Dia de Corpus Christi
Para muita gente, feriado é feriado. Um dia da semana em que não se precisa trabalhar, em que se pode levantar tarde, aproveitar para viajar. Mas os feriados têm motivação. Há os religiosos e os cívicos. Cada um tem seu motivo.
O feriado de hoje, Corpus Christi, é religioso e festivo porque evoca o momento em que Jesus instituiu a Eucaristia. O fato aconteceu na quinta-feira da Semana Santa e não é celebrado na época porque o dia seguinte, Sexta-feira da Paixão, é data rememorativa da morte de Jesus. Então, a festa da instituição da Eucaristia ficou para depois da Quaresma. Sempre numa quinta-feira, como hoje.
Uma data tão bonita tem, também, uma celebração diferente, por parte dos católicos: em muitas cidades, os fiéis fazem um tapete, nas ruas, para passar por ele o Santíssimo Sacramento. Há cidades em que são feitas algumas obras de arte nas ruas.
Em Londrina, confeccionar o ‘tapete’ é uma tradição que movimenta muitos grupos religiosos, um elevado número de fiéis. Uma confraternização, dando um sentido de fraternidade entre todos os que participam. Depois, a procissão, o coroamento de um Feriado que tem um profundo sentido religioso, ao menos para os cristãos. Um momento de maior aproximação entre os homens, a revelação do Mistério através do qual Jesus anunciou que permaneceria com seus fiéis através dos tempos.

Nomes de rua
Um leitor ligou para comentar a notícia da aprovação da lei pela qual as ruas dos cemitérios vão ganhar nomes. Na verdade, é lei que oferece muitas idéias e um sem número de piadas de humor negro. Mas o leitor prefere abordar uma questão mais séria, sobre o nome das ruas na cidade. Assinala que é difícil mudar nome de rua. A pergunta é sobre o motivo pelo qual alguém vai querer nome de rua. O leitor explica:
Ele mora na Rua Hypolicoscínio Lúcio Soares. E diz que é uma loucura dar o endereço a alguém, pedir uma pizza pelo telefone à noite (muitos pensam que a gente está fazendo piada, ele conta). Revela que muitos moradores da rua sentem o drama e já surgiu a idéia de pedir a mudança de nome da rua. Mas o trabalho para se conseguir isto é imenso: é preciso fazer abaixo-assinado com a assinatura de todos os moradores da rua. Depois, levar o assunto à Câmara.
Claro, penso que aquela rua tem o nome de alguém que recebeu a justa homenagem da comunidade. Todavia, tem também este lado da dificuldade do nome.
Como o senhor Jaci Aguiar, autor do projeto para dar nomes às ruas dos cemitérios é, também, o recordista em nominar ruas das cidades, talvez ele se interesse em atender aos reclamos dos moradores da referida artéria.


Semáforos
Um leitor veio se queixar sobre o tempo em que o amarelo aparece nos semáforos novos, chamados de ciclo visual. Ele diz que nos semáforos normais, o amarelo demora mais. Nem mesmo a ponderação sobre o fato de o ciclo visual informar melhor sobre o tempo que falta para mudança do sinal convenceu muito o leitor que sugeriu que, se é para durar tão pouco, o melhor seria eliminar o amarelo.
Por falar em semáforos, há sinais em vários pontos da cidade, notadamente na área central, indicando que muitos devem ser instalados nos próximos dias. Tem gente que fala comigo e chega a me responsabilizar por isto. O curioso é que não sou fã dos semáforos. Mas o que ocorre é que, como a maioria dos que dirige não respeita muito a lei, então o semáforo surge como alternativa para dar um pouco mais de segurança ao trânsito.
Não gosto deles, como também não aprecio as lombadas, que considero uma verdadeira violência. Todavia, como violência ainda maior são as mortes no trânsito, entendo que estes elementos são necessários para dar um pouco de ordem ao caos.
Quando a gente toma conhecimento das estatísticas, que indicam que 29 pessoas já morreram, este ano, no trânsito, entende a necessidade de mais medidas de proteção.


Jardim ajuda doentes
Uma clínica escocesa está testando nova terapia para as pessoas com problemas de demência ou mal de Alzheimer: um jardim cujos aromas ajudam os pacientes a recuperar a memória. O pessoal de uma clínica de Tayside (Norte da Escócia), especializada no tratamento de idosos, comprovou que um de seus pacientes, portador de demência senil, recuperou parcialmente a memória através da jardinagem.
Grampian, a companhia que administra esta e outras 20 clínicas na Grã-Bretanha, decidiu patrocinar a criação de um jardim ‘‘terapêutico’’ por ocasião do Salão de Jardinagem, que se realiza na Escócia no início de junho, e espera repetir a experiência no resto do país.
Batizado de ‘‘Não me esqueças’’, o jardim é um lugar tranquilo e que, ao mesmo tempo, evita a sensação de claustrofobia. Suas cercas estão cobertas por plantas e flores. As plantas são escolhidas cuidadosamente por suas cores suaves e aromas fortes.
Por coincidência, uma leitora contou-me, esta semana, sobre os progressos observados em um doente, com problemas que se asemelham ao mal de Alzheimer, apenas ajudando a cuidar de plantas em um apartamento. Tão boa foi a experiência que ela até pensa em mudar para uma casa, a fim de oferecer um jardim ao doente.

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