Grávidas e idosos
Grávidas e idosos têm, em tese, preferência para atendimento em qualquer circunstância. Deve haver guichês especiais para eles em locais onde se formam filas, como (principalmente) os bancos. Em alguns estabelecimentos isto acontece. Todavia, a situação deles continua difícil porque falta sensibilidade no sentido de dar-lhes a prometida preferência.
O que acontece em muitos estabelecimentos é que há poucos guichês para muitos clientes. Uma senhora grávida veio reclamar disto. Contou que foi ao banco e que a fila no guichê exclusivo dos idosos e das grávidas era imensa, havendo apenas um caixa para atendê-los, o que não resolve o problema. E o que se percebe é que falta mesmo vontade dos responsáveis pelos estabelecimentos para resolver o problema, não só dos que deveriam ser privilegiados, mas de todos quantos são obrigados a buscar seu atendimento.
Para mim, filas, especialmente em bancos, constituem prova evidente de falta de respeito dos responsáveis em relação aos clientes. Apesar de tantas mudanças na vida do País, há certos segmentos que não se modificam. A idéia base dos tempos atuais é a de dar maior atenção ao cliente, valorizá-lo. Isto funciona em muitos lugares. Mas, infelizmente, não ainda nos bancos. Nem para os que mais necessitam, como idosos, deficientes ou grávidas, nem para os clientes comuns.

Insegurança
As informações assustam: cresceu o total de crimes em Londrina. Nesta época em que se discute tanto a questão da venda de armas - e aumenta o número dos que querem proibir este comércio -, as informações colocam o problema em sua real dimensão: o marginal não precisa comprar armas em lojas. Na verdade, no Brasil existe uma situação que todos conhecem: o crime está muito mais armado que a polícia, os criminosos portam armamentos que não se encontram nas lojas, aparecem até com armas de uso militar exclusivo.
Concordo com os que insistem em que a posse de armas não ajuda a melhorar a segurança individual. Entretanto, o problema da insegurança não se resolve proibindo a venda de armas, como também não melhorou em nada a situação o fato de se dificultar mais o porte para o cidadão comum. O que se precisa é de uma ação mais concreta da autoridade, de mais postos, de policiamento ostensivo e preventivo, de viaturas pelas ruas, de policiais bem preparados e assistidos.
Proibir a venda de armas não aumenta a segurança pública. Ao contrário, pode até estimular outro crime, o contrabando delas, que aliás rivaliza com o narcotráfico entre as modalidades mais fortes da criminalidade.


Panfletos e esmolas
Quando vejo alguém entregando panfletos nas ruas ou nos cruzamentos com semáforo, sempre recebo o papel que oferecem porque vejo ali uma pessoa que está tentando ganhar a vida nesta época tão difícil e de falta de emprego para um grande número de pessoas. Observei, porém, outro tipo de atividade, em especial nas esquinas, que não parece tão aceitável: trata-se de pessoas que estão pedindo ‘ajuda’ quase sempre para algum tipo de entidade.
Ora, o local não é próprio, a situação é absurda. O cidadão está parado com seu carro, esperando o sinal abrir, e vem uma pessoa falar sobre esta ou aquela entidade, pedindo algum tipo de ajuda. Pode até ser uma ação meritória, é possível que por trás daquilo haja mesmo um tipo de problema real. Só que dá a impressão de vigarice.
De modo geral, fazer doações ou esmolas na rua não é o melhor modo de resolver problemas sociais. Talvez alivie a consciência de alguém, mas é o tipo de atitude que agrava a questão. O mais sério, porém, é um tipo de atitude que se apresenta como meritória, o do cidadão que aborda o motorista pedindo uma ajuda para tal ou qual entidade. Vale lembrar que entidades assistenciais legítimas usam meios diferentes para conseguir doações,


Conquista médica
Um casal afetado por anemia falciforme, enfermidade hereditária, conseguiu ter dois filhos em perfeito estado de saúde graças a uma técnica que combina exames genéticos e fecundação ‘‘in vitro’’, informou a revista da Associação Médica Americana, publicada em maio.
A equipe do médico Kangpu Zu, da Universidade Cornell, em Nova York, utilizou testes de detecção para determinar a presença desta grave forma de desordem sanguínea em vários embriões fecundados ‘‘in vitro’’, antes de reimplantá-los no útero da mãe. Dos sete embriões de que dispunham, os médicos detectaram quatro que não estavam afetados pela doença. Três deles foram reimplatados no útero da mãe, 34 anos, que, 39 semanas mais tarde, deu à luz gêmeos em perfeito estado de saúde.
Esta conquista demonstra que esta técnica pode ser um instrumento eficaz para os casais portadores (da enfermidade) que queiram ter um filho sadio e desejam evitar abortar no caso de o feto estar afetado, segundo os pesquisadores.
A anemia falciforme é uma doença do sangue relativamente comum, cujos sintomas são fortes dores e elevados riscos de sofrer infecções e acidentes vasculares cerebrais potencialmente mortais. Esta desordem genética se transmite de pais a filhos na metade dos casos.

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