Arquivo/FolhaDesconfortoLongas filas diante de um banco, a dura situação a que se expõem os clientesFilas nos bancos
Pois é, foi só comentar aqui a situação das grávidas, dos idosos e dos deficientes, que deveriam merecer tratamento especial nas filas, mas que sofrem, principalmente nos bancos, veio uma enxurrada de reclamações sobre a situação em geral. Muitos leitores insistiram em que voltasse ao tema e reclamasse de novo, em seu nome, das filas imensas que se formam diante dos bancos, todos os dias. E, em muitos casos, das filas que também se formam dentro dos bancos, depois que eles abrem.
É, realmente, uma situação muito incômoda, refletindo a falta de atenção por parte dos responsáveis em relação aos clientes. Ademais, há outro problema que a gente acabou deixando de lado que é o horário dos bancos. Se já era ruim quando abriam às 10h, piorou agora que só começam a funcionar às 11 horas. Cria dificuldades imensas. E as pessoas precisam chegar cedo, entrar na fila logo, para evitar passar mais algumas horas dentro do banco, esperando o atendimento.
As filas que se formam à porta dos bancos, antes das 11 horas, representam uma falta de respeito em relação à coletividade e à cidadania. Continuo a insistir em que os bancos deveriam funcionar pelo menos no mesmo horário que o comércio. E que deveria haver mais respeito para com os clientes, depois que os bancos abrem, evitando-se todo o desconforto a que as pessoas são expostas, em longas filas.

Os sujismundos-1
Dona Francis ligou para o jornal para reclamar de um pessoal que serve marmitex em um local diante do prédio em que ela mora e que, como ela diz, não tem muito respeito pelos outros. Ela mora na Rua Cristiano Machado, no Jardim Bancários (zona oeste), e contou que os responsáveis pelos marmitex levam o lixo para a rua sem embalar, deixando tudo aberto.
O resultado é fácil de perceber, inclusive quando se sabe do sistema de coleta de lixo londrinense que, na maior parte da cidade, é feito em dias alternados. Lá na rua em que dona Francis mora, o recolhimento é feito nas terças, quintas e sábados, à noite. Os restos de marmitex ficam o dia todo ali, sendo também um atrativo a mais para os cachorros da vizinhança.
Antes de reclamar com a gente, a leitora tentou falar com os responsáveis pela sujeira diretamente. Infelizmente, não teve muito sucesso. Quanto às autoridades, nem pensar. Na verdade, esta economia que se faz há muito tempo aqui, com coleta de lixo em dias alternados, é uma sujeira, sem trocadilho, com os munícipes. Só que não adianta reclamar. O negócio é rezar para que não haja feriado em dia de passagem do caminhão coletor porque quando isto acontece, as pessoas ficam quatro dias com sacos de lixo em casa, ou na rua, o que é pior.


Os sujismundos-2
Faz tempo que não uso a antiga expressão ‘cidade limpa, povo civilizado’. Diante das reclamações que recebi, porém, lembrei da frase.
Dona Antonilda mora no Jardim Tóquio (zona oeste). E lá também, como no Bancários, existem motivos para queixa sobre a ação (ou omissão) de vizinhos que complicam a vida dos outros, com sujeira. O problema de dona Antonilda é com um terreno baldio, ao lado de sua casa, localizada na Rua Doutor João Nicolau, que, como já se tornou quase habitual pela cidade, está sendo usado como um lixão. Se isto é ruim, a coisa fica pior porque o local está se tornando uma verdadeira fossa porque acumula água suja. E, quando chove, como o terreno fica na parte mais alta, vai toda a água suja para sua casa.
Bem que a leitora tentou, mas até agora não conseguiu descobrir quem é o dono do terreno, tendo apenas sido informada, extra-oficialmente, que é de uma pessoa que trabalha na prefeitura. Talvez alguém diga que é fácil descobrir o nome do dono de uma terreno, mas dona Antonilda não tem tempo para ficar fazendo papel de detetive. Depois, penso, a prefeitura é que deveria cuidar dos terrenos abandonados. Mas assim como faz com o lixo, parece não se preocupar com isto. E a cidade fica mais suja, o que nos deixa mal como ‘povo civilizado’.


Freiras na Internet
Depois da utilização do rádio e da TV, o Vaticano acaba de autorizar às freiras enclausuradas o uso, ‘‘com grande moderação e discrição’’, dos meios mais modernos de comunicação: a Internet, a fotocópia e o telefone portátil.
Uma nota intitulada ‘‘Verbi Sponsa’’, do cardeal Eduardo Martínez Somalo, prefeito das congregações para a vida religiosa, completa os dispositivos precedentes adotados pela Igreja Católica sobre a vida nos conventos.
Desde o fim de semana passado, as freiras enclausuradas podem não só ouvir os informativos da Rádio Vaticano, mas também ver os noticiários dos principais canais de TV, em situações de particular relevância, como uma viagem do Papa, por exemplo. Mas, para ‘‘salvaguardar a concentração espiritual das religiosas e cumprir a regra de silêncio’’ nos conventos, essas disposições podem ser aplicadas em lapsos muito limitados.
O Vaticano admite agora o acesso à Internet e à fotocópia, assumindo uma situação criada há pouco. Recentemente, um grupo de freiras participou pela Internet da preparação de um encontro do comitê de organização do grande jubileu do ano 2000. Finalmente, a última concessão aos tempos modernos: o telefone portátil é autorizado na clausura, mas sua utilização é limitada.

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