: Aqui, além do acúmulo de detritos de natureza diversa, as calçadas são todas quebradas e entulhadas de sujeira, com o agravante do mato que cresce ali. Nem parece que estamos no centro, tão próximos dos cartões-postais da cidade, Zerão e Igapó. Tenho em mãos o protocolo nº 03638 de 27 de abril de 99, junto à Secretaria de Obras, reivindicando providências. Até hoje, nada.
A solução - completa a leitora - a meu ver, seria a construção de muros (não muretas) para limitar a ação dos irresponsáveis e mesmo de marginais que sobem do Zerão através de dois desses terrenos. A leitora revela que é proprietária de um terreno, mas assegura que tem procurado mantê-lo limpo.
Ameaça canina
Não são pitt buls (aqueles cachorros que andaram matando crianças e que são alvo de uma campanha, principalmente no Rio), mas boxer. Todavia, conforme um leitor, bancário aposentado que mora no Jardim Quebec, são tão ameaçadores quanto os outros.
O leitor revela que levou, domingo cedo, a netinha à Praça José Pegoraro, perto de sua casa (ele mora na Rua Michigan) e conta que foram atacados por dois boxer, violentos, assustadores e ameaçadores. Viveu ali uma situação de pânico. A criança apavorada, ele assustado e sem ter como se livrar dos animais. Quem o salvou foi uma pessoa que saiu de casa àquela hora, viu a cena, e correu para ajudá-lo com um pedaço de pau.
Afastados os cães, o leitor informa que os seguiu, localizou o proprietário, na Rua Carolina. E completou contando que quando foi reclamar, o dono (responsável?) dos animais disse que eles não atacam crianças, contestando a situação vivida pelo leitor. E não mostrou qualquer intenção de conter seus animais de estimação.
Pior é que o leitor não sabe a quem apelar. E lamenta a situação, dizendo que sem dúvida desistiu de vez de passear pelas cercanias por medo de novo ataque.
Semáforos
Domingo foram ativados alguns dos novos semáforos instalados na área central da cidade. E no primeiro dia, lá no sinaleiro instalado na esquina das ruas Espírito Santo e Professor João Cândido (um dos que foi pedido várias vezes por leitores), aconteceu a primeira trombada. Foi logo cedo e o responsável pelo acidente disse que estava distraído, não sabia do semáforo...
Pois é, esta é uma das questões: quando se dirige pelas ruas, não se pode pensar em termos de aviação e sair com o piloto automático. O condutor de um veículo não pode andar pelas ruas sem atenção. Na verdade, esta é uma das causas dos acidentes entre nós: falta de atenção e de respeito.
Uma pessoa habilitada tem condições de dirigir em qualquer lugar do planeta. Basta obedecer às leis do trânsito e estar atento à sinalização. É simples, sem dúvida. Infelizmente, o que se tem é a falta de ambas as coisas, tendo como resultado o aumento nos riscos, com todas as suas consequências.
Londrina está vivendo uma época (assim como ocorre em quase todo o País) de aumento no total de acidentes e de vítimas no trânsito.
Vale lembrar: outros novos semáforos devem ser ativados em breve. É bom que os que dirigem pelas ruas da cidade fiquem atentos e cautelosos.
Pesquisa sobre a Internet
O impacto da Internet na sociedade, desde seu efeito sobre a família até a forma como está mudando a economia mundial, será estudado por uma pesquisa sem precedentes, parcialmente financiada pelas companhias rivais America Online e Microsoft. O projeto, anunciado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, estudará não apenas a utilização de computadores e da Internet nos EUA e em outras partes do mundo, mas também a não-utilização desses recursos por, pelo menos, uma geração.
A Internet está transformando o modo de trabalharmos, de nos divertirmos, de aprendermos, diz Jeffrey Cole, principal pesquisador envolvido no estudo e diretor do Centro de Políticas de Comunicação da UCLA. Não existe nada que não vá ser afetado por esta tecnologia.
Este é o tipo de pesquisa que deveria ter sido feita quando a televisão surgiu pela primeira vez, no final dos anos 40 e início dos 50, disse Cole, cujo departamento também faz pesquisas sobre a violência na TV.
Estima-se que 50% dos lares americanos tenham computador. Destes, um terço está ligado à Internet. O nível de uso da rede varia muito em outras partes do mundo, sendo altíssimo em Cingapura, por exemplo, e muito baixo na África.





