Arquivo/FolhaSugestãoCena do recente blecaute, bar à luz de velas. É o máximo, em economia!Hora de racionalizar
O salário mínimo subiu menos de 5%, em maio. Os assalariados que tiveram reajuste (poucos) receberam menos que isto. Mas a partir de ontem, todos estaremos pagando mais 12,65% pela energia elétrica.
Quando o salário (que é o ganho da maioria, excetuando os desempregados) não sobe e o que se usa, obrigatoriamente, é aumentado, a conclusão simples é a de que a despesa maior vai prejudicar outros itens. E salta aos olhos que uma alternativa é a de reduzir o consumo, fazer o que se chama racionalização.
Ainda gastamos demais com estas coisas como energia, água, telefone. Como acender uma lâmpada, ligar uma TV, abrir um chuveiro são atitudes quase automáticas que não nos lembram que isto implica em gasto. Tem gente que não pensa muito no assunto. Deixa lâmpadas acesas, televisão ligada, usa o chuveiro até formar uma neblina no banheiro. E gasta muito, sendo que agora vai pagar ainda mais.
Não é preciso sacrifício para reduzir o consumo, nem é necessário criar um clima de medo em casa. É importante, apenas, que haja um esforço comum para conscientização sobre coisas mínimas como ‘desligar’ e ‘não abusar’. Não duvidem, trata-se de um excelente exercício de cidadania, também. Sem contar que o resultado de um consumo mais racional, de uma atitude de economia, aparece no final do mês, na conta.


Perigo na avenida
Um leitor liga para denunciar uma situação que ele considera potencialmente perigosa, na Avenida Harry Prochet, acesso ao Jardim Mediterrâneo (zona sul). Ele contou que há 3 anos, uma tubulação está abandonada ali, na avenida, nas proximidades de um posto de abastecimento de combustível, ao lado de uma chácara que, disse, pertence às Irmãs do Colégio Mãe de Deus. Revela que no começo, a tubulação foi deixada de um lado da via. Mas como houve reclamações, um ano depois foi transportada para o outro lado. E está lá há 2 anos.
O que ele destaca é que os tubos provocam risco para quem trafega por lá, tirando a visibilidade de quem vai fazer conversões. E assinalou ainda que já houve alguns acidentes ali.
Antes de procurar o jornal, o leitor foi à prefeitura. E foi informado que a situação era provisória, que a tubulação seria usada em obras públicas. O provisório, assinalou, parece um pouco longo demais. E o perigo é constante.
Muito irritado, ele perguntou se as autoridades vão esperar que aconteça uma tragédia de proporções para fazer alguma coisa. E ponderou que prevenir é sempre melhor que remediar. Acontece que, pelo que ele diz ter percebido, não parece estar havendo qualquer preocupação na prefeitura para com a situação.


Crime contra a vida
A gente procura hospital porque precisa. E quando uma pessoa morre em um hospital por causa da demora para ser atendida, isto não é um acidente, é um crime. O que aconteceu em Londrina, no Hospital da Zona Sul (a morte da dona de casa Luzia de Souza Silva), na terça-feira, é algo inconcebível, inaceitável. Dona Luzia morreu depois de ter sido obrigada a ficar esperando mais de 3 horas para ser atendida. E quando o óbito ocorreu, segundo a informação, o hospital estava superlotado. O que não justifica nada.
A situação dos hospitais, em Londrina, é caótica. A Santa Casa, a mais tradicional instituição da cidade, vive uma crise. O HU também está operando além de sua capacidade. E a gente aceita isto como uma coisa natural. Não é. Apenas reflete a incúria das autoridades, a falta de vontade de enfrentar e resolver o problema de um povo pobre e doente, que está cada vez mais pobre porque a crise é séria e fica mais doente por causa mesmo da miséria. Ai, o circulo vicioso se fecha com as pessoas morrendo à espera de atendimento. Ou, simplesmente, morrendo em casa porque não vão mesmo ser assistidas.
Já, já, vamos voltar a pagar CPMF para a saúde. Alguém acredita que isto vai mudar alguma coisa?


Substâncias químicas e câncer
Algumas substâncias químicas podem oferecer a resposta exata para o aparecimento de tumores linfáticos que se tornam cada vez mais frequentes, segundo resultados anunciados em Lugano, sul da Suíça, durante um congresso internacional sobre câncer. Estes resultados provisórios, que emanam de três projetos de estudo realizados em Israel, Estados Unidos e Canadá, mostram que os pesticidas, os herbicidas, os solventes e os carburantes aumentariam a frequência dos cânceres linfáticos.
‘‘O que causa maior preocupação é que, inclusive, entre as pessoas sadias o contacto com essas substâncias provoca modificações genéticas, mas não sabemos ainda qual será seu efeito permanente sobre a saúde’’, declarou Franco Cavalli, cancerologista e organizador do congresso.
Os resultados são tão perturbadores que o Instituto americano contra o câncer dedica-se a um amplo estudo a respeito, que conta com um orçamento de vários milhões de dólares. O estudo se centra especialmente nos pesticidas, mas também nos efeitos que produzem sobre a saúde os nitratos dos fertilizantes e detergentes. Os resultados da pesquisa serão anunciados em 2002. Nos últimos vinte anos duplicou no mundo o número de pessoas afetadas por cânceres nos gânglios.

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