Arquivo FolhaAnimaçãoNo ano passado, até a Biblioteca Pública, no centro, fez uma festa juninaTempo de festa
Com esta história de Dia dos Namorados, muita gente não percebe que a data representa, também, a celebração do primeiro dos três Santos que marcam a época junina: o Dia dos Namorados existe precisamente em função de Santo Antônio, o Santo Casamenteiro. Depois, virão ainda São João, no dia que marca o começo efetivo do inverno, a noite mais longa (e, dependendo das massas que ‘importamos’ da Argentina, a mais fria do ano) e, para terminar, São Pedro, no final do mês.
Junho, apesar do frio (e da chuva, como nos últimos dias) é um mês de festa, com comemorações típicas que não podem ser esquecidas, fazem parte da tradição, representam uma importante parte de nossa memória. Muitas entidades aproveitam a época, inclusive, para arrecadar fundos com promoções como feijoadas (não tem ocasião melhor que este tempo para saboreá-las) ou com barracas em que são apresentados os produtos típicos do mês: quentão, canjica, pipoca, pinhão, doce caseiro e muito mais.
Sem dúvida, deve-se tomar cuidado com os fogos de artifício, lindos e presentes neste mês, mas perigosos. E, naturalmente, não é apropriado o lançamento de balões: são bonitos, a gente sabe, mas perigosos. É possível fazer boas festas, sem criar ameaças como as que os balões propiciam.

Susto na esquina
Semana passada comentei aqui a questão das pessoas que ficam nas esquinas em que há semáforos e procuram os motoristas dos carros parados para pedir ajuda a algum tipo de atividade assistencial. Ponderei então que entendia ser o tipo de atividade inaceitável: não é o lugar ou o momento para se pedir ajuda, por mais meritória que possa ser a idéia. Pois uma leitora me procurou não só para concordar mas para contar sobre o susto que um desses assistencialistas lhe deu, há alguns dias.
Ela narrou que estava com o carro parado, no semáforo, com a janela quase fechada (a leitora tem pavor de parar em semáforos porque já quase foi assaltada em um local daqueles) quando o tal pedinte, vindo por trás, enfiou a cara na janela a fim de ‘pedir ajuda’. ‘Quase tive um ataque’, contou, afirmando entender que é um abuso o tipo de abordagem de surpresa. ‘Normalmente - ela disse - quem vem com alguma coisa, quase sempre um panfleto, vem pela frente. Mas no caso a coisa teve de fato um tom assustador, até desrespeitoso’. Pior, como revelou, é que o indigitado pedinte deu uma ‘geral’ no carro e passou a criticá-la de modo acintoso porque viu um maço de cigarro no veículo. Quer dizer, além de tudo, o cidadão é mal-educado.


Chuva prejudica
Ninguém desconhece a importância e a necessidade da chuva. Entretanto, é fora de dúvida que as chuvas também podem prejudicar ou quando são excessivas ou em determinadas circunstâncias. Tem muita gente, por exemplo, que ganha a vida vendendo coisas nas ruas. No tempo de chuva, ficam sem poder trabalhar. É o drama dos que vendem sanduíches e também, entre outros, dos artesãos que colorem a cidade e que fazem ponto em várias áreas centrais. Nestes dias chuvosos, eles se ausentam. E, sem dúvida, se a chuva continuar por muito tempo, vão passar dificuldades porque não têm salário ou garantia: só ganham se trabalham e só trabalham se o tempo fica mais estável.
Recente pesquisa do IBGE mostrou que é grande o total dos brasileiros que vivem na chamada economia informal, aquela sem carteira assinada, sem garantias, sem nada. Estes vendedores, de um ou de outro modo, fazem parte desta realidade e seu trabalho é, sempre, a diferença entre comer ou passar fome.
Nesta época, com muito frio, já é um drama trabalhar na rua. Com chuva, então, não dá. Resta a esperança de que o tempo melhore para que eles possam voltar ao trabalho, que é sua garantia de sobrevivência. E é curioso que fazem falta no panorama urbano do dia-a-dia.


Substâncias químicas e câncer
Algumas substâncias químicas podem oferecer a resposta exata para o aparecimento de tumores linfáticos que se tornam cada vez mais frequentes, segundo resultados anunciados em Lugano, sul da Suíça, durante um congresso internacional sobre câncer. Estes resultados provisórios, que emanam de três projetos de estudo realizados em Israel, Estados Unidos e Canadá, mostram que os pesticidas, os herbicidas, os solventes e os carburantes aumentariam a frequência dos cânceres linfáticos.
‘‘O que causa maior preocupação é que inclusive entre as pessoas sadias o contato com essas substâncias provoca modificações genéticas, mas não sabemos ainda qual será seu efeito permanente sobre a saúde’’, declarou Franco Cavalli, cancerologista e organizador do congresso.
Os resultados são tão perturbadores que o instituto americano contra o câncer dedica-se a um amplo estudo a respeito, que conta com um orçamento de vários milhões de dólares. O estudo se centra especialmente nos pesticidas, mas também nos efeitos que produzem sobre a saúde os nitratos dos fertilizantes e detergentes. Os resultados da pesquisa serão anunciados em 2002. Nos últimos vinte anos duplicou no mundo o número de pessoas afetadas por cânceres nos gânglios.

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