Postal/José Juliani/Cenas londrinensesPrimeira Igreja Católica de Londrina, foto de José Juliani, de 1934Cenas londrinenses
A propósito da nota que publiquei aqui sobre a comemoração dos 50 anos do prédio da agência central dos Correios de Londrina pelo Museu Histórico Regional de Apucarana, recebi nota da Secretaria municipal de Cultura informando que a atividade do museu apucaranense tem todo o apoio da secretaria local.
O melhor da mensagem, porém, foi o que veio junto: enviaram as 3 séries de cartões-postais editadas a partir de fotografias históricas da cidade, sendo que na récem-lançada terceira série existe uma imagem do prédio dos Correios da década de 60. É uma foto bonita, sem dúvida, como todas as outras, que evocam um passado recente, mas desconhecido para muitos e que não pode ser esquecido. Chega a ser engraçado falar que fotos de 30, 40, 50 ou 60 anos são consideradas antigas. É consequência da curta história desta nossa Londrina - moça, bela e maravilhosa desde que nasceu. Rever imagens da Londrina dos primeiros tempos é mergulhar em passado recente com a consciência de que participamos, todos, um pouco, desta história tão bonita.
O povo diz em sua sabedoria que recordar é viver. Um antigo professor meu de português ia além, afirmando que ‘recordar é rejuvenescer’. As imagens nos rejuvenescem, com a Londrina-menina.


Nomes de rua
A propósito da nota publicada sexta-feira, quando um leitor comenta sobre a dificuldade dos moradores da Rua Hypolicoscinio Lúcio Soares, recebi alguns comentários, inclusive sobre esta complexa questão dos nomes das pessoas. Um leitor que ligou para falar a respeito, explanou sobre a dificuldade que uma pessoa tem se quiser modificar o próprio nome, citando inclusive as possibilidades legais existentes. É interessante, mas o problema abordado não é o do nome de uma pessoa viva, mas de alguém que já morreu e que foi alvo da homenagem que se constitui na designação de uma rua com seu nome.
Pensei até que algum parente do senhor Hypolicoscinio Lúcio Soares procuraria a Praça para falar sobre a homenagem. Não seria necessário, até mesmo na citada nota já havia comentado a questão básica, a homenagem ao cidadão que deu nome à rua. Apesar da dificuldade de falar e até escrever o nome, penso que mudar a designação da rua por causa disto representaria algo desrespeitoso. Isto sem pensar nas pessoas que moram lá e que fizeram cartões ou impressos com o endereço.
Talvez a alternativa para quem não consiga escrever ou pronunciar o nome seja dizer que mora na rua H. Lúcio Soares. Não é uma informação falsa e reduz parte do problema.


Cobrança abusiva
Armando Teodoro da Silva, auxiliar de enfermagem e técnico em radiologia há quase 20 anos, contou que, em 1985, quando veio morar no Paraná, filiou-se ao Coren (Conselho Regional de Enfermagem) do Estado. Em 1991, saiu do Paraná, passou a exercer outras atividades. Notificou o conselho, verbalmente, pedindo uma suspensão temporária do vínculo. Em 1997 voltou ao Paraná, foi trabalhar como auxiliar de enfermagem em Tamarana. Procurou o Conselho para restabelecer a filiação e ficou sabendo que tinha uma conta, equivalente na época a 500 reais, correspondente a anuidades e multas. Procurou a diretora regional do Conselho, sendo informado que devia pagar a divida em no máximo 3 parcelas. Como o salário da categoria foi achatado, cada parcela que ele teria de pagar seria maior que o salário. Pediu parcelamento maior, sem sucesso. Escreveu ao Conselho, em Curitiba. Não teve resposta. Agora, recebeu nota do Seproc, informando que foi registrado como mal pagador pelo Conselho Regional de Enfgermagem do Paraná. Ele denunciou o que considera um verdadeiro abuso e está até formando um grupo com profissionais da área na mesma situação. Quem quiser entrar em contato com o senhor Armando pode ligar para (043) 338-20-27.


Micróbio viveria em Marte
Um micróbio produtor de metano e que rechaça oxigênio é capaz de viver em um ambiente marciano simulado em laboratório, informou um pesquisador norte-americano, na semana passada. Ele acrescentou que assim aumentam as chances da existência de vida no ‘‘planeta vermelho’’. O micróbio ‘‘desenvolve-se perfeitamente’’ em um ambiente marciano simulado que mataria quase todas as formas de vida sobre a Terra, afirmou Timothy A. Kral, da Universidade de Arkansas. Kral disse que ele e seu colega Curtis Bekkum criaram um ambiente que simula o existente em Marte.
O ambiente não oferece oxigênio e está banhado em gases de dióxido de carbono e hidrogênio. O solo é parecido com o que se conhece em Marte, sem nutrientes orgânicos e escassos filetes de água.
‘‘Nossa hipótese é que há água em forma líquida sob a superfície’’, disse Kral. Muitos estudiosos acreditam que Marte teve, em algum momento, grande quantidade de água, que estaria hoje sob a superfície.
Nesta mistura, os pesquisadores colocaram um grupo de micróbios chamados metanógenos, que vivem em lugares da Terra onde não há oxigênio, sob a superfície ou no fundo do mar. Uma variedade do micróbio vive no estômago das vacas e ajuda a digerir o pasto.

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